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Resumo do Livro Aprendendo a Observar - Danna e Matos

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RESUMO DO LIVRO – APRENDENDO A OBSERVAR. DANNA E MATOS.
1. POR QUE UM CURSO DE OBSERVAÇÃO?
O psicólogo está interessado em responder: o que os organismos fazem e em que circunstâncias ou sob que condições ambientais. 						 A observação é utilizada para coletar dados acerca do comportamento e da situação ambiental, pois o comportamento é influenciado pelo ambiente. 				 Diagnóstico preliminar da situação-problema – deficiências existentes, variáveis que afetam o comportamento e recursos disponíveis no ambiente; seleciona-se as técnicas e procedimentos. 									 Observação antes, durante e após o comportamento. 
Observação sistemática: planejada e conduzida em função do objetivo definido			 Observação científica: onde, quando, quem, o que e como; é sistemática e objetiva.
2. A LINGUAGEM CIENTÍFICA 
Utilizada para fazer relatos observacionais. Elimina a divergência se acaso tivesse outro observador.										 Apresentar os eventos na ordem que ocorrem; eliminar divergências se acaso tivesse outro observador; incluir gestos, postura, movimentos corporais, entonação da voz, expressões faciais etc.											 Não usar linguagem figurada, interpretações e impressões subjetivas.
Incluir gestos, movimentos corporais, postura, entonação de voz, expressões faciais etc.
OBJETIVA - evita: usar termos que designem estados subjetivos (impressões); interpretar as intenções do sujeito; atribuir finalidades à ação observada. 					 CLARA e PRECISA evitam: termos amplos; termos indefinidos ou vagos; expressões ambíguas.
O observador deve usar: verbos que identifiquem a ação; objetos e pessoas presentes na situação e suas características; referenciais físicos.
3. EXPERSSÕES FACIAIS. Indicam estados subjetivos 
Obtenção de elementos para o problema (positivo); ampla interpretação (negativo)
Observação simples: expressões naturais/espontâneas. Positivo: obtenção de elementos para o problema, hipóteses, sem suspeita. Negativos: focada no gosto do pesquisador, fornece ampla interpretação.										 Observação participante (grau): “não participante” não sabe que está sendo observado. Negativo: o observador pode perder o objetivo ou influenciar na situação. 		 Observação sistemática: planejamento com categorias de análise.
4. DEFINIÇÕES DOS OBJETIVOS E PLANEJAMENTO DO TRABALHO
Deve-se levar em conta além do objetivo do estudo, o conhecimento já existente do assunto, o interesse específico do observador e as condições possíveis de realização do trabalho.
a. Estabelecer o objetivo para o qual a observação será realizada (afirmativa, clara e objetiva)	 b. Planejamento da coleta de dados:
Quem: número de sujeitos, dados sociodemográficos, portador de deficiência etc.	 Onde: locais (sala de aula da escola x; dimensões; janelas; portas; móveis; condições – durante o intervalo; condição de iluminação – natural ou lâmpada; ruídos – tv ligada, ventilador etc.) e situação escolhida (durante atividade livre). engloba o ambiente físico e/ou social (números de pessoas, sexo, idade, descrever a atividade) -> relato e diagrama.			 Frequência: número de sessões e a duração total do trabalho. 				 Tempo: duração das sessões. 									 O que: amplo - eventos antecedentes e consequentes, comportamentos motores e vocais e expressões faciais; selecionar determinada classe; focalizar em determinadas partes do corpo. Como registrar dados: indicar técnicas de amostragem e de registro utilizadas
Validade interna: consistência das declarações das amostras				 Validade externa: interpretação e generalização.
5. O PROTOCOLO DE OBSERVAÇÃO
As condições a serem identificadas são: data e horário da observação, sujeito observado, ambiente físico e ambiente social.
a. identificação geral (1 e 2) 									 b. identificação das condições em que a observação ocorre (3 a 8) – especificação detalhada	 c. registro de comportamentos e circunstâncias ambientais (9 e 10)
1. Nome do observador 									 2. Objetivo da observação (depende do trabalho a ser realizado) 			 	 3. Data											 	 4. Horário: início e término 								 	 5. Diagrama da situação (desenho esquemático, planta com legenda)				 6. Relato do ambiente físico 									 7. Descrição do sujeito observado								 8. Relato do ambiente social 									 9. Técnica de amostragem e registro							 	 10. Registro propriamente dito
Informações específicas: observação direta, entrevista e análise de documentos
6. TÉCNICAS DE AMOSTRAGEM E REGISTRO. Altmann 
Enfoque do registro: como o observador focaliza o evento (instantâneo/tempo específico) ou o estado (duração mais longa/enquanto o comportamento ocorre) do comportamento. Planejamento de sessões de amostragem: início (tempo certo; número fixo de amostragem; após um tempo fixo do término da amostragem anterior; quando um comportamento for apresentado) e término (período de tempo; número fixo de comportamento – se a pessoa fizer o comportamento a observação termina; até o sujeito não ser mais visto). 	 Números de indivíduos focalizados na sessão: focal (indivíduo particular); varredura (todos que estão presentes); episódicos (registro por tempo variável de um episódio, ex: brincar, agredir). Técnicas de registro: direta (comportamento/ação do sujeito) e indireta (produto do comportamento, ex: desenho, troféu).
Forma: registro cursivo (como os eventos se apresentam); registro categorizado (categorias pré-definidas). 										 Período: registro contínuo (“filmagem” – sequência em que os fatos ocorrem); registro por amostra de tempo (tempo em tempo)
Registro contínuo categorizado: registro de evento e registro de duração		 Registro categorizado em amostra de tempo: lista para assinalar; registro de intervalo; verificação de atividade planejada.							 Registro de memória: feito após o período de observação: diário (o que sucede em cada sessão) e relato anedótico (descrição sucinta de determinados episódios)
7. A TÉCNICA DE REGISTRO CONTÍNUO CURSIVO 
Registro dos eventos tais como se apresentam, levantamento do repertório comportamental do sujeito e das circunstâncias (utilizado geralmente em fase inicial)
1. Localização do sujeito 									 2. Posição e postura (em pé e ereto)								 3. Eventos comportamentais 									Comportamento motor (estabelecimento e alteração de contato físico; mudança na postura e na posição; locomoção – deslocamento) 							Expressões faciais (modificações)								Comportamento vocal									 4. Eventos ambientais (físicos e sociais)
O objeto de estudo determina a variedade e tipo de comportamento a ser registrado. 
O detalhamento depende: variedade de tipos de comportamentos observado simultaneamente; velocidade com que os eventos ocorrem; grau de treinamento do observador.
Sistemática de registro: indique a pessoa que emite a ação; verbos no presente; indique a direção que a ação ocorre (objetos, pessoas, partes do corpo do próprio sujeito); não use diminutivos; não registre momentos que não ocorre; registrar eventos sucessivos (uma embaixo da outra) e simultâneos (mesma linha separado por /); numere os eventos; registro de comportamento vocal (anotar como é apresentada ou anotar o conteúdo da fala), podendo usar gravador e depois acoplar os registros; indicar o tempo em que os eventos ocorrem. Sugestão: usar símbolos, letras maiúsculas, números e abreviações.
8. EVENTOS FÍSICOS E SOCIAIS. Eventos ambientais
Eventos físicos - mudança no ambiente físico: pela ação da pessoa observada (apertar o interruptor e acender a luz), da ação de outras pessoas (som do telefone) ou pela natureza (porta bater por causa do vento)
Eventos sociais - comportamento de outro no ambiente: pessoa emite um comportamento em relação ao sujeito ou ao grupo; pessoa apresenta um comportamento em relação a um objeto que pertence ou está relacionado ao sujeito observado; o sujeito observado emite um comportamento em relação a uma pessoa ou grupo de pessoas.
9. A DEFINIÇÃO DE EVENTOS COMPORTAMENTAIS E AMBIENTAIS
Descrever as características mediante as quais o observador identifica o evento. 
Condição indispensável para que dois ou mais observadores