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EUA - História de uma potência

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EUA - História de uma potência

A história do EUA

O EUA é conhecido como o Brasil que deu certo, mostrando que o EUA prosperou pois foi uma colônia de povoamento, já o Brasil foi uma colônia de exploração. Será esse o único motivo?

O EUA no séc. 18 tinha dois pilares: o intervencionismo americano (pelo seu território) e o expansionismo americano (ocupar territórios). O país nesse século tinha um território menor do que o de atualmente. O expansionismo americano visava evitar a intervenção estrangeira, principalmente a inglesa. 

Nessa época, Napoleão havia invadido a Inglaterra, então os ingleses queriam recolonizar o EUA para ter um meio de saída, iniciando a Segunda Guerra de Independência. O resultado foi o empate entre os dois países, mas para os americanos pareceu uma vitória, pois tinham empatado com uma potência como a Inglaterra. O EUA via os ingleses como inimigo, o obstáculo para se tornarem uma hegemonia.

Com o Congresso de Viena, houve a restauração do absolutismo e colonialismo, que restabelecem as colônias na América, como consequência, os americanos eram o único país independente no continente, por isso criam a Doutrina Monroe. A doutrina afirmava “América pros americanos”, criando uma postura nacionalista, alegando que não deveria haver colônias (principalmente inglesas) na América. A reação inglesa foi a indiferença, já estavam satisfeitos com seu território.  

O objetivo dos americanos era acabar com a intervenção inglesa para expandir seu território pelo continente. Criando assim o segundo pilar (primeiro: Doutrina Monroe), o Destino Manifesto, a ideia que o americano era predestinado por Deus para ocupar o continente americano. O americano que era considerado o “cidadão ideal” era o homem WASP (White Anglo Saxonic Protestant). Esses dois pilares que construíram o nacionalismo americano. 

O Destino Manifesto motivava ocupar todo o EUA, declarando a Marcha pro Oeste. Esse processo foi marcado pela expansão territorial estabelecendo colonos/habitantes nessas terras. O crescimento da população era incentivado para ocupar os territórios. Para motivar a vinda de colonos para o Oeste, a Lei do Homestead Act foi criada para distribuir grandes terras para quem cultivasse-lá por 5 anos. Como as propriedades eram muito longes da capital, foram dadas armas para população, promovendo a exterminação de índios e mexicanos. O Oeste não era inabitado, havia terras coloniais (colonos europeus-franceses), mexicanos e nativos. As terras foram compradas dos europeus, porém os nativos foram dizimados, e mexicanos expulsos do seu território. A Marcha pro Oeste era benéfica economicamente por causa das jazidas de ouro encontradas na Califórnia, motivando uma grande imigração para lá. Essa busca inicia uma guerra com o México pelo o ouro. O extermínio de índios, a guerra com os mexicanos e a busca pelo ouro acarretou a construção de ferrovias, unificando os EUA. 

 Com a independência, o Sul e o Norte puderam desenvolver o projeto econômico distintos. O Norte criou uma economia industrial, com ampla concorrência com a Inglaterra, trabalho assalariado (os escravos não ganhavam), com o salário era criado um mercado consumidor, e praticavam o protecionismo, aplicando impostos sobre produtos importados, protegendo a economia interna. No Sul, plantation (monocultura, escravidão e latifúndio), com mercado livre (sem impostos nos produtos importados) porque queriam concorrência para diminuir o preço, vendendo mais. Havia um conflito no Marcha pro Oeste, sobre as novas terras terem ou não manutenção da escravidão. Assim criam a linha de compromisso de Missouri, estabelecendo que nas terras do Sul se manteria a escravidão e no Norte seria proibido. 

Em 1850, foi criado o Compromisso de Clay, que estabelecia a Califórnia como um estado sem escravidão, mesmo se encontrando no Sul, e criava a lei do escravo foragido, assim que um escravo fugia pro o Norte poderiam ser capturados e entregues para seus “proprietários”. 

Com as eleições, em 1854, funda-se o partido republicano abolicionista e a favor da migração para o Oeste. O Sul era um país democrata e o Norte republicano. O partido republicano havia como candidato Abraham Lincoln, que era um abolicionista. Com a sua vitória, o Sul fica insatisfeito, iniciando vários movimentos de separação, como o Carolina do Sul, que queria se manter escravista, formando um governo independente. Assim começa a Guerra de Secessão, o Norte (União) queria reconquistar essas cidades, mas os confederados do Sul queriam prolongar a guerra assim os nortistas iam desistir e negociar. Em 1863, Lincoln torna a guerra exclusiva sobre a escravidão, declarando a proibição da manutenção da mesma e a cidadania para todos, desse modo os negros entram pro exército e ajudam. Em 1865, vitória da União.

Até hoje o Norte e o Sul tem rivalidades políticas. A Guerra de Secessão teve um grande número de mortos, deixando um rastro de destruição. A elite sulista foi obrigada a aceitar a vitória do Norte, se adaptando às mudanças. Na guerra, quando a cláusula 13 (proibição da escravidão) e 14 (cidadania para todos), deu vários direitos aos negros, e a população racista não aceitou. Quando os negros queriam tirar sua cidadania, os racistas dificultavam esse ato, ou seja, na prática não conseguiam. A vitória do Norte não acabou com o racismo, o intensificou. 

No final da guerra, havia campanhas contra a miscigenação (cruzamento entre raças). No Sul, foi declarado as leis de Crow, que separava os negros e os brancos, havia lugares no ônibus para negros e brancos, escolas diferentes e banheiros também. Com o preconceito étnico, foi criado clubes de supremacia branca, por exemplo o Kux-Klux-Klam, que acreditavam ser defensores do WASP, e que os negros tinham uma natureza violenta.

Com a vitória do Norte, a indústria se desenvolve, consolidando a mentalidade burguesa, a procura do lucro através do trabalho, o que é uma ética protestante, procurar salvação através do trabalho (calvinismo). Começam a necessitar um mercado consumidor, encontrando um na América Central e na Ásia, o problema era que ambos já estavam ocupados economicamente com nações europeias. 

Em 1900 até 1903, estava sendo construído o canal Panamá, o canal que controlaria toda dinâmica comercial da América Latina. Nessa época, quem controlava-o era a França. O EUA acreditava que para virar hegemonia, teria que assumir o controle do canal, assim fiscalizaria toda a dinâmica comercial da América Latina. Então financia a independência do Panamá sobre a Colômbia em troca ganha o comando do canal. 

Com o canal, os americanos poderiam competir o mercado consumidor latino com a França e chegariam mais rápido na Ásia, além de lucrarem com o uso do canal, tendo que pagar para o EUA para utilizá-lo, e como também a disponibilidade para intervenções militares do canal.

ANTES DE TUDO: Em 1890, houve a Conferência Pan-Americana, que anunciou a missão dos EUA como tutor das Américas. Interferem na independência de Cuba, e em troca criam a Emenda Platt, documento que permite o governo americano trocar o governo de Cuba de acordo com seus interesses. Do mesmo modo, interferem na independência de Porto Rico, e o tornam seu protetorado, parecido com uma colônia dos EUA. Com isso tudo, os EUA ganha mercado consumidor.

Em 1901, foi criado a política do Big Stick, uma política das relações internacionais americanas, que se resumia na fala “Fale macio e carregue um grande porrete”, que significava manter relações cordiais com outros países, mas conservar um grande poderio militar (intervenções). O EUA com essa política iria garantir sua hegemonia no continente, influenciando toda a América, alterando a Doutrina Monroe para “América é para os EUA”, consolidando os americanos como “tutor das Américas”. Em 1904, Roosevelt cria uma emenda para a Doutrina Monroe, em caso de ameaça de nações impotentes, o EUA pode intervir diretamente nos assuntos de política internacional.

Em 1900, houve a diplomacia do dólar, quando o EUA fez vários empréstimos, tornando países economicamente dependentes dele, consolidando o imperialismo norte-americano.