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ECA 20.11.18

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Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do 
Adolescente e dá outras providências. 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 8.069-1990?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 8.069-1990?OpenDocument
 Constituição Federal de 1988 garantiu vários 
Direitos aos cidadãos, inclusive às 
crianças. Mas foi o ECA, publicado dois anos 
depois, que reforçou, organizou e detalhou 
os direitos que têm a ver com a criança e o 
adolescente. 
 
 O Estatuto da Criança e do Adolescente é 
uma das legislações mais avançadas do 
mundo, tanto no que se refere a direitos e 
obrigações de crianças e adolescentes 
quanto na própria estruturação da política de 
atenção. Prova disso é que o documento 
brasileiro serviu de modelo para 
implementação de legislações semelhantes 
em vários países, principalmente na América 
Latina. 
•Começa a elaboração da convenção sobre os Direitos 
da Criança e do Adolescente da ONU 1979 
•Fim da Ditadura Militar 
•Movimento nacional dos meninos e meninas de rua 1985 
•I Encontro nacional dos meninos e meninas de rua 
1986 
•Instalada a Assembleia Nacional Constituinte 
•Elaboração da emenda “Criança prioridade nacional” 1987 
•Criação do Fórum Nacional Permanente de entidades não governamentais de 
defesa dos direitos da criança e do adolescente 
•Promulgação da Constituição Federal 
 
1988 
•Convenção sobre os Direitos da Criança e Adolescente da ONU 
•II Encontro nacional dos meninos e meninas de rua 
•Fórum Nacional DCA começa a elaboração do anteprojeto que dará origem ao ECA 
1989 
•Brasil assina sua adesão à convenção sobre os direitos da criança 
e do adolescente da ONU 
•Aprovado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) 
1990 
 O ECA, ou Lei 8.069 de 1990, é um conjunto 
de normas jurídicas que complementa o artigo 
227 da Constituição Brasileira. Ele representa 
um divisor de águas na história da infância e 
da adolescência brasileiras, pois instaurou 
direitos para todas as crianças e adolescentes, 
entendendo-os como sujeitos de direitos e 
garantindo um atendimento integral, que leva 
em conta as diversas necessidades desse 
público. O estatuto também cria medidas 
protetivas e socio-educativas. 
 
 
 
 
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a 
pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente 
aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se 
excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e 
vinte e um anos de idade. 
Crianças: de 0 a 12 anos Adolescente: de 12 a 18 anos 
Art. 3º A criança e o 
adolescente gozam de 
todos os direitos 
fundamentais inerentes à 
pessoa humana, sem 
prejuízo da proteção 
integral de que trata esta 
Lei, assegurando-se-
lhes, por lei ou por 
outros meios, todas as 
oportunidades e 
facilidades, a fim de lhes 
facultar o 
desenvolvimento físico, 
mental, moral, espiritual 
e social, em condições de 
liberdade e de dignidade. 
Os direitos e 
garantias 
fundamentais 
 EDUCAÇÃO Art. 4º É dever da família, da 
comunidade, da sociedade em 
geral e do poder público 
assegurar, com absoluta 
prioridade, a efetivação dos 
direitos referentes à vida, à 
saúde, à alimentação, à 
educação, ao esporte, ao lazer, 
à profissionalização, à cultura, 
à dignidade, ao respeito, à 
liberdade e à convivência 
familiar e comunitária. 
Parágrafo único. A garantia de 
prioridade compreende: 
a) primazia de receber 
proteção e socorro em 
quaisquer circunstâncias; 
b) precedência de atendimento 
nos serviços públicos ou de 
relevância pública; 
c) preferência na formulação e 
na execução das políticas 
sociais públicas; 
d) destinação privilegiada de 
recursos públicos nas áreas 
relacionadas com a proteção à 
infância e à juventude. 
 
 SAÚDE 
 ESPORTE 
 ALIMENTAÇÃO 
 DIGNIDADE 
 CULTURA 
 PROFISSIONALIZAÇÃO 
 CONVIVÊNCIA FAMILIAR E 
COMUNITÁRIA 
 LAZER 
 LIBERDADE 
 RESPEITO 
 Direito a proteção, a vida e a saúde com absoluta 
prioridade e sem qualquer forma de discriminação. 
 
 
Art. 5º Nenhuma criança ou 
adolescente será objeto de 
qualquer forma de 
negligência, discriminação, 
exploração, violência, 
crueldade e opressão, 
punido na forma da lei 
qualquer atentado, por ação 
ou omissão, aos seus 
direitos fundamentais.
Art. 6º Na interpretação 
desta Lei levar-se-ão em 
conta os fins sociais a que 
ela se dirige, as exigências 
do bem comum, os direitos 
e deveres individuais e 
coletivos, e a condição 
peculiar da criança e do 
adolescente como pessoas 
em desenvolvimento.
 
 
 
5 direitos fundamentais 
 
Direito à Vida e à Saúde 
 
Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade 
 
Direito à Convivência Familiar e Comunitária 
 
Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer 
 
Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho 
 
 Direito à saúde (que prevê atendimento pré 
e perinatal; registro/prontuário individual; 
identificação; declaração de nascimento; 
teste do pezinho; exames para diagnóstico 
e análise terapêutica em caso de 
anormalidade; atendimento médico; 
cobertura vacinal obrigatória; atendimento 
especializado quando portadores de 
deficiência; disponibilização de programas 
de assistência médica e odontológica; 
medicamentos e próteses; etc.); 
 1
2 
 
 
 
 
 
 A educação, dever da família e do Estado, 
inspirada nos princípios de liberdade e nos 
ideais de solidariedade humana, tem por 
finalidade o pleno desenvolvimento do 
educando, seu preparo para o exercício da 
cidadania e sua qualificação para o trabalho. 
Constituição 
Federal 
•Art. 205 e 206 
LDB 9.394/96 
•Art. 2º e 3º 
ECA Lei nº 
8.069/90 
Art.53 e 54 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência 
na escola; 
II - direito de ser respeitado por seus educadores; 
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo 
recorrer às instâncias escolares superiores; 
IV - direito de organização e participação em entidades 
estudantis; 
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua 
residência. 
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter 
ciência do processo pedagógico, bem como participar 
da definição das propostas educacionais. 
 
I - igualdade de 
condições para o 
acesso e 
permanência 
na escola; 
II - direito de 
ser respeitado 
por seus 
educadores; 
III - direito de 
contestar critérios 
avaliativos, 
podendo recorrer 
às instâncias 
escolares 
superiores; 
IV - direito de 
organização e 
participação 
em entidades 
estudantis; 
V - acesso à 
escola pública e 
gratuita próxima 
de sua residência. 
Parágrafo único. É direito 
dos pais ou responsáveis 
ter ciência do processo 
pedagógico, bem como 
participar da definição 
das propostas 
educacionais. 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 
(dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: 
 a) pré-escola; 
 b) ensino fundamental; 
 c) ensino médio; 
II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de 
idade; 
III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos 
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e 
modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para 
todos os que não os concluíram na idade própria; 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da 
criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do 
educando; 
VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com 
características e modalidades adequadas às suas necessidades e 
disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as 
condições de acesso e permanência na escola; 
VIII - atendimento ao educando,

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