A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
4 pág.
Cuidados em feridas e cicatrização

Pré-visualização | Página 1 de 2

Enfermagem na cicatrização
Desbridamento: retirar o tecido morto para favorecer o processo de cicatrização
Desbridamento autolitico: o próprio organismo retira esse organismo 
Desbridamento com instrumental cortante: retirar, mas com limite para essa retirada, sem expor o tecido 
saudável
Desbridamento cirúrgico: quando expõe o tecido saudável realizado pelo médico 
O enfermeiro so faz esse processo com indicação medica e precisa de um capacitação específica.
Função de proteção, 
termorregulação, 
sensorial e metabólico 
Epiderme: formação de células epidérmicas, proteção ultra-violeta, impermeabilidade a água e função 
imunológica 
Derme: resistência, suporte, suprimento sanguíneo e oxigenação a pele
Subcutâneo ou hipoderme: depósito nutritivo, isolamento térmico, proteção mecânica.
-Fisiologia da cicatrização: 
1- Inflamatória: 3 a 6 dias
2- Proliferativa: 4 dias até 3 semanas
3- Remodelação: 3 semana até 2 anos
AGE: óleo de girassol 
-Fase inflamatória: 
Vasoconstrição:para evitar uma perda sanguínea 
Cascata de coagulação e formação do coágulo 
Vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e quimiotaxia 
Fagocitose
Sinais clínicos: hiperemia, calor, edema e dor
Para que chegue mais sangue 
Quando o paciente tem uma lesão é 
contraindicado o uso de anti-inflamatório, 
pois ele vai prejudicar esse processo natural 
-Fase proliferativa: 
Angiogênese: novos vasos
Granulação
Epitelização
Síntese de colágeno 
Contração 
÷
-
-Fase de remodelação 
Deposição de colágeno 
Substituição do colágeno tipo III pelo tipo I
Diminuição da capilarização
Cicatriz mais plana e macia, com cerca de 70-80% de força tênsil
=Fatores locais: infecção - as células de defesa do organismo vai tentar combater os microorganismo, a 
ferida ta infectada quando tem secreção (exsudato), odor, dor- ; trauma recorrente no leito da ferida; queda 
da temperatura local; excesso de umidade; edema; presença de tecido desvitalizado ou corpos estranhos; 
mobilidade dos tecidos; extensão da desnutrição do tecido. 
=Fatores sistêmicos: idade, desnutrição, oxigenação e perda tecidual deficiente; diabetes mellitus; obesidade; 
uso de corticoide- compromete o sistema imune- (pomadas); quimioterapia (age nas células de divisão 
acelerada, agindo na ferida e dificultando esse processo) e radioterapia; tabagismo; problemas 
cardiovasculares, respiratórios, imunológicos e hematológicos.
=Fatores assistenciais: acesso aos serviços de saúde; disponibilidade de exames diagnósticos e 
complementares; sistematização da assistência; adoção de protocolo; continuidade dos cuidados; equipe 
multiprofissional capacitada ; recursos materiais adequados; atenção integral.
-Histórico: 
Características da lesão 
Historia e tempo de lesão 
História de saúde e familiar 
Características da área perilesional
Comorbidades 
Tratamentos anteriores e atuais
Sinais de infecção 
Dor
Palpação 
Cianose
Avaliação da sensibilidade 
Exames
Mobilidade e deambulação 
Tolerância a atividades 
Funcionalidade em casa e em outros ambientes 
Edema
-Diagnóstico de enfermagem: 
=Integridade tissular prejudicada: evidenciada por dano tecidual e relacionada a umidade, patologia
=Risco de infecção: relacionado a alteração na integridade da pele
=Conforto prejudicado: evidenciado por desconforto e descontentamento, relacionado a presença de lesão de 
pele, recursos insuficientes 
=Risco de quedas: relacionado a mobilidade prejudicada, dificuldades de marcha
=Mobilidade física prejudicada: evidenciado por desconforto, movimentos lentos, alterações na marcha, 
relacionado a dor e falta de condicionamento físico. 
-Implementação/Intervenções: 
=Cuidados com lesões: remover curativo; monitorar características da lesão; limpar com SF ou solução 
atóxica;Administrar cuidados necessários; aplicar cobertura adequada; fechar o curativo; avaliar a cada troca
=Avaliação: analisar se as metas foram alcançadas de acordo com os resultados esperados do planejamento 
(redução da lesão, diminuição do odor, dor, ansiedade…) ; registrar todo o processo e iniciar nova avaliação 
-
:
-Classificação das feridas: 
=Agente causal: 
Incisa ou cortante: produzida por um instrumento cortante, afiado. As feridas limpas são geralmente 
fechadas por suturas. Agentes: faca, bisturi, lâmina…
Contusa: produzida por objeto rombo e caracterizado por traumatismo das partes moles, hemorragia e 
edema. Agente: martelo 
Lacerada: ferimento com margens irregulares e com mais de um ângulo. O mecanismo de lesão é por 
tração: rasgo ou arrancamento tecidual. Ex: mordedura de cão.
Perfurante: produzida por instrumento pontiagudo, caracterizada por pequena abertura na pele. Há um 
predomínio da profundidade sobre o comprimento. Ex: ponta de faca, prego, projétil.
Penetrante: produzida normalmente por arma de fogo
Escoriação: atrito com superfície áspera. Ex: solo ou parede.
Queimadura: lesão dos tecidos orgânicos decorrentes de trauma térmico, químico, elétrico ou radioativo. 
Patológicas: fatores intrínsecos do indivíduo (UV,UA,LPP)
Latrogênica: secundária a procedimentos ou tratamentos como radioterapia
Amputação: produzida através da laceração ou separação forçada dos tecidos, afetando com maior 
frequência as extremidades. 
=Grau de contaminação : 
Limpas: não apresentam sinais de infecção e em aue não são atingidos os tratos respiratórios, digestivos, 
genital ou urinário. Probabilidade de infecção é baixa, em torno de 1 a 5%. Ex: feridas produzidas em 
ambiente cirúrgico 
Limpa-contaminada: apresentam contaminação grosseira, em acidente doméstico ou em situações 
cirúrgicas em que houve contato com os tratos respiratórios, digestivo, urinário e genital, porém em 
situação controlada. O risco de infecção é de 10%.
Contaminadas: feridas acidentais, com mais de seis horas de traumas ou que tiveram contato com terra e 
fezes. No ambiente cirúrgico são consideradas contaminadas as que a técnica asséptica não foi devidamente 
respeitada. Os níveis de infecção podem atingir 20 a 30% (cirurgia de colóns)
Colonizadas: multiplicação de microorganismo na lesão que atrasam a cicatrização, mas não há infecção.
Infectadas: são aquelas que apresentam sinais nítidos de infecção. 
=Comprometimento tecidual: 
Superficial: compromete a epiderme e a porção superior da derme
Parcialmente profunda: destrói a epiderme e derme, com comprometimento do tecido subcutâneo 
Profunda: destruição ou perda total da epiderme, derme, tecido subcutâneo, atingindo tecido muscular e 
estruturas adjacentes.
PROFUNDIDADE: Estágio I: comprometimento da epiderme, sem perda tecidual; Estágio II: ocorre perda 
tecidual e comprometimento da epiderme, derme ou ambas; Estágio III: há comprometimento total da pele 
e necrose de tecido subcutâneo, entretanto não atinge a fáscia muscular; Estágio IV: há extensa destruição 
de tecido, chegando a ocorrer lesão óssea ou muscular ou necrose tissular. 
=Tipo de cicatrização: 
Cicatrização por primeira intenção: aproximação das bordas; formação do tecido de granulação não é 
visível; epitelização mais rápida; menor risco de infecção; cicatriz discreta e fechamento entre 3 a 18 dias.
Cicatrização por segunda intenção: cicatriza sem aproximação das bordas, por contração cicatricial; maior 
perda tecidual; cicatrizes pouco estética.
Cicatrização por terceira intenção: conhecida como cicatr. Por primeira inte. Retardada ou tardia; feridas 
infectadas que após resolução da infecção tem suas bordas aproximadas. 
=Tempo de reparação: 
Aguda: início repetino e curta duração. Geralmente cicatriza com facilidade e sem maiores complicações 
Crônica: difícil resolução, requer um tempo de cicatrização maior que as agudas. Persiste durante semanas, 
podendo se estender ate por vários anos.
--
=Tipo de exsudato: é um material fluidos com alto conteúdo de proteínas, células e materiais sólidos 
derivados das células que escapam de um vaso sanguíneo e se depositam nos tecidos ou nas superfícies 
teciduais, usualmente como resultado de um processo inflamatório 
Seroso: baixo conteúdo proteico originado