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Aleitamento materno

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Aleitamento materno
· O Brasil possui uma população de 201,5 milhões de pessoas, das quais 59,7 milhões tem menos de 18 anos. Mais da metade de todas as crianças e adolescentes brasileiros são afrodescendentes. Mias de um terço dos 821 mil indígenas do País são crianças.
· O Brasil conseguiu reduzir significativamente a mortalidade infantil (crianças até 1 ano; abaixo de 12,9/1000 nascidos vivos) em 25 anos por meio da implementação de ações básicas de saúde - monitorização no crescimento e desenvolvimento, hidratação oral na doença diarreica, aleitamento materno. A não prática do aleitamento materno traz inúmeras deficiências para a criança, sendo essa prática difundida por causa do advento de fórmulas de leite. A OMS criou os 10 passos para o aleitamento materno. 
OBS: O que a mãe come irá interferir no leite. Por exemplo, a mãe que come um grande prato de feijão, rico em enxofre, pode dar cólica para a criança. Ainda, refrigerante, água com gás e couve, também interferem nesse leite - ''seu filho é o que você come. ''
OBS: Uma insuficiência plaquetária determina uma má nutrição fetal, gerando um PIG (feto pequeno para a idade gestacional). O GIG é o outro extremo, fruto de uma mãe diabética que funcionou com uma hiperglicemia por muito tempo, recebendo uma grande taxa calórica - fica macrossômico. Quando cortamos o cordão umbilical, esse regime é cortado gerando um hiperinsulinismo por causa do hábito da hiperglicemia. Assim, muito dos bebês que são GIGs tem complemento recomendado pelo médico.
· A infância é um período em que se desenvolve grande parte das potencialidades humanas. Os distúrbios que incidem nessa época são responsáveis por graves consequências para indivíduos e comunidades. O bebê, quando nasce, tem um perímetro cefálico de 35 cm, chegando a 45 cm quando atingir 6 meses e 55 cm quando fizer 2 anos. Nessa fase da hiperplasia celular acelerada, se houver um agravo nutricional, o cérebro não crescerá corretamente, gerando um futuro indivíduo com limitação intelectual.
OBS: Os leites dos diferentes períodos do dia são diferentes. O leite do final da mamada é mais rico em gordura e proteína, tendo até 5x mais gordura, nutrindo e dando satisfação para a criança. O leite anterior, no início da mamada, é mais rico em água, vitaminas hidrossolúveis e açúcar. Portanto, se o bebê só mama de manhã, ele fica sempre com fome. 
OBS: O choro da criança é um estímulo para produção do leite pela mãe. 
 O aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível economia e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil. Permite ainda um grandioso impacto na promoção da saúde integral da dupla mãe/bebê e regozijo de toda a sociedade. 
- Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança; em sua habilidade de se defender às infecções; em sua fisiologia; no seu desenvolvimento cognitivo e emocional; tem implicações na saúde física e psíquica da mãe. O leite materno confere proteção para a criança. Apesar dos esforços de organismos nacionais e internacionais, as taxas de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão bastante aquém do recomendado. O profissional de saúde tem um papel fundamental na reversão desse quadro. Cabe ao profissional de saúde identificar e compreender o aleitamento materno no contexto sociocultural e familiar. A partir dessa compreensão, cuidar tanto da dupla mãe/bebê como de sua família. Respeitar o saber e a história de vida de cada mulher, e ajudar a superar medos, dificuldades e inseguranças.
- Amamentar é cansativo, então a mãe tem que descansar no horário em que o bebê está dormindo. Existe a cartilha do leite para as mães. Iniciativa hospital amigo da criança:
· Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, que deverá ser rotineiramente transmitida a toda equipe de cuidados de saúde;
· Treinar toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-a para implementar a referida norma;
· Informar todas as gestantes sobre as vantagens e o manejo do aleitamento materno;
· Ajudar as mães e iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto (na prática, entrar em contato com o calor da mãe na primeira meia hora e a primeira mamada após 1 hora);
· Mostrar as mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se vierem a serem separadas de seus filhos;
· Não dar aos RN nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno a não ser que seja prescrito pelo médico.
· Praticar o alojamento conjunto (permitir que mães e bebês permaneçam juntos 24 horas por dia);
· Encorajar o aleitamento sob livre demanda;
· Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças a crianças amamentadas no peito;
· Encorajar a formação de grupos de apoio à amamentação para onde as mães devem ser encaminhadas, logo após a alta do hospital ou ambulatório.
OBS: O bebê, nas primeiras 2 a 4 horas de vida, não consegue controlar a temperatura do seu corpo. Por isso é artificialmente aquecido ou fica em contato com o corpo da mãe, sendo essa a melhor opção - melhora do aleitamento, prevenção da hipotermia, melhora da imunidade ao entrar em contato com o S. epidermidis da pele. 
OBS: A gordura do LM é 100% perdida. A gordura garante o acido linoleico, responsável pelo processo de mielinização do bebê.
OBS: O bebê tem reflexo de sucção nos primeiros 3 meses, quando a passa a ser ato da vontade. A maioria dos reflexos primitivos do bebe irão sumir nesse período - reflexão de preensão palmar, plantar, reflexo de babinski (é um ser extra-piramidal nos primeiros 2 anos de vida).
2. Tipos de aleitamento
· Aleitamento materno exclusivo: quando a criança recebe somente LM, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos.
· Aleitamento materno predominante: quando a criança recebe, além do LM, água ou bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões), suco de frutas e fluidos rituais.
OBS: Amamentação cruzada é PROIBIDO. A criança pode tomar leite do banco de leite, pois é pasteurizado, matando o vírus do HIV (enquanto não sair o teste rápido não é permitido a doação do leite).
· Aleitamento materno: quando a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independente de receber ou não outros alimentos.
· Aleitamento materno complementado: quando a criança recebe, além do LM, qualquer alimento sólido ou semi-sólido com a finalidade de complementá-lo, e não substituí-lo.
· Aleitamento materno misto ou parcial: quando a criança recebe LM e outros tipos de leite.
3. Duração da amamentação
- Vários estudos sugerem que a duração da amamentação na espécie humana seja, em média, de 2-3 anos, idade em que costuma ocorrer o desmame naturalmente. A OMS, endossada pelo MS do Brasil, recomenda aleitamento materno por 2 anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros 6 meses. Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos 6 meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança, pois a introdução precoce de outos alimentos está associada a várias injúrias:
· Maior número de episódios de diarreia;
· Maior número de hospitalizações por doença respiratória;
· Risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao LM, como, por exemplo, quando os alimentos são muito diluídos;
· Menos absorção de nutrientes importantes do LM, como o ferro e o zinco;
· Menor eficácia da amamentação como método anticoncepcional;
· Menor duração do aleitamento materno.
OBS: Kwashiorkor - perda principalmente proteica, com criança cursando com edema. 
- A importância do LM:
· Evita mortes infantis. 
· Evita diarreia.
· Evita infecção respiratória.
· Diminui o risco de alergias.
· Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes.
· Reduz a chance de obesidade.
· Melhora a nutrição.