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02 - Resumo THAU II Maneirismo Italiano

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MANEIRISMO ITALIANO 
História da Arquitetura e da Arte II 
 
(maneirismo italiano) 
 
Introdução 
 
• Maneirismo: desafio aos sistemas clássicos de ordem, de 
classe, de coerência e de harmonia; 
• Do repouso e tranquilidade do renascimento para o 
movimento e atenção do maneirismo – transmite emoções 
pessimistas em relação ao mundo; 
• Abandono do equilíbrio e do repouso – crise, dúvida, 
angústia; 
 
 
Michelangelo renascentista X Michelangelo maneirista 
 
Fatores externos que influenciaram o 
surgimento do maneirismo: 
 
• Reforma Protestante (1520): Martin Luther e outros; 
• Saque de Roma (1527); 
• Nicolau Copérnico descobre que os planetas orbitam em 
volta do Sol: antes, acreditavam que o mundo era 
centralizado em Deus e no Homem; 
• Concílio de Trento (Contra-Reforma) – 1545-1463 (papa 
Paulo III); 
→ Movimento católico que buscava travar o avanço dos 
reformistas (protestantes); 
→ Sobre as artes: usadas como instrumento de 
catequização, de pregação religiosa; 
→ Acaba com a centralização: considerada arquitetura 
pagã; 
→ A primeira igreja que volta ao partido longitudinal é a 
igreja do Gesú (dos Jesuítas); 
 
Gesú – Vignola (1568-1577) 
 
o Primeira igreja que volta ao partido longitudinal: corredor e 
nave única (auxiliam o pregador – valorização do papel do 
pregador, ele precisa ser ouvido porque vai pregar contra a 
reforma protestante). 
 
 
Imagem do slide do professor Gabriel Dorfman 
 
Sala dos Gigantes – Giulio Romano (1527-1534) 
 
o Pintura no Palazzo (villa) del Tè, em Mantua (Itália); 
o Representação da batalha entre os gigantes que tentam 
subir ao Olímpio e Zeus; 
 
 
 
Características que justificam a classificação estilística da obra 
como maneirista: 
→ Desafio frontal ao espírito clássico: a atitude clássica 
espera a lógica, enquanto o maneirismo espera o 
contrassenso, o desafio, a irreverência e a surpresa (um 
exemplo são as nuvens invadindo o interior do edifício, o 
que quebra a lógica e causa surpresa).; 
 
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→ Ilusão de ótica e desproporcionalidade: rompe a 
estabilidade, o equilíbrio e a harmonia, trazendo a 
sensação de mobilidade e tridimensionalidade (não 
conseguimos distinguir bem o que é a pintura e o que é 
real); 
→ O maneirismo também traz a ideia de demolição e/ou faz 
parecer que alguns elementos estão quebrados ou 
faltando pedaços (na obra, isso é retratado por meio das 
colunas quebradas caindo sobre os personagens e no 
arco ao fundo caindo aos pedaços), quebrando a solidez 
buscada pelo renascimento.; 
→ Transmite emoções pessimistas em relação ao mundo: 
crise, dúvida e angústia (tais emoções podem ser vistas 
na obra através das expressões nos rostos dos 
personagens presentes na batalha); 
 
Variante do Maneirismo – Andrea Palladio 
 
o Palladio não foi um maneirista que bateu de frente com o 
Renascimento, mas trouxe a subversão da ordem por meio 
de mensagens duplas (que muitas vezes iam uma contra a 
outra), o que é uma atitude maneirista; 
o Dispensa a clareza esperada pelo Renascimento. 
 
 
 
 
Planta centralizada e longitudinal – Imagem do professor Gabriel Dorfman 
Palazzo Chiericati, Vicenza – 1551 
 
 
“Híbrido entre palazzo e villa” 
 
→ Elementos da arquitetura palladiana: zonas sombreadas, 
figuras na mesma linha das colunas (como nos romanos); 
→ Híbrido porque não possui os 3 pavimentos dos palazzi 
florentinos; 
→ No hibridismo tem-se uma característica/atitude 
maneirista; 
Duas vertentes do maneirismo: uma que bate de frente com 
a herança clássica (Michelangelo) e uma que faz referência à 
esta herança por meio de sutilezas (Palladio).