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RESUMO
O construtivismo é baseado nos estudos de Jean Piaget, que estudou o processo de aquisição do conhecimento do ser humano. Em seus estudos ele constata que o aprendizado não ocorre de forma passiva, sendo necessário um professor/mediador para adquirir conhecimento. Para o aprendizado ser de qualidade é necessário o desenvolvimento global do indivíduo, em seus aspectos, cognitivos, sociais e afetivos. Além de instigar discussões sobre a realidade ao qual está inserida, a abordagem construtivista evidencia a aquisição dos conhecimentos como um processo de construção que se dá a partir da interação da criança com o mundo, sendo, portanto, um processo contínuo.
 
Palavras-chave: construtivismo; conhecimento; aprendizado; desenvolvimento; indivíduo.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	5
2	ASPECTOS CONCEITUAIS DA ABORDAGEM CONSTRUTIVISTA	6
3	APLICAÇÃO DA ABORDAGEM CONSTRUTIVISTA	7
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS	8
REFERÊNCIAS	9
1. INTRODUÇÃO
Possui como principal referencial teórico o João Batista Freire que em 1989 publicou sua obra "Educação de corpo inteiro: teoria e prática da Educação Física." No Brasil, Emília Ferreiro iniciou essa tendência e depois a Ana Teberosky, as duas adeptas as teorias de Jean Piaget. Recebeu influencia de Piaget especialmente com as obras "O nascimento da inteligência na criança" e "O possível e o necessário, fazer e compreender." Para Jean, o professor não é o que ensina, mas o que desperta no aluno a vontade de aprender.
A abordagem construtivista da Educação Física possui como objetivo o desenvolvimento das habilidades que permitem ao aluno se expressar através de interação com o meio com ênfase na criação de conflitos e resolução de problemas motores. O professor deve levar em conta o conhecimento que o aluno possui, ou seja, o que fora adquirido por meio de interação com o meio social e cultural no qual ele vive. 
João Batista Freire aborda em seu livro "Educação de corpo inteiro: teoria e prática da Educação Física", a pedagogia do movimento na primeira e segunda infância, ele discute que o jogo é o principal modo de ensinar na educação física. Não existe padronização de movimentos, ele menciona que isso acarretaria na padronização do mundo, e que geralmente as crianças nessa primeira fase são esquematizações de movimentos que dependem de alguns fatores biológicos, psicológicos além do ambiente em que ela vive. 
2. ASPECTOS CONCEITUAIS DA ABORDAGEM CONSTRUTIVISTA
Em relação à perspectiva construtivista de aprendizagem em educação física escolar, compreende-se que o movimento ganhou destaque após evidenciar a construção do conhecimento do aluno, por meio da resolução de diversos problemas corporais, de construção e modificação de jogos, regras, atividades e trabalhos desenvolvidos em pequenos grupos, bem como, quando evidenciados e valorizados, por meio deste mesmo trabalho, a melhoria das relações interpessoais e a aquisição da autonomia da criança, tanto no sentido operacional, quanto moral.
A fim de estimular a cognição, a motricidade, socialização e afetividade da criança, bem como a utilização de materiais alternativos, os jogos e brincadeiras são os conteúdos privilegiados nas aulas de Educação Física baseados nessa abordagem. O foco é trabalhar com a educação dos sentidos, motricidade, e a educação do símbolo.
Piaget, um dos teóricos da referida abordagem, defende a presença de “métodos ativos” na educação, estimulantes da pesquisa espontânea do aluno, e que exijam que toda verdade a ser adquirida seja reinventada pelo aluno, ou pelo menos reconstruída e não simplesmente transmitida. Além disso, faz ressalvas afirmando que o papel do professor não será anulado completamente, que o educador continua indispensável.
João Batista Freire, outro teórico da abordagem, recomenda que o professor utilize-se do contexto de jogos ou brincadeiras para ensinar certos conteúdos para promover os estímulos. Um dos exemplos citados por ele é a brincadeira de circo, a qual o professor pode contribuir para o desenvolvimento da motricidade fina, das coordenações espaciais e temporais, ou das habilidades para saltar, girar e arremessar, por exemplo.
Ao subjetivar o ensino, a abordagem construtivista se atrelou ao pensamento de Piaget em relação a defesa de que as diferenças individuais têm como consequência aprendizados escolares diferenciados. Ademais, Freire afirma: “indo até onde for possível chegar, ou até quando o número de aulas permitirem, procura-se garantir que as crianças avancem de acordo com suas capacidades individuais”. 
3. APLICAÇÃO DA ABORDAGEM CONSTRUTIVISTA
A proposta da abordagem descreve como as crianças devem se movimentar, pensar e comportar-se em cada fase da vida, respeitando o movimento humano dentro das diversas fases do desenvolvimento motor. O jogo e o movimento são dados como fundamentais para a vida das crianças para propiciar os estímulos e desenvolvimentos. Nos diferentes níveis de ensino da educação básica poderá ser utilizada: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
A Educação Infantil ou primeira infância é a fase das experimentações, isto é, pensamento paralelo e a imaginação toma conta de modo a propiciar as sensações da criança. Freire afirma que as situações de ensino devem ser interessantes para a criança, e que “corpo e mente” devem ser entendidos como componentes que integram um único organismo. As atividades lúdicas que despertem curiosidades são bem vindas. Um exemplo seria contar uma história sobre os animais e promover interesse do aluno em querer saber nome, sons, cores entre outros. 
No Ensino Fundamental, existem outras possibilidades que propiciam estímulos e aguçam a criatividade além da imaginação. Nessa fase, os gestos, símbolos e movimentações corporais em geral ganham destaque. Aqui, a partir das brincadeiras populares, dos jogos simbólicos e das regras há possibilidades na criança o desenvolvimento do pensamento abstrato, porque são introduzidos no jogo novos significados, simbólicos e ações. A regra coletiva começa a ser introduzida e interiorizada pela criança. 
No Ensino Médio, tipicamente, as atividades elaboradas giram em torno de esportes. Nessa fase, o ensino ultrapassa o investimento em atividades que valorizem o jogo como elemento pedagógico e dialógico, permitindo o entendimento do corpo vivido e contextualizado. Aqui é importante a observação das reações dos alunos em relação à cooperação, liderança, capacidade de resolução de problemas que tenham surgido durante as atividades desenvolvidas.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao refletir sobre as abordagens pedagógicas espera-se que a prática pedagógica nas aulas de Educação Física seja repensada e/ou transformada. Na abordagem construtivista o jogo é privilegiado, é um instrumento pedagógico sendo o principal meio de ensinar. O construtivismo compreende o professor como um mediador entre as experiências adquiridas do aluno no ambiente escolar.
Possui como principal característica a importância que ocorrem as interações do aluno com o mundo. Através desse processo interativo a criança deverá desenvolver seu conhecimento, anteriormente adquirido, na resolução de problemas e na construção de um novo conhecimento. Enquanto a criança brinca, ela aprende, e que esse momento ocorra em um ambiente lúdico e prazeroso.
Essa abordagem propõe que conheçamos as diferentes fases de desenvolvimento cognitivo para estarmos aptos a propor aos nossos alunos situações que promovam desequilíbrio cognitivo, mas que não sejam insuperáveis. Apesar de encontrarem ainda algumas dificuldades em implementar estas atividades em certas idades, ainda reforça-se a utilização destes conteúdos nas escolas, sendo indispensável para o desenvolvimento físico e psicológico.
Portanto, ao longo do entendimento do assunto pode-se perceber que o docente tem função mediadora para o desenvolvimento das capacidades cognitivas do aluno. Ele deve ter em mente que a ‘construção’ do conhecimento parte das estruturas cognitivas já existentes na criançae o mesmo deverá planejar suas aulas a partir do histórico cultural que o aluno traz do seu cotidiano.
REFERÊNCIAS
CAPARRÓZ, Francisco Eduardo (2007) Entre a educação física na escola e a educação física da escola. 3ª Ed. Autores Associados, São Paulo, SP.
FRANCHI, S.; NORA, D. D.; BUFFON, E.; RIBAS, J. F. M. As abordagens
de ensino da Educação Física na formação continuada de professores da rede municipal de Santa Maria/ RS. Cinergis, Santa Cruz do Sul, v. 16, n. 2, p. 87-91, 2015.
FREIRE, J.B. Educação de corpo inteiro: teoria e prática da Educação Física. 4 ed. São Paulo, SP: Scipione, 1994.
LEITAO, M C; SILVESTRE M R; BEZERRA; M S; LACERDA, Y. Implicações sociais e autonomia em educação física escolar: uma abordagem construtivista do movimento. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 19, n. 3, p. 76-85, 2011.
SÁNCHEZ GAMBOA, S. A. Epistemologia da Educação Física: as inter-relações necessárias. Maceió: EDUFAL, 2007.
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