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CASO CLÍNICO - GESTANTE / DIAGNÓSTICO DA GESTAÇÃO / RISCOS / VACINAÇÃO

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PINESC III – 
Mulher & gestante 
 
Juliane Araújo 
1. Paula, 32 anos, G2/P1/A0, IG 10sem, não 
aceitação da gravidez por situação conjugal não 
segura, informa que o companheiro está 
desempregado: -Me disseram que hoje vou fazer 
um teste aqui no posto. Mas, eu acredito que não 
será necessário, pois, eu estou com o teste da 
gravidez positivo. Qual teste seria este? Minha 
primeira gravidez foi tranquila, mas, essa... não 
estou aguentando mais tanto enjoo e vômito. 
Dizem que vai passar, está difícil... posso tomar 
alguma coisa? Sem falar que sinto azia, e estou 
mais presa e com muitos gases. Isto é normal? 
Não tem como comprovar antecedentes de 
vacinas. 
• 
 
 A gravidez indesejada se refere a toda gravidez 
não aceita pela mãe, pelo pai ou pela família da 
gestante. 
 Atinge o bem-estar físico, emocional e psíquico 
da gestante, e configura um sério problema de 
saúde pública, requerendo maiores cuidados 
da equipe de saúde, principalmente devido aos 
perigos que oferece ao bebê como, por 
exemplo, o risco de aborto. 
 O representa uma 
das ações fundamentais na prevenção desses 
acontecimentos. Nele o casal vai receber 
orientações sobre os métodos 
anticoncepcionais disponíveis e proporcionar 
posteriormente a escolha do método mais 
adequado. Evitando a busca por métodos de 
aborto e diminuindo as consequências do seu 
uso. 
 É uma realidade em todo o mundo e tem sido 
apontada como um , 
sobretudo quando associado à pobreza. É 
também um , já que são 
as mulheres que sofrem “na pele” as 
consequências de prosseguir com uma 
gestação não planejada ou as mazelas da 
interrupção forçada de uma gestação 
involuntária. 
 Mulheres pobres que mais sofrem com a 
gravidez indesejada, pois elas, em sua maioria, 
não possuem acesso às informações e aos 
métodos contraceptivos adequados para evitar 
ou remediar a concepção fruto do intercurso 
sexual realizado sem finalidade generativa ou 
então de um coito forçado em situação de 
violência. 
 Em , a gravidez 
indesejada pode prejudicar toda uma família, 
dificultando a mobilidade social ascendente, 
pois as mulheres são o maior elo entre as 
gerações, uma vez que elas são fundamentais 
para o cuidado das crianças e dos idosos, em 
especial, nas famílias monoparentais 
femininas. 
 Estudos mostram através de pesquisas 
implicações da gravidez indesejada na 
 entre mãe e filho que o 
vínculo da mãe com o bebê fica abalado 
quando ocorre uma gestação indesejada, e que 
medidas devem ser realizadas para melhorar 
esse vínculo e proporcionar uma melhor 
qualidade de vida para a mãe, o bebê e todos 
os familiares envolvidos. 
• 
 Esse diagnóstico pode ser clínico, hormonal 
ou ultrassonográfico. 
 Sintomas da gravidez são classificados em: 
o – 
 4ª semana (amenorreia – ausência da 
menstruação), 
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Juliane Araújo 
 5ª semana (náuseas (geralmente 
matutinas) e congestão mamária e dor. 
 6ª semana (polaciúria – micção frequente 
com redução da urina). 
 aréola primária e tubérculos de 
Montgomery (8 semanas), 
 colostro e rede de Haller (16 semanas) 
 aréola secundária (20 semanas). 
o – 
 6ª semana - (amenorreia – ausência da 
menstruação) e aumento do volume 
uterino (expansão com a gestação | 6 - 
tangerina | 10 - laranja | 12 – cabeça fetal 
a termo palpável acima da sínfise púbica). 
 8ª semana - (alteração da consistência 
uterina – cística, elástico-pastosa 
principalmente no Istmo – (sinal de Hegar): 
o amolecimento intenso dessa região faz 
parecer que o corpo está separado do 
colo), alteração do formato uterino – 
inicialmente cresce assimétrico, mais 
acentuado na zona de implantação. A 
sensação tátil é de abaulamento e 
amolecimento no local, sendo possível 
notar, eventualmente, sulco separando as 
duas regiões (sinal de Piskacek), 
 a partir de 8 semanas - quando a matriz 
de piriforme assume o formato globoso, o 
dedo que examina os encontra ocupados 
pelo corpo uterino (sinal de Nobile-Budin), 
há percepção dos batimentos do pulso 
vaginal nos fundos de saco (sinal de 
Osiander) devido à hipertrofia do sistema 
vascular. 
 16ª semana - aumento do volume 
abdominal. 
 
 
o - São dados pela 
existência do concepto, anunciada 
pelos batimentos cardiofetais 
(BCF) e pela sua movimentação 
ativa; a ultrassonografia é capaz de 
rastreá-los com 7 a 8 semanas. 
 14ª semana - sinal de Puzos rechaço fetal 
intrauterino, que se obtém ao impulsionar 
o feto com os dedos dispostos no fundo de 
saco anterior, ocorre impressão de 
rechaço quando o concepto se afasta e 
quando ele retorna. 
 18ª semana - Percepção e palpação dos 
movimentos ativos do feto e palpação dos 
segmentos fetais (cabeça e membros) 
 20ª semana – auscultação 
 melhor parâmetro 
devido a sua precocidade e exatidão; apoia-se 
na produção de hCG (gonadotrofina coriônica 
humana) pelo ovo. Uma semana após a 
fertilização, o trofoblasto implantado no 
endométrio, começa a produzir hCG em 
quantidades crescentes, que podem ser 
encontradas no plasma ou na urina maternos.
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o – hCG é uma 
proteína e induz produção de 
anticorpos em outros animais 
(teste). É utilizado para identificar 
hormônios na urina a ser 
examinada, embora seja 
necessário tornar visível a reação.
o - com base na 
competição do hormônio em 
questão com traçador adequado (o 
próprio hormônio marcado com 
radioiodo), conforme a quantidade 
fixa de antissoro.
o - mesma base teórica do 
RIA; contudo, substitui o hormônio 
marcado com radioiodo por 
enzima, capaz de atuar sobre um 
substrato incolor e originar produto 
colorido. A intensidade da cor 
obtida é proporcional à quantidade 
de hormônio.
o Com a urina 
, espera-se diagnóstico 
positivo pelo menos 1 dia antes da 
amenorreia; com o sangue, pelo 
menos 7. A dosagem de hCG na 
urina é apenas qualitativa. 
Aconselha-se que o teste de 
farmácia seja realizado utilizando-
se a primeira urina da manhã.
 Com 4 a 5 
semanas, na parte superior do útero, começa a 
aparecer formação arredondada, anelar, de 
contornos nítidos, que corresponde à estrutura 
ovular, denominada, em ultrassonografia, saco 
gestacional (SG). A partir de 5 semanas, é 
possível visualizar a vesícula vitelina (VV) e, 
com 6 semanas, o eco embrionário e a sua 
pulsação cardíaca (BCF), Em torno de 10 a 12 
semanas, nota-se espessamento no SG, que 
representa a placenta em desenvolvimento e 
seu local de implantação no útero. Com 12 
semanas, a placenta pode ser facilmente 
identificada e apresenta estrutura definida com 
16 semanas. 
 
 Atualmente, a ultrassonografia transvaginal é 
obrigatória no 1º trimestre da gravidez. 
 
• 
 ou doença 
hemolítica perinatal - é uma afecção 
generalizada acompanhada de anemia, 
destruição das hemácias e aparecimento de 
suas formas jovens ou imaturas (eritroblastos) 
na circulação periférica, com atividade 
persistente e anômala de focos extramedulares 
de hematopoese.
 Etiopatogenia: Incompatibilidade sanguínea 
materno-fetal, aloimunização materna, 
passagem de anticorpos da gestante para o 
organismo do feto, ação desses anticorpos 
maternos no concepto.
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Juliane Araújo 
 A incompatibilidade pelo sistema Rh raramente 
atinge o 1o filho (5%), a não ser que haja 
histórico de hemotransfusão primária 
discordante. 
 A prevenção da DHPN é feita com 300 μg 
intramuscular de imunoglobulina anti-D, na 
gestação com 28 semanas e até 72 h do pós-
parto. 
 Grávidas com teste de Coombs ≤ 1:8 devem 
submeter-se à repetição mensal do exame até 
o parto. 
 Grávidas com teste de Coombs > 1:8 devem 
ser avaliadas a partir de 18 a 20 semanas por 
meio de Doppler da artéria cerebral média (e 
também por ultrassonografia). 
 
• 
 a maioria dos medicamentos pode atravessar