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PARÊNQUIMA - RESUMO - RICARDO

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PARÊNQUIMA, COLÊNQUIMA E ESCLERÊNQUIMA
RESUMO
Os tecidos parenquimáticos, colenquimáticos e o esclerenquimáticos são tecidos simples, presentes no corpo primário da planta, pertencendo ao sistema fundamental, que se desenvolvem a partir do meristema fundamental, por estarem presentes em algas e briófitas, eles são considerados tecidos primitivos.
O parênquima é composto do células isodiamétricas, constituído de células vivas, sendo considerado um tecido potencialmente meristemático, por conservar a sua capacidade de divisão celular, devido a esse motivo que ele é importante nos processos de cicatrizações de lesões, união de enxertos, estando distribuídos em quase todos os órgãos da planta, como na medula e no córtex da raiz e do caule, no pecíolo e no mesofilo da folha, nas peças florais e nas paredes carnosas do fruto. 
Ele apresenta algumas funções essenciais como fotossíntese, reserva, transporte, secreção e excreção, podendo ser distinguido em três tipos básicos de parênquimas, de preenchimento ou fundamental, clorofiliano e de reserva. O fundamental ou de reserva, é encontrado no córtex e na medula do caule e no córtex da raiz, do pecíolo e nas nervuras salientes da folha, possuindo várias formas e conter cloroplastos, amiloplastos, cristais e várias substâncias secretadas como compostos fenólicos e mucilagem.
O clorofiliano, tem como principal característica a de ser fotossintetizante, ele é encontrado no mesofilo, em caules jovens e outros órgãos que realizam a fotossíntese, os parênquimas clorofilianos são o paliçádico, esponjoso, regular, plicado e braciforme.
O parênquima também pode atuar como tecido de reserva, armazenamento diferentes substâncias provenientes do metabolismo primário da planta, como açucares, amido, proteína, óleos, etc, ele está presente em raízes, rizoma, algumas folhas, frutos e sementes, sendo classificados de acordo com a substância que armazenam, tendo a aerênquima ou aerífero, amilífero e aquífero.
A aerênquima presente em plantas aquáticas e em plantas que habitam ambientes alagados, a especificidade dela é de armazenar ar entre suas células, promovendo a aeração nas plantas aquáticas, além de conferir leveza para sua flutuação.
O aquífero estão presentes em folhas e caules de plantas suculentas, folha e raízes de plantas epífitas e xerófilas, essas células são especializadas em armazenar água, possuindo células parenquimáticas grandes e apresentam grandes vacúolos, com paredes finas e geralmente com ausência de cloroplastos.
No caso do amilífero, sua especialidade é armazenar carboidratos nos amiloplastos, ocorrendo em caules, raízes e outros órgãos subterrâneos.
A colênquima é composta de células vivas, capazes de retornar a atividade meristemática, possuindo parede primária e com espessamento irregular, com campos de pontuação primária.
Uma das funções da colênquima é a sustentação, ocorrendo em regiões onde o crescimento primário ou que estão sujeitas a movimentos constantes, sendo classificado de acordo com o tipo de espessamento da parede celular, podendo ser, angular, lacunar e anelar.
A colênquima lamelar, mostram um maior espessamento nas paredes tangenciais internas e externas, a lacunar estão nas paredes celulares que delimitam os espaços intercalares bem desenvolvido, já a angular tem as paredes mais espessas na seção longitudinal e nos ângulos, nos pontos de encontro entre três ou mais células e nas anelares ou anulares são células que apresentam um espessamento mais uniforme, com o lume celular circular em secção transversal.
O tecido do esclerênquima é um tecido de sustentação, tendo como principal características a presença de paredes secundárias espessas, lignificada ou não, com espessamento homogêneo e regular.
A parede secundária é composta de celulose, hemicelulose, substâncias pécticas e cerca de 35% de lignina, fornecendo um revestimento estável, o que evita ataques químicos, físicos ou biológicos.
Aas fibras celulares são células longas e largas, com paredes secundárias espessas e lignificadas, com as extremidades afiladas, sendo mortas na maturidade. Sua principal função é a sustentação em vegetais que não se alongam mais, quando se originam do procâmbio ou do câmbio, denominam fibras xilemáticas ou floemáticas. 
As fibras xilemáticas podem ser de dois tipos, as fibras libriformes e as fibrotraqueídes. As libriformes possuem parede muito espessas e pontoações simples. Já as fibrotraqueídes tem parede de espessura média e com pontoações areoladas. As fibras podem acumular amido, óleos, resinas e cristais.
As células esclereides são isoladas ou em grupos esparsos, distribuídas por todo o sistema fundamental da planta, possuindo paredes secundárias espessas, lignificadas e com numerosas pontuações simples. Estão presentes na epiderme, no sistema fundamental e no sistema vascular.

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