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TRABALHO DE PROCESSOS PATOLÓGICOS - Análise descritiva do artigo Apoptosis and Its Significance in Oral Diseases: An Update.

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diferenciando-se em macrófagos. Os macrófagos ainda desempenham as funções de fagocitose, produção e liberação de citosinas, com a liberação ou secreção de fatores quimiotáticos, outras células inflamatórias são atraídas para a área da ferida.
Após o estagio inflamatório, inicia-se o estagio proliferativo que consiste na diminuição da área do tecido lesado por meio da contração da fibroplasia, estabelecendo uma barreira epitelial viável para ativar os queratinócitos, ou seja, essa fase é responsável pelo fechamento da própria lesão e tem seu inicio nas primeiras 48 horas podendo se estabelecer por até 14 dias após o início da lesão. A remodelação vascular induz mudanças no fluxo sanguíneo. O desenvolvimento dos vasos envolve a produção de veias colaterais por meio de germinação e divisão celular, dai o plexo vascular é remodelado para ser diferenciado em vasos grandes e pequenos. O endotélio é então preenchido com células musculares acessórias e lisas. A microvasulatura recém-formada torna possível o transporte de fluido, oxigênio, nutriente e células imunocompetentes para o estroma. O tecido de granulação começa a se formar mais ou menos após quatro dias após a lesão, esse tecido é formado por meio do aumento da proliferação fibroblástica; biossíntese colágena e elástica, que cria uma rede extracelular tridimensional de tecido conjuntivo; e aprodução de fatores quimiotáticos e IFN-beta pelos fibroblastos.
De todos os componentes importantes para a cicatrização do tecido conjuntivo o principal dele é o colágeno. O colágeno que é produzido pelos fibroblastos são atraídos da derme da borda da ferida para sintetizar essa proteína, logo ocorre a formação de uma membrana basal integra entre a epiderme e a derme. Nessa fase de cicatrização inicial é indispensável a predominância do colágeno tipo III, que logo é sintetizado pelos fibroblastos no tecido de granulação. A boa irrigação das bordas da ferida é fundamental para a cicatrização da ferida, pois permite o fornecimento adequado de nutrientes e oxigênio, bem como de células imunocompetentes, ao estroma.
A terceira fase de cicatrização é a remodelação que inicia-se de duas a três semanas após o inicio da lesão e pode chegar a ter duração de até um ano ou mais. O objetivo dessa de estágio de remodelação é atingir a resistência máxima à tração por meio da reorganização, degradação e ressíntese da matriz extracelular. Nessa fase final da cicatrização da lesão, ocorre a tentativa de recuperação da estrutura tecidual normal, e o tecido de granulação é gradativamente remodelado, formando tecido cicatricial menos celular e vascular com a presença progressiva da concentração de fibras de colágeno. Essa fase é marcada, principalmente, pelo amadurecimento dos elementos com alterações extracelulares e com a resolução da inflamação inicial. Com o fechamento da ferida, o colágeno tipo III sofre degradação e a síntese de colágeno tipo I logo é aumentada. Durante os processos dee maturação e remodelação, a maioria dos vasos sanguíneos, fibroblastos e células inflamatórias desaparece da área da ferida devido a processos de emigração, apoptose e outros mecanismos de morte celular, esse acontecimento leva a formação de uma cicatrização com numero reduzido de células. Vale ressaltar ainda que fatores exógenos e endógenos podem modificar o processo de cicatrização. 
As células epiteliais sofrem uma transição epitelial-mesenquimal e migram os órgãos para se diferenciarem em seus componentes mesenquimais. O processo biológico que ocorre na transição epitelial-mesenquimal possibilita que uma célula epitelial polarizada sofra alterações moleculares, adquirindo um fenótipo mesenquimal, com capacidade migratória pela matriz extracelular, resistência à apoptose e aumento na produção dos componentes de o Matrix. São conhecidos três tipos de transição-mesenquimal, o tipo I ocorre quando os tecidos são construídos durante a embriogênese, já o tipo II ocorre nos tecidos adultos em reação ao remodelamento e a fibrose e o tipo III inclui células de carcinoma que sofrem conversão fenotípica e adquirem mobilidade, utilizando o programa de transição epitelial-mesenquimal, que normalmente serve para gerar fibroblastos adultos. 
Hedgehog (Hh) é uma família de moléculas sinalizadoras secretadas que estão envolvidas em vários processos e compreende uma cascata de proteínas que regulam diversos processos biológicos. A via Hh pode ser iniciadapor autócrinos, parácrinos e endócrinos. Os ligantes de Hh são sintetizados e autocatálise para gerar um fragmento N-terminal, que é modificado pela adição de colesterol e palmitato, antes de ser liberado no espaço extracelular.