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SÍNDROMES PULMONARES

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SÍNDROMES PULMONARES 
Alice Barros – SEMIOLOGIA – MEDICINA UNISL 
SÍNDROMES PULMONARES: 
 ASMA 
 BRONQUITES 
 BRONQUIECTASIAS 
✔ Das síndromes brônquicas temos 3 patologias, a Asma que compromete toda a condução da arvore respiratória, a 
bronquite que compromete também mas é muito mais secretiva, a asma tem um componente extremamente 
alérgico que faz uma constrição do calibre da via área. Na bronquite isso ocorre mas devido o catarrol. A 
bronquectasia leva a dilatação e é irreversível. 
ASMA 
✔ Asma é o processo inflamatório crônico da via aérea com sintomas respiratórios intermitentes. 
✔ A combinação da predisposição genetica com as exposicoes adjuvantes como exposição a alergenos 
(pelo de gato, pólen, fumaça, foligem, etc) faz com que o paciente tenha mais chence de desenvolver a 
asma. 
✔ Na asma ocorre diminuicao do calibre da via aerea, além da descamação do epitelio doente o que 
somados faz com que o calibre da via area diminua e o paciente tenha sintomas de obstrucao. 
✔ Existe asma alérgica eosinofilica, asma não alérgica eosinofilica e asma neutrofilica (que não responde 
bem a corticoide). 
✔ FISIOPATOLOGIA: Em resumo, o estreitamento brônquico é causado pela contração do músculo liso, pelo 
edema da mucosa e pela hipersecreção mucosa. A hiperresponsividade brônquica é a resposta 
broncoconstritora exagerada ao estímulo que seria inócuo em pessoas normais. A inflamação crônica é um 
processo no qual existe um ciclo contínuo de agressão e reparo que pode levar a alterações estruturais 
irreversíveis (remodelamento das vias aéreas). 
QUADRO CLÍNICO 
✔ Caracteriza-se por dispnéia, chiado, tosse, desconforto torácico e sibilância. Piora a noite ou pela manhã. 
✔ A dispnéia nas crises é relatada como sensação de incapacidade de fazer o ar entrar nas vias aéreas. 
✔ É considerada a 2ª principal causa de tosse crônica. 
✔ Avaliar situações que predispõem os sintomas 
• Exposição a alergenos (mofo), irritantes (produtos de limpeza), sintomas dispépticos ou 
rinossinusais, estresse emocional, medicamentos (β-bloqueadores) e atividade física intensa, isso 
pode predispor a asma. 
• Investigar antecedentes de crises quase fatal ou idas frequentes a emergência e quantas crises ele 
teve durante os 6 meses do ano para estimar se essa crise está controlada ou não. 
EXAME FÍSICO: 
✔ Ao exame físico um achado relevante é a presença de sibilos (chadinho). Em pacientes com crises leves ou fora da 
exacerbações o exame pode ser normal, pode não ter a presença de sibilos. Em paciente grave, com silencio 
toracico não se consegue tambem auscultar o sibilo. 
✔ Não se observa deformidades torácicas ou estigmas de hiperinsuflação nos pacientes com torax antero superior 
alargado ou sinal de ruffer, respiração paradoxal. 
 Respiração paradoxal é uma dessincronia entre os arcos costais inferiores que geralmente compreendem a 
base do pulmao em relação ao abdomen superior. Sinal de ruffer é a retração dos espaços intercostais 
durante a inspiração. 
 
 Como se observa tiragem inspiratória? Observa-se geralmente em regiões supra e infra claviculares, na 
fúrcula esternal, nas regiões axilares, e intercostal. 
✔ O ato de respirar, inspirar, eu obrigatoriamente uso essa musculatura. Já na expiração, é um movimento passivo. 
✔ Na consolidação o frêmito toracovocal aumenta e isso ocorre porque quando eu tenho um pulmão consolidado 
com pus, agua etc dentro do alvéolo eu vou ter um FTV aumentado pois isso ajuda a reverberação do som. 
✔ Se eu tenho muito ar no alvéolo, hiperinsulflação, o frêmito fica diminuído. 
 Porque o frêmito fica diminuído no paciente em asma se ele não ta hiperinsulflado? Porque ele tem 
broncoconstricao então um orifício que era grande fica pequeno e eu vou ter uma dificuldade de entrada e 
saída do ar. Assim, o frenito fica diminuído. 
✔ A percussão é normal mas pode ter uma hipersonoridade. 
✔ A ausculta, o murmúrio vesicular, que são os ruídos normais, vão estar diminuídos com expiração prolongada e 
sibilos. 
✔ Na asma a expansibilidade poderá estar diminuída. 
 
DIAGNOSTICO 
• Espirometria (É feita por um volume expiratório final que é o VF1 e também avaliamos a capacidade 
vital funcional do pulmão). Nesse exame inspira-se profundamente e assopra no aparelho. 
• Redução do VEF1 e da relação VEF1/CVF = obstrução das vias aéreas 
• Distúrbio ventilatório obstrutivo é quando a relação VEF1/CVF < 0,75 que melhora ou 
desaparece com o uso de β-2 agonista de curta ação (aumento de 7% do VEF1). Ou seja, a 
pessoa faz uma bombinha e tem melhora de VEF1 me mais de 20% ele melhora a 
musculatura e a respiração então pela espirometria consegue-se dar esse distúrbio 
respiratório obstrutivo. 
• Tem-se 2 padrões observados na espirometria, o distúrbio respiratório obstrutivo e o 
restritivo. 
• Aumento do VEF1 > 20% 
• Medidas de fluxo expiratório (peak flow) é uma medida do pico do fluxo espiratorio final. 
• Medidor de PFE. 
 
CLASSIFICAÇÃO DA ASMA: 
 INTERMITENTE: sintomas 2x/semana ou menos; despertares noturnos 2x/semana ou menos; necessidade 
de medicação de alívio 2x/semana ou menos; nenhuma limitação de atividade; uma ou nenhuma 
exacerbação no ano; VEF1 ou PFE ≥80% do previsto; Variação VEF1 ou PEF <20%. 
 PERSISTENTE LEVE: sintomas não diariamente, mas mais de 2x/semana; despertares noturnos 3-4x/mês; 
necessidade de medicação de alívio menos de 2x/semana; limitação de atividade apenas nas exacerbações; 
igual ou mais que 2 exacerbação/ano; VEF1 ou PFE ≥80% do previsto, Variação VEF1 ou PEF <20-30%. 
 PERSISTENTE MODERADA: sintomas diários; despertares noturnos >1x/semana; necessidade diária de 
medicação de alívio; limitação de atividade apenas nas exacerbações; igual ou mais que 2 exacerbação/ano; 
VEF1 ou PFE 60-80% do previsto, Variação VEF1 ou PEF >30%. 
 PERSISTENTE GRAVE: sintomas diários ou contínuos; despertares noturnos quase diários; necessidade diária 
de medicação de alívio; limitação de atividade contínua; igual ou mais que 2 exacerbação/ano; VEF1 ou PFE 
≤60% do previsto, Variação VEF1 ou PEF >30%. 
BRONQUITE 
AGUDA (A bronquite aguda geralmente ocorre em crianças) 
✔ Causada por vírus e bactérias que comprometem as vias aéreas desde a faringe até os bronquiolos. 
QUADRO CLÍNICO 
• Sintomas gerais (febre, cefaléia, mal estar), desconforto retroesternal, rouquidão, tosse seca seguida dias 
após de expectoração mucosa que se transforma em mucopurulenta (se infecção bacteriana). 
EXAME FÍSICO 
 
✔ No parênquima pulmonar, no som claro pulmonar, na bronquite eu posso ter uma percussão diminuída com som 
submacico. Durante a ausculta eu posso auscultar um murmúrio vesicular diminuído com presença de ruídos 
adventícios que são os sons patológicos como as crepitações grossas disseminadas, sibilos, roncos devido a 
secreção mobilizada pela via aérea. 
✔ Crepitações finas o muco não consegue sair do alvéolo por isso que o som continua, já nas crepitações grossas o 
muco consegue se mobilizar e ai o som desaparece após a tosse. 
Crônica (ocorre geralmente em paciente com DPOC) 
✔ Caracteriza-se por excessiva secreção de muco na árvore brônquica, e é diretamente relacionada com a asma e 
à DOPC. 
✔ Paciente com tosse produtiva com duração maior que 3 meses nos últimos 2 anos. 
✔ Hoje sabe-se que a bronquite crônica e o enfisema pulmonar estão misturados no parênquima do paciente com 
DPOC. 
QUADRO CLÍNICO 
 A principal manifestação é: tosse com expectoração mucopurulenta que persiste por meses, alternando-se 
com períodos de melhora e exacerbações na presença de infecções virais, bacteriana, tabaco e poluição 
atmosférica. 
EXAME FÍSICO 
 
✔ O indivíduo já tem uma tosse com expectoração clara e hialina, ele já tem uma alteração de arcabouço torácico 
com estigma de hiperinsuflação com tórax típico, ele pode ter um aumento do diâmetro anterossuperior, pode ter 
sinais periféricos como tiragem intercostal, respiração paradoxal.