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empreendedorismo aula 01

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visando obter lucro dessa multiplicação.
 Exploradores de economia de escala – baseiam seus negócios em preços 
menores obtidos em decorrência da economia de escala. Giro rápido, 
diminuição do nível de serviços e localização em áreas mais baratas e/ou 
com impostos menores.
 Agregadores de capital – captam recursos de diversas fontes para ban-
car a operação de bancos, seguradoras ou fundos mútuos.
 Aquisidores – empreendedores que preferem adquirir empresas já em 
operação.
 Especialistas de compra e venda – especialistas em comprar empresas 
em dificuldades, saneá-las e depois revendê-las por melhor preço.
 Formadores de conglomerados – são os que se dedicam a obter controle 
acionário de uma empresa para, a partir dela, adquirir o controle de outras 
empresas, mesmo em negócios distintos, gerando um conglomerado.
 Especuladores – são aqueles que se dedicam, por exemplo, à área imo-
biliária ou à compra e revenda de commodities.
 Manipuladores de valor aparente – nessa categoria, o empreendedor 
se volta para a aquisição barata de alguns tipos de bens ou até mesmo 
empresas, melhorando de alguma forma sua aparência ou índices finan-
ceiros para revendê-los com elevação no preço.
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Uma outra classificação que gostaríamos de citar é a proposta por Miner 
(1996), o qual, baseado em um estudo em que foram aplicados 17 testes psicológicos 
a um grupo de cem empreendedores, descreve quatro tipos de personalidade de 
empreendedores bem-sucedidos.
 Realizadores pessoais: possuem como características mais marcantes a 
necessidade de realização, desejo de obter feedback, desejo de planejar e 
estabelecer metas, forte iniciativa pessoal, forte comprometimento pes-
soal com a sua organização, crença de que uma pessoa faz diferença, e 
crença de que o trabalho deve ser guiado por metas pessoais e não pelas 
metas dos outros.
 Verdadeiros gerentes: apresentam seis características:
 desejo de ser um líder corporativo;
 capacidade de decisão;
 atitudes positivas para com as figuras de autoridade;
 desejo de competir;
 desejo de poder;
 desejo de se destacar da multidão.
 Empáticos supervendedores: têm como características mais marcantes:
 a capacidade de entender e sentir como o outro (empatia);
 o desejo de ajudar os outros;
 a crença de que os processos sociais são muito importantes;
 a necessidade de ter forte relacionamento positivo com outros; 
 a crença de que a força de vendas é crucial para executar a estratégia 
da empresa.
 Especialistas geradores de ideias: caracterizam-se por ter:
 o desejo de inovar;
 o amor às ideias;
 a crença de que o desenvolvimento de um novo produto é crucial para 
atingir a estratégia da empresa;
 um bom nível de inteligência; 
 o desejo de evitar riscos.
Escolas do empreendedorismo
Dada a sua estreita relação com o desenvolvimento econômico, as teorias 
que explicam o surgimento dos empreendedores muitas vezes se confundem com 
as teorias do desenvolvimento econômico. De forma sintética, podemos agrupar 
as teorias ou escolas do empreendedorismo em quatro grandes correntes.
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Escola biológica
Esta escola propõe uma relação entre fatores ambientais ou uma predispo-
sição genética por parte de certos indivíduos para os negócios como fatores que 
explicariam o desenvolvimento econômico. Podemos destacar dois pensadores 
nesta escola: Amintore Fanfani e Ellsworth Hutington.
Fanfani (1935), professor de economia e político italiano, refutou as teses so-
ciológicas de que o protestantismo teria alguma relação com o surgimento do capi-
talismo. Ele argumentou que o catolicismo inventou o capitalismo moderno muito 
antes do surgimento do protestantismo. Contudo, confrontado com a realidade de 
que os países protestantes em sua época (como Alemanha, Inglaterra e Estados 
Unidos da América, por exemplo) eram muito mais desenvolvidos, afirmou que o 
formato da cabeça de seus habitantes deveria ser o fator diferencial: pessoas com 
o crânio mais alongado seriam melhores empresários que os demais.
Apesar de a teoria ser considerada absurda, dado que nenhum estudo com-
provou uma relação entre raça e vocação para os negócios, deve-se compreender 
que Fanfani fez isso em uma época em que pipocavam estudos sobre a possibili-
dade de se aplicar conhecimentos de seleção genética e aprimoramento de plantas 
e animais aos seres humanos, o que ficou conhecido como eugenia5.
Hutington (1915), por sua vez, estudou a relação entre o clima e o surgimento 
das grandes civilizações. Ele assinalou que nenhuma das grandes civilizações, pelo 
menos como a expressão é entendida hoje, floresceu nos trópicos ou no extremo 
norte. Ele argumentou que o clima mais “estimulante” para o homem estaria em 
regiões onde a variação da temperatura média no inverno e no verão estaria entre 
5º e 15º C, com chuvas moderadas. Mudanças no clima explicariam o apogeu e o 
declínio das civilizações no passado.
Apesar de o clima impor certos limites ao desenvolvimento de uma grande 
civilização, a teoria de Huntington não explicou por que o crescimento econômico 
ocorre mais rapidamente em algumas regiões do que em outras dentro do “cinturão 
climático” proposto por ele. Assim, sua teoria trouxe algumas considerações inte-
ressantes, mas deixou lacunas importantes que não permitiram relacionar de forma 
convincente o clima como o principal fator no desenvolvimento econômico.
Escola sociológica
Esta linha de pesquisa do empreendedorismo trata de encontrar uma cone-
xão entre o desenvolvimento econômico, o surgimento de empreendedores e a so-
ciedade. Podemos destacar como precursores desta corrente dois pesquisadores: 
Max Weber e Arnold Joseph Toynbee.
Weber, estudando o surgimento do capitalismo, afirmou que para conhecer 
corretamente a causa ou as causas do seu início era necessário fazer um estudo 
comparativo entre as várias sociedades do mundo ocidental (único lugar em que 
o capitalismo, como um tipo ideal, tinha surgido) e as outras civilizações, princi-
palmente as do Oriente, onde nada de semelhante ao capitalismo ocidental tinha 
aparecido. Depois de exaustivas análises nesse sentido, Weber foi conduzido à 
5Ciência que tem por ob-jeto o estudo dos fatores 
que, sob o controle social, 
possam melhorar ou prejudi-
car, física e mentalmente, as 
qualidades raciais das gera-
ções futuras. (AURÉLIO)
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tese de que a explicação para o fato deveria ser encontrada na íntima vinculação 
do capitalismo com o protestantismo, tendo afirmado que:
Qualquer observação da estatística ocupacional de um país de composição religiosa mista 
traz à luz, com notável frequência, um fenômeno que já tem provocado repetidas discussões 
na imprensa e literatura católicas e em congressos católicos na Alemanha: o fato de os lí-
deres do mundo dos negócios e proprietários do capital, assim como os níveis mais altos de 
mão de obra qualificada, principalmente o pessoal técnica e comercialmente especializado 
das modernas empresas, serem preponderantemente protestantes. (WEBER, 2004, p. 320)
A partir dessa afirmação, Weber coloca uma série de hipóteses referentes a 
fatores que poderiam explicar o fato. Analisando detidamente esses fatores, Weber 
elimina-os, um a um, mediante exemplos históricos, e chega à conclusão final 
de que os protestantes, tanto como classe dirigente quanto como classe dirigida, 
seja como maioria, seja como minoria, sempre teriam demonstrado tendência 
específica para o racionalismo econômico. A razão desse fato deveria, portanto, 
ser buscada no caráter intrínseco e permanente de suas crenças religiosas e não 
apenas em suas temporárias situações externas na história e na política.
No contexto do empreendedorismo,