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Inventários e Activos Biológicos

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Elaborado por Tomás Hale 1 
 
CLASSE 2: INVENTÁRIOS E ACTIVOS BIOLÓGICOS 
Esta classe regista os inventários e activos biológicos em posse da empresa ou de terceiros e os respectivos 
custos de aquisição dos inventários ou de maturidade dos activos biológicos. os inventários são todos os 
bens armazenáveis adquiridos ou produzidos pela empresa e que se destinam à venda ou a serem 
incorporados na produção. Pode-se distinguir e classificar esses bens em: 
 Matérias-Primas: bens que não se destinam à venda mas a serem incorporados directamente em 
novos produtos. 
 Matérias Subsidiárias: bens que sendo incorporados directamente num determinado produto, 
concorrem directa ou indirectamente para a sua produção. 
 Produtos em Curso: aqueles que se encontram numa fase do processo produtivo sem, no entanto, 
terem atingido a fase final de fabrico, ou seja, estarem aptos para venda. 
 Subprodutos e Resíduos: são produtos secundários resultantes da produção de um principal, com 
baixo valor comercial (normalmente) e não utilizáveis no processo produtivo da empresa. São 
vendidos, geralmente, à medida que se vão acumulando. 
 Produtos Acabados: são os bens resultantes do processo produtivo da empresa que, tendo 
atingido a sua fase final, estão aptos para serem vendidos. 
 Mercadorias: bens adquiridos para posterior venda, não estando sujeitos a qualquer transformação 
dentro da empresa. 
Matéria-prima 
Empresas Industriais 
Matéria Subsidiaria 
Produtos em curso 
Subprodutos e resíduos 
Produtos acabados 
Mercadorias Empresas comerciais 
 
MÉTODO DE CONTABILIZAÇÃO 
Existe dois métodos de contabilização de inventários o do inventário permanente e do inventário periódico 
ou intermitente. 
 
Elaborado por Tomás Hale 2 
 
a) O sistema de inventário permanente 
O sistema de inventário permanente regista as compras, os consumos, o valor das saídas para vendas, as 
devoluções a fornecedores e dos clientes, todos os movimentos de entrada de bens armazenáveis de uma 
forma sistemática, em quantidade e em valor, permitindo saber a cada momento a posição do inventário e 
custo das existências vendidas e consumidas. Neste sistema, as compras são registadas na conta 2.1- 
compras e apos a sua entrada ao armazém são consideradas na conta 2.2 mercadorias e os custos dos 
inventários são reconhecidos apos o seu consumo ou venda. 
Neste processo, as empresas recorrem a fichas de armazém que serve para controlar o custo dos 
inventários vendidos ou consumidos. 
b) Sistema de inventário intermitente ou periódico 
Neste sistema as compras são registadas regularmente e sé é saldada no fim onde ocorre a transferência 
para a conta apropriada de inventários. Para conhecer a quantidade e o valor dos inventários recorre-se ao 
inventário físico dos estoques. O custo de inventários é dado pela seguinte formula: 
CIVC= Existências iniciais + Compras +/- Regularizações – Existências Finais 
 
VALORIMETRIA 
Os inventários são valorizadas, de acordo com o PGC, da seguinte forma: 
 Custo de compra (preço de compra, direitos de importação, outros impostos não dedutíveis, custos 
com transporte e outros que ocorrem desde a compra ate ao armazém) líquidos de descontos 
comerciais. 
 Custos de produção (custos fixos e variáveis de produção incluindo os gastos gerais de fabrico); 
 Outros custos incorridos para colocar os inventários no seu local e condição actual; 
Não devem incluir no custo de inventários: 
 Resíduos anormais; 
 Custos de armazenagem; 
 Gastos administrativos; 
Elaborado por Tomás Hale 3 
 
 Custos de vendas; 
 Diferencias cambiais resultantes da compra de inventários em moeda estrangeira; 
 Custos com juros quando os inventários são comprados a prazo. 
Como métodos de custeio das saídas adoptam-se os seguintes: 
a) Custo específico; 
b) Custo médio ponderado; 
c) FIFO; 
d) LIFO; 
e) Custo padrão. 
Custo Especifico: neste custeio as saídas são avaliadas ao custo de lotes a que eles fazem parte, isto é, 
as saídas são avaliadas ao seu próprio custo. 
Custo médio ponderado: neste custeio as saídas são valorizadas pela média ponderada do preço de 
compra e das quantidades em armazém. Este custeio é muito usado na prática. 
FIFO (First In, First Out): As saídas de inventários são valorizadas tendo em conta o lote mais antigo, 
considerando o primeiro a entrar é o primeiro a sair. É aconselhável para as empresas que comercializam 
produtos perecíveis. 
LIFO (Last In, Last Out): as saídas são valorizadas tendo em conta o lote mais novo, isto é, o ultimo lote a 
entrar é o primeiro a sair. 
Custo padrão: as saídas são valorizadas ao custo pré-fixado. 
Para um controlo adequado dos inventários e sem causar perdas (quebras) é recomendável o uso do custeio 
FIFO e custo médio ponderado. 
Nas fichas de armazéns são consideradas apenas descontos de natureza comercial (incluídos na factura) 
concedidas pelos fornecedores e os descontos concedidos a clientes não são considerados. 
Exemplo 1: A empresa Agropel, Lda, situada na cidade de Chimoio, na rua de sussundenga na cidade, 
dedicada a compra e venda de cereais, durante o mês de Maio último as seguintes operações: 
 Dia 1: existências de mercadorias em armazém 800 toneladas @ 1500,00 mts. 
 Dia 3: vendeu 300 toneladas a preço de 1500,00 mts cada 
Elaborado por Tomás Hale 4 
 
 Dia 6: vendeu 200 toneladas a preço de 1500,00mts cada. 
 Dia 9: comprou 700 toneladas a 2000,00mts cada. 
 Dia 13: vendeu 800 toneladas a 2000,00 mts cada. 
 Dia 17: vendeu 200 toneladas a 2000,00mts cada. 
 Dia 25: comprou 500,00 toneladas a 4500,00 mts cada. 
 Dia 30: vendeu 300 toneladas a 4500,00mts cada. 
Pede-se: 
a) Preenchimento da Ficha de armazém pelo custeio FIFO, LIFO e Médio ponderado. 
 
 
Quant.(t) P.Unit Import. Quant (t) P.unit Import. Quant. (t) P.unit Import.
Dia 1 Existencia inicial 800 1,500.00 1,200,000.00
Dia 3 Venda 300 1,500.00 450,000.00 500 1,500.00 750,000.00
Dia 6 Venda 200 1,500.00 300,000.00 300 1,500.00 450,000.00
300 1,500.00 450,000.00
700 2,000.00 1,400,000.00
300 1,500.00 450,000.00
500 2,000.00 1,000,000.00
Dia 17 Vendas 200 2,000.00 400,000.00 0 0.00
Dia 25 Compras 500 4,500.00 2,250,000.00 500 4,500.00 2,250,000.00
Dia 30 Vendas 300 4,500.00 1,350,000.00 200 4,500.00 900,000.00
200 2,000.00 400,000.00
Dia 9
Dia 13 Vendas
Existencias
Empresa: Agropel
Inventario: Cereais
Custeio: FIFO
1,400,000.002,000.00700
Compras
Data Operação
Entradas Saidas
Quant.(t) P.Unit Import. Quant (t) P.unit Import. Quant. (t) P.unit Import.
Dia 1 Existencia inicial 800 1,500.00 1,200,000.00
Dia 3 Venda 300 1,500.00 450,000.00 500 1,500.00 750,000.00
Dia 6 Venda 200 1,500.00 300,000.00 300 1,500.00 450,000.00
300 1,500.00 450,000.00
700 2,000.00 1,400,000.00
700 2,000.00 1,400,000.00
100 1,500.00 1,000,000.00
Dia 17 Vendas 200 1,500.00 300,000.00 0 - 0.00
Dia 25 Compras 500 4,500.00 2,250,000.00 500 4,500.00 2,250,000.00
Dia 30 Vendas 300 4,500.00 1,350,000.00 200 4,500.00 900,000.00
200 1,500.00 300,000.00
Dia 13 Vendas
Dia 9 Compras
700 2,000.00 1,400,000.00
Data Operação
Entradas Saidas Existencias
Empresa: Agropel
Inventario: Cereais
Custeio: LIFO
Elaborado por Tomás Hale 5 
 
 
 
ESTUDO DAS CONTAS 
2.1 Compras 
Regista o custo de compra dos inventários e activos biológicos destinados ao consumo ou venda, inclui 
encargos adicionais suportados nas compras até o local de armazenagem. 
 
A conta 2.1 – Compras não é uma conta de balanço, é uma conta transitória, daí o seu saldo ser transferido 
para a adequada conta de existências. O momento da transferência depende do sistema de inventário 
utilizado: 
 Em Sistema de Inventario Permanente: o saldo será transferido, aquando da entrada dos bens 
adquiridos em armazém. 
 Em Sistema de Inventario Intermitente

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