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FARMACOLOGIA EM PERIODONTIA

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Farmacologia em Periodontia 
Raspagem e alisamento radicular (RAR) 
 
• Terapia periodontal mais comumente utilizada para o tratamento periodontal 
• Melhora dos parâmetros clínicos periodontais a curto prazo 
• Falha a longo prazo 
• Não modifica o perfil do biofilme subgengival associado à doença para um perfil associado à saúde 
periodontal 
• Especialmente nos casos mais avançados 
• Não é efetiva para atingir sítios muito profundos, defeitos ósseos estreitos e áreas de bifurcação 
• Áreas da cavidade oral não tratadas pela RAR: 
- Sítios rasos, mucosas e língua 
- Altas proporções de patógenos, principalmente em casos avançados 
• Limitação em grupos de risco 
- Fumantes 
 
Uso de quimioterapias adjuvantes no tratamento periodontal 
 
• Tratarsítios que não respondem ao tratamento convencional 
• Potencializar resultados normalmente obtidos com a instrumentação mecânica 
• Evitar a necessidade de procedimentos adicionais para a redução de bolsas periodontais 
• Reduzir a sintomatologia 
• Manipulação da resposta imune para suprimir reações adversas e estimular os processos de proteção 
 
MODULAÇÃO DA RESPOSTA DO HOSPEDEIRO 
 
Anti-inflamatórios (AINEs) 
 
• Mecanismo de ação: bloqueio dos metabólitos do ácido araquidônico, que são mediadores pró-
inflamatórios 
• Associados a processos de reabsorção óssea e degradação dos tecidos periodontais 
- Ex: ibuprofeno, aspirina Anti-inflamatórios (AINEs) 
• Bloqueiam as atividades das plaquetas através da inibição do tromboxano 
• Impedem a produção de metabólitos de ácido araquidônico 
• Suprimem a inflamação mediada por ciclooxigenase sem bloquear a imunidade adquirida 
 
Estatinas 
 
• Sinvastatina, Rosuvastatina, Atorvastatina 
• Capacidade de reduzir o nível de colesterol sanguíneo 
• Efeito na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares 
• Atividade anti-inflamatória e imunomodulatória. 
Na Odontologia -> atuação no tecido ósseo e potencial anti-inflamatório e imunomodulatório 
• Poucos estudos 
 Alana Mendes – Odontologia – Clínica de Periodontia 
• Ainda não é rotina de utilização na prática odontológica 
 
Produtos Naturais 
 
• Cravo-da-índia 
- Extração do óleo essencial eugenol 
- Propriedades anestésicas, analgésicas, anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas 
- Incorporado em dentifrícios e cimentos dentários 
- O bochecho com infusão de cravo-da-índia, romã, malva, sálvia, camomila, calêndula e alho é indicado 
para o alívio de gengivites, abscessos e aftas 
Obs: ainda estão sendo estudados, não devem ser utilizados em consultório 
 
• Cranberry (Vaccinium macrocarpon Ait.) 
- Potente atividade anti-inflamatória com a inibição da COX2, NF-ƙβ, IL-1β, IL-6, IL-8 e TNF-ɑ 
- Propriedades anti-microbianas (fator antimicrobiano) 
- Muito difundido em países orientais e nos EUA 
- Está sendo relacionado ao tratamento e prevenção de diversas doenças, inclusive periodontite (doença 
bacteriana por natureza) 
 
• Própolis e compostos isolados (ácido cafeico, artepelim C e derivados do ácido cinâmico) 
- Propriedades anti-inflamatórias, imunomoduladoras e antimicrobianas. 
- Utilizado em produtos odontológicos: cimentos endodônticos, dentifrícios e enxaguatórios bucais 
- Alívio da sintomatologia dolorosa e infecções orais. 
 
Probióticos 
 
São microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem um benefício 
para a saúde do hospedeiro 
 
- Etiologia da inflamação periodontal: 
1 - hospedeiro suscetível 
2 - bactérias patogênicas 
3 - redução ou ausência de bactérias benéficas 
Obs: sendo estudado na odontologia, porém já é utilizado por outros profissionais da área da saúde (ex: 
med) 
 
- Suprimir a emergência de patógenos endógenos 
- Impedir a superinfecção com patógenos exógenos 
- Proteger o hospedeiro por meio de uma resposta imunoinflamatória benéfica. 
- Gengivite: Lactobacillus 
- Periodontite: Bacillus, Sacharomyces, Bifidobacterium 
 
Os probióticos podem ser utilizados como dentifrício, pastilhas, enxaguatório bucal, solução para limpeza 
de escovas, irrigação de bolsas periodontais, ingestão. 
Eles podem ser recomendados durante terapia não-cirúrgica e fase de manutenção. 
Os resultados são dependentes da cepa, dosagem, frequência e forma de administração 
 
Antibióticos 
 
São drogas que podem matar ou parar a multiplicação de células bacterianas (bactericidas ou 
bacteriostáticos) 
- Usados para tratar infecções causadas por bactérias 
- Baixo espectro ou amplo espectro Antibióticos 
- Usados como auxiliares à terapia mecânica 
• RAR 
• Exceção: pacientes com sinais agudos de doença: 
- Abscessos periodontais 
- Gengivites necrosantes agudas 
- Febre e mal-estar 
 
Antibióticos sistêmicos no tratamento periodontal 
 
- Suprimir o crescimento bacteriano excessivo durante a RAR (raspagem e alisamento) 
- Recolonização dos sítios subgengivais tratados por colonizadores iniciais compatíveis com o hospedeiro 
- Podem ser administrados diretamente na bolsa periodontal ou por via sistêmica (adm local ou sistêmica) 
• Administração local: 
- Irrigação de bolsas 
- Inserção de pomadas e géis contendo drogas 
- Dispositivos sofisticados de liberação prolongada 
 
Antibióticos sistêmicos - Riscos envolvidos 
- Resistência bacteriana 
- Efeitos colaterais 
 
Antibióticos sistêmicos 
 
DROGAS DE USO SISTÊMICO 
 
• Tetraciclina 
• Minociclina e doxiciclina 
• Eritromicina 
• Clindamicina 
• Ampicilina 
• Amoxicilina 
• Metronidazol 
• Ornidazo 
 
DROGAS DE USO LOCAL 
 
• Tetraciclina 
• Minoxiclina 
• Doxiciclina 
• Metronidazol 
• Clorexidina 
 
Penicilinas 
 
São os mais utilizados 
 
• Ampicilina e amoxicilina 
• Inibição da síntese de parede celular 
• Espectro bactericida limitado 
Mais utilizada: amoxicilina 
• Atividade contra vários patógenos periodontais 
• Ácido clavulânico acrescentado com sucesso 
• Inibição da atividade de bactérias β-lactâmicas 
• Efeitos adversos frequentes: erupções cutâneas, náuseas e diarreia 
 
Tetraciclinas 
 
• Inibidores da síntese protéica 
• Amplo espectro de ação 
• Bacteriostáticas 
• Capazes de inibir colagenase: interferir com a danificação do tecido na doença periodontal Tetraciclinas 
• Ligam-se às superfícies dentárias (causando liberação lenta) 
• Efeitos adversos frequentes: Intolerância gastrointestinal, candidíase, pigmentação dentária e hipoplasia 
na infância, náuseas, diarreia, interação com contraceptivos orais. 
 
Eritromicinas 
 
• Inibidores da síntese protéica 
• Amplo espectro de ação 
• Bacteriostáticas 
 
Clindamicinas 
 
• Inibidores da síntese protéica 
• Amplo espectro de ação 
• Bacteriostáticas 
• Atua (principalmente) contra: gram-negativos anaeróbios 
• Efeitos adversos frequentes: erupções cutâneas, náuseas diarreia 
• Posologia: 300mg, 4x ao dia por 7 dias 
 
Nitroimidazóides 
 
• Metronidazol e ornidazol 
• Atuam inibindo a síntese de DNA 
• Causa morte celular 
• Metronidazol 
- Fármaco eficaz no tratamento de periodontite crônica 
- Eficácia contra microrganismos anaeróbios estritos 
- Porphyromonas gigivalis, Tannerella forsythia e Treponema denticola 
- Efeitos adversos frequentes: Intolerância gastrintestinal, náuseas, sudorese, diarreia, sensação 
desagradável de gosto metálico 
- Atravessa a barreira placentária 
- Penetra na circulação do sistema fetal 
- Secretado pelo leite materno 
Contra-indicado em grávidas e lactentes 
Vantagem: sua ação contra anaeróbios específicos 
 
Azitromicina 
 
• Posologia simplificada (uma vez ao dia por 3-5 dias) 
• Baixa incidência de efeitos colaterais 
• Melhores resultados no uso em casos leves e/ou moderados de doença periodontal e em pacientes 
fumantes. Terapia combinada 
• Associação de fármacos 
• Microbiota subgengival