A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
1 pág.
Unificação Alemã

Pré-visualização|Página 1 de 1

Unificação Alemã

RESUMO AUTORAL.

Antes da Alemanha se tornar um país em 1871, antes era o Sacro-Império Germânico, a junção de 500 impérios/estados, não um país. Em 1806, Napoleão invade o Sacro-Império Germânico e o destrói, tira os nobres e coloca seus familiares no lugar, formando uma ocupação francesa. Os alemães viam os franceses como invasores, criando um sentimento de revanche e ódio pelos franceses. 

Os prussianos (a Prússia fazia parte do Império Germânico) derrotam o Napoleão e vão para o Congresso de Viena, onde seus interesses são deixados de lado. A Prússia queria unificar o Império Sacro Germânico para si, e a Áustria tinha o mesmo interesse, ninguém anexa nada no Congresso de Viena. 

A Áustria cria a Conferência Germânica sobre a liderança da Áustria, com 39 estados do Império Sacro e a Prússia. A Prússia reage criando o Zollverein (Liga Aduaneira), todos os estados que faziam parte podem ter livre circulação de mercadoria (comprar e vender sem impostos). 

Em 1818, a Liga Aduaneira começa a competir com a Conferência Germânica. Os 39 estados se viam controlados pela Áustria, então migram para a Liga Aduaneira, com isso criam condições para a formação de um país, além de: Terem a mesma língua; Todos eram opositores da Áustria e da França; Os estados eram todos conectados através de ferrovias. 

A Pequena Alemanha seria a unificação dos 39 estados e a Prússia, com a mesma no poder. E a Grande Alemanha seria a unificação dos 39 estados, Prússia e Áustria, com a mesma no poder. 

Com a Festa de Hambach, a comemoração da colheita (semana da batata), com o que tinha acontecido no ano de 1832, as ondas revolucionárias que faz países se auto determinarem, torna a Festa de Hambach um evento político, que defendia a unificação da Pequena Itália (39 estados + Prússia), criando uma desordem. A Áustria reage com autoritarismo, estabelecendo uma repressão e reforça a Dieta de Frankfurt, uma política da Confederação Germânica: Leis de censura e proibição de manifestações públicas. 

Com esses acontecimentos, os 39 estados começam a ver a Áustria, se juntando a Prússia, coroam Frederico Guilherme IV como rei da Pequena Alemanha.

Em 1848, ocorre a Primavera dos Povos, na Alemanha, o povo tenta unificar a Alemanha, motivados pelo Nacionalismo e Liberalismo, então eles criam o movimento de tentar construir eleições para os deputados alemães, e é criado a política que as leis só podem ser feitas com a aprovação popular. Os representantes escolhidos elaboram leis que se opõem com as leis da Confederação Germânica, tentando expulsar a influência austríaca.

É formado um parlamento em Frankfurt, onde criam uma constituição única para os 39 estados e a Prússia, um governo único com separação de poderes.

O rei era para ser o Fred, que queria a coroa, mas não aceita, pois dizia que não seria um rei legítimo, a escolha tinha que ser dos nobres, não do povo. Mas na verdade, ele tinha medo da Áustria.

Esse pensamento esclareceu para os alemães que a unificação alemã tinha que vir de cima (nobres), assim usam um exército profissional para combater a Áustria, e Guilherme I (filho de Fred) é coroado rei da Prússia. Os nobres começam a perceber que é necessária uma unificação que venha de cima, querendo ampliar seu mercado consumidor pela formação da Alemanha. Além dos fracassos da população ao tentarem unificar na festa de Halbach.

Os junkers eram grandes proprietários, exerciam a mecanização de terras e faziam reinvestimentos do que ganhavam com a produção agrícola. Em 1863, os Junkers e a Burguesia se aliam pela unificação para ampliar seus mercados consumidores. O Otto Bismarck, um junker prussiano que defendia os interesses do rei Guilherme I, fortalece a monarquia e com a unificação, prometeu o desenvolvimento industrial, fortalecimento militar e a real politik (pensamento que a Prússia tinha que ter o necessário para seu sucesso, que seria os três eixos de Bismarck).

O fortalecimento monárquico: convence a Guilherme I para ter casamento dinástico, formando assim uma dinastia que reinaria a Alemanha. 

Desenvolvimento industrial: Desenvolver diferentes áreas industriais, como bélica, transporte…

Fortalecimento militar: O objetivo era fortalecer o exército, assim tornando a Prússia uma potência militar.

As guerras de unificação tinham como lema: A unificação será feita a ferro e sangue. Ferro representando o desenvolvimento industrial e o sangue a batalha, deixando o povo de fora da unificação.

Com a guerra contra a dinamarca, a Prússia e a Áustria derrotam o país e o dividem, cada um fica com um pedaço de terra para governar. Porém essa aliança era de interesse para Bismarck, pois para chegar no lado que pertencia à Áustria, eles tinham que passar pelo território prussiano. Logo, a Prússia provoca a Áustria, até iniciarem um guerra.

A Prússia ganha por causa da sua potência militar. A Prússia, por causa do sentimento de revanche, entra em guerra com a França, e ganha. Para humilhar a França, coroam o rei alemão e o segundo império alemão na França, no castelo de Versalhes.

As consequências da Guerra seriam: o revanche francês dos alemães, o crescimento da Alemanha como potência industrial hegemônica na Europa, um exército forte e o afastamento da Áustria do mundo germânico. A Alemanha entrou na disputa por territórios no processo da colonização da Ásia e África, aumentando a tensão com o Reino Unido, um dos fatores que desencadeou a Primeira Guerra Mundial.