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jurídico do 
caso será lesão, e não dolo. Por fim, o ultimo elemento da ação é o pedido, que é a providencia 
jurisdicional buscada pelo autor em juízo. O pedido pode ser imediato ou mediado. Pedido 
Art 337 § 2º Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de 3
pedir e o mesmo pedido.
imediato é a procedência do pedido (seja uma declaração, seja uma condenação, seja uma 
execução). Já o pedido mediato é o bem da vida almejado pelo autor. 
Outra teoria que propõe a identidade de ações seria a "Teoria da 
identidade de relação jurídica”. Segundo essa teoria, as ações seriam 
idênticas quando versarem sobre a mesma relação jurídica, ou 
melhor, quando buscarem resolver a mesma relação jurídica. Apesar 
de o CPC/15 adotar a teoria da tríplice identidade, há algumas 
exceções, como por exemplo, nas ações coletivas. 
Cumulação de ações - ocorre quando é possível se decompor uma ação em 
outras ações autônomas ou vice-versa. Pode haver cumulação objetiva ou subjetiva. Na 
cumulação subjetiva ocorre uma cumulação de partes (ex: litisconsórcio). Na cumulação objetiva 
ocorre uma cumulação de causas de pedir ou de pedidos (ex: ação de condenação em dano 
moral e material). O fenômeno da cumulação de ações é importante para se verificar hipóteses de 
preclusões ou coisa julgada, bem como para a sucumbência. 
Concurso de ações - é a possibilidade do uso de mais de uma ação para a 
tutela do mesmo direito. Pode ser subjetivo ou objetivo. No concurso subjetivo ocorre a 
legitimidade concorrente, pois mais de um autor poderá pleitear o mesmo direito (ex: ação 
anulatória de deliberação de assembleia). No concurso objetivo ocorre a possibilidade de manejo 
de mais de uma pretensão para a defesa do mesmo direito (ex: no caso de vício do produto, o 
consumidor pode pedir a substituição do produto, o abatimento do preço ou a devolução do 
valor). Diferentemente da cumulação de ações, no caso de concurso de ações não haverá 
influencia da preclusão, coisa julgada ou sucumbência sobre uma ou outra ação. Mas no caso a 
ação anulatória de assembléia, por exemplo, não ocorreria a influencia de uma coisa julgada 
sobre a outra ação? A coisa julgada não pode prejudicar terceiros. Assim sendo, caso a primeira 
ação anulatória seja julgada procedente, ocorreria a perda do interesse de agir na segunda ação 
anulatória; mas se a primeira ação anulatória fosse julgada improcedente, a segunda ação 
poderia continuar tramitando regularmente. Ao

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