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8 LITERATURA - Sorôco Sua mãe Sua filha

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e à pouca umidade do ar. O foco dado ao sol em 
algumas partes da animação, reforçam a ideia de calor. 
 
3. As personagens da animação são como você imaginou ao ler o texto? 
Essa resposta é pessoal, professor(a), sendo que vai variar de acordo com a percepção de cada aluno, 
mas pode ser interessante perguntar a eles o que sentiram de diferença (se o sentiram) entre o que 
imaginaram e o que viram representado no vídeo. 
 
4. Algumas personagens não têm olhos, nariz e boca explicitados nas imagens e outras têm. Por 
quê? Que efeito isso provoca? 
Os 3 personagens principais e as pessoas na estação não têm olhos, nariz, boca. Os outros 
personagens específicos que também aparecem no vídeo, como o Agente, Nenego, José Abençoado, 
sim. Isso pode demonstrar que Sorôco, mãe e filha não são personagens completos para a história, 
como se eles fossem esquecidos para as pessoas, são pessoas de certa forma “apagadas”. Uma 
 
 
 
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observação importante, é que outros personagens na estação também não aparecem com a feição 
completa no vídeo. Porém, eles não têm nomes, como os principais. Dessa forma, eles também são 
vistos como personagens que ajudam a preencher a história, pessoas entre outras, parte de uma 
massa. 
 
5. Que tons de cores predominam no vídeo? Como isso se relaciona à narrativa? 
As cores utilizadas no vídeo são de uma tonalidade amarronzada. Elas possuem as características do 
ambiente do cerrado, com o clima seco, árido e de muito calor. Por mais que, ao pensar na temática 
da loucura, sejamos levados a pensar em cores como cinza e branco, geralmente utilizadas nos 
ambientes onde as pessoas são tratadas, a cor do vídeo tem relação por ser algo envelhecido, triste. 
Ela inclusive pode ser associada com as características dos personagens, do Sorôco, por exemplo, 
que devido ao ambiente parece ser um personagem com uma “casca grossa”, uma pessoa dura. Mas 
não são somente as cores que fazem essa relação, a música de fundo também complementa a criação 
desse sentido. 
 
PARTE IV - Propostas de produção 
Professor(a), apresentamos abaixo algumas sugestões de produção escrita a respeito do conto de 
Guimarães Rosa e do tema da loucura. Você pode ficar à vontade para selecionar aquela(s) que se 
encaixa(m) melhor ao perfil da(s) sua(s) turma(s), de modo que pode trabalhar com uma ou mais, 
dependendo das dinâmicas que você opte por desenvolver junto aos estudantes. 
 
Conhecendo distúrbios 
O que é loucura? O que é normalidade? 
Sabemos que há muitos tipos de distúrbios que podem variar em níveis de complexidade e que podem 
comprometer a socialização das pessoas em vários graus. 
Escolha um distúrbio ou transtorno mental ou alguma síndrome para pesquisar e explicar para seus 
colegas. 
Sugestões: depressão, ansiedade, distúrbios alimentares (ex: bulimia, anorexia), esquizofrenia, 
transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), bipolaridade, alcoolismo (Síndrome de Dependência 
Alcoólica), psicose, autismo, síndrome do pânico, síndrome de tourette, entre outros. 
Pense em questões como: 
● Nome do distúrbio/transtorno/síndrome. 
● Como ele se manifesta / como detectar. 
● O que pode provocar o distúrbio/transtorno/síndrome? 
● Como pode ser tratado/a? 
Faça um panfleto explicando para a comunidade sobre esse distúrbio, transtorno ou síndrome e como 
ele pode ser tratado. 
Essa atividade pode ser feita em duplas, trios ou quartetos. Depois de discutir com a turma sobre os 
distúrbios que cada grupo apresentou, os alunos podem fazer uma campanha de conscientização da 
 
 
 
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sociedade a respeito dos distúrbios que pesquisaram ou da saúde mental de modo geral e da 
importância de se dar atenção a eles. O cérebro é um órgão que merece atenção, cuidados e, se for o 
caso, tratamento, como qualquer outro. 
Professor, caso os alunos queiram, eles podem pesquisar outras síndromes ou transtornos que não 
foram mencionados na lista acima. Pode ser que algum deles tenha curiosidade ou tenham casos na 
família como a Síndrome de Down, por exemplo. 
Sugestões de leituras para o professor e, quem sabe, para os alunos: Agência Nacional de Saúde 
Suplementar. Janeiro branco: sinal de alerta para a saúde mental. 07/01/2021. Disponível em: 
http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/sobre-a-ans/6138-janeiro-branco-sinal-de-alerta-para-a-
saude-mental. Acesso em: 05 abr. 2021. 
 
Evolução dos tratamentos 
Você sabe como é feito o tratamento de pessoas com transtornos mentais? 
Para saber mais sobre o assunto, você vai pesquisar na internet quais foram os tratamentos utilizados 
pela medicina ao longo dos anos até os dias atuais. Feito isso, você vai elaborar uma linha do tempo, 
inserindo as seguintes informações: 
● Nome do tratamento; 
● Ano; 
● Público indicado; 
● O que ele trata; 
● Como funciona; 
● Algumas imagens representativas. 
Você pode montar a linha do tempo utilizando a ferramenta Canva, PowerPoint ou outro recurso que 
seja possível trabalhar com imagens e textos. 
Professor, ao final de todos os trabalhos, seria interessante disponibilizar e divulgar as produções 
dos alunos para que outras pessoas tenham conhecimento sobre o tema. Isso pode ser feito nas redes 
sociais da turma ou no ambiente on-line que a escola utiliza para isso. 
Algumas reportagens interessantes: 
PRADO, Ana Carolina. 5 tratamentos psiquiátricos bizarros que caíram em desuso. Revista Super 
Interessante. São Paulo/SP. 18 abr. 2017. Disponível em: 
https://super.abril.com.br/blog/superlistas/5-tratamentos-psiquiatricos-bizarros-que-cairam-em-
desuso/. Acesso em: 05 abr. 2021. 
ARAÚJO, Tarso. Lugar de louco é no hospício ou em casa? Revista Super Interessante. São 
Paulo/SP. 21 ago. 2018. Disponível em: https://super.abril.com.br/ideias/lugar-de-louco-e-no-
hospicio-ou-em-casa/. Acesso em: 05 abr. 2021. 
 
Loucura e genialidade 
Muitos gênios da humanidade foram considerados loucos ou tinham de fato algum distúrbio mental 
que não era bem compreendido na época. Entre eles, podemos citar o pintor Vincent Van Gogh, o 
 
 
 
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artista brasileiro Arthur Bispo do Rosário, o escritor Franz Kafka, o cientista Alberto Einstein, a 
artista plástica e escritora japonesa contemporânea, Yayoi Kusama, entre muitos outros. 
Você acha que para ser um gênio é preciso ser louco? Qual é a relação entre loucura e genialidade? 
Pesquise a história de gênios da humanidade que foram considerados loucos ou pessoas que foram 
consideradas loucas e que deram contribuições importantes e discuta com seus colegas a relação entre 
loucura e genialidade. 
Cada aluno ou grupo de alunos vai escolher uma personalidade considerada “louca” ou 
“excêntrica”, pesquisar a história delas e apresentar para os colegas, buscando discutir a relação 
entre a fuga aos padrões e a criação. Eles podem escolher pessoas de diversas áreas da arte, das 
ciências, da política entre outras. Podemos dizer que a loucura ajuda as pessoas a ver a realidade de 
outra forma e, por isso, abre um caminho para o questionamento da realidade e das regras 
estabelecidas pela sociedade? 
Elaboramos umas dicas sobre pesquisa que podem orientar esse trabalho: 
Pesquisa com final feliz (Dica do REDIGIR), disponível em: 
https://drive.google.com/file/d/0B5vbPjm8AR5pMy1TcFZGYU9fRGs/view. Acesso em: 05 abr. 2021. 
Sugestões de leituras para o professor e, quem sabe, para os alunos: 
BOTELHO, Carol. A arte nos limites da loucura. Folha de Pernambuco. 08/01/17. Disponível em: 
https://www.folhape.com.br/cultura/a-arte-nos-limites-da-loucura/13258/. Acesso em: 05 abr. 2021. 
(Atenção para as falas da Maria do Carmo “Andar na contramão é o papel da arte”, “A arte é o 
caminho para questionar as coisas estabelecidas”.) 
 
Viva a diferença! 
Você conhece alguma pessoa diferente, que tem algum distúrbio ou transtorno mental ou alguma 
síndrome?

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