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Ultrassonografia e cardiotocografia

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1 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
Ultrassonografia e cardiotocografia 
- Sãos exames necessários para avaliar e dar o diagnóstico da vitalidade do bebê → avaliar se o bebê está em 
sofrimento agudo ou crônico. 
 
Ultrassonografia 1º trimestre 
- O primeiro USG com 5/6 semanas é importante para determinar se é uma gestação tópica (excluir gestação 
ectópica) e se o bebê é viável (coração batendo). 
 
USG morfológico do 1° trimestre: 
- 11-13s6d 
- Transvaginal 
- Mostra possíveis más formações que o bebê possa ter. 
- Determina risco de ter pré-eclâmpsia na gravidez, CUR (crescimento uterino restrito) → o bom pré-natal atua 
antes da complicação, identificando a paciente com potencial risco e intervindo antes que ela desenvolva. 
 
>> Saco gestacional: 
- Coleção de líquido, anecóica, anel ecogênico → onde o bebê fica. 
- Surge com 5 semanas. 
 
 
>> Vesícula vitelina: 
- 5,5/6 semanas. 
- No interior do saco gestacional. 
 
 
>> Embrião: 
- 6-7 semanas 
- Saco gestacional > 16mm → já para visualizar o embrião. Se o saco 
gestacional estiver com esse tamanho ou maior e não visualizar embrião, 
provavelmente é uma gestação anembrionada (se tiver alguma dúvida é só 
repetir o beta com 48 horas, se estiver caindo, confirma que é uma gravidez 
que não vingou/embrião não se desenvolveu). 
- Imagem hiperecoica (parece um caroço de arroz) → embrião. 
 
 
2 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
>> BCF: 
- 7 semanas 
- CCN (comprimento cabeça-nádega) > 5mm → já é para ter BCF. 
- Se visualizar um embrião com CCN maior que esse valor (já é compatível com 
idade gestacional mais avançada) e não visualiza batimento, confirma o 
diagnostico de óbito embrionário e abortamento retido (bebê intraútero sem 
vida e a paciente não apresentou sangramento e nem sintomas). 
 
 
>> Placenta: 
- Espessamento do SG → que dará origem a placenta. 
- 12 semanas → começa a visualizar. 
 
 
 
- Comprimento cabeça-nádega (CCN) é o melhor parâmetro para determinar idade gestacional no USG do 1° 
trimestre. 
- Margem de erro: + 5 dias → é o que possui maior fidelidade a idade gestacional. 
- A USG do final da gravidez não é adequada para determinar a idade gestacional, pois as medidas do bebê 
sofreram influências positivas e negativas ao longo da gravidez. Por isso que as medidas feitas no inicio da gravidez 
são mais fidedignas, pois ainda não deu tempo o meio externo interferir nas medidas do bebê. 
- Quando difere da idade calculada pela DUM mais de uma 1 semana, essa data, provavelmente, está errada → 
confia na USG do 1° trimestre. 
Na ausência de embrião: medida do saco gestacional para determinar a idade gestacional. 
- A USG do 1° trimestre também é muito importante na gravidez gemelar, pois determina a corionicidade e 
amnionicidade: 
• Dicoriônica e diamniótica: duas placentas e duas bolsas; 
• Monocoriônica e diamniótica: uma placenta e duas bolsas; 
• Monocoriônica e monoamniótica: uma placenta e uma bolsa. 
- Que é muito além de determinar se são dois bebês iguais ou não. 
- Quando tem uma gestação gemelar monocoriônica e monoamniótica, o risco de ter impacto no crescimento desses 
bebês é muito grande, pois isso os protocolos recomendam interromper essa gestação entre 32/34 semanas. 
- Monocorionica e diamniótica: tem risco de um bebê roubar sangue do outro, então tem indicação de fazer uma 
pesquisa de doppler mais específico, programar interrupção da gestação com 37 semanas. 
- Isso vai ser determinante para todo o acompanhamento do pré-natal. 
 
3 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
- Imagem à esquerda: sinal do lambda – 
tem uma entradinha, mas ela está 
preenchida por placenta → indicando que 
são duas placentas. 
- Imagem à direita: sinal do T – tem uma 
entradinha, mas não tem tecido, apenas 
uma membraninha → é uma placenta e a 
membrana que se dividiu (1 placenta e 2 
bolsas). 
 
 
Morfológico do 1º trimestre: 
 
1) Medida da translucência nucal → acumulo de líquiod em região cervical. 
- Plano sagital 
- TN > 3,5 mm → maior risco de ter trissomias. 
Ex: o risco de uma paciente ter um bebê com Down envolve alguns fatores 
→ mulher com 45 anos, bebê com TN de 4mm e osso nasal ausente = eleva 
o risco de ter uma bebê com síndrome de Down (quando soma vários fatores 
de risco, a chance é bem maior). 
- É uma forma de fazer rastreio. 
- No Brasil não tem indicação de fazer interrupção, a menos que seja verificado uma possível mal formação que 
seja incompatível com a vida extrauterina e mesmo assim, se for confirmado, precisa ter mais de uma USG, a 
paciente precisa entrar na justiça e com a autorização consegue interromper a gravidez. 
Ex: agenesia renal. 
- Quando tem algumas alterações na USG do 1º trimestre, é importante indicar o estudo genético do feto através 
do líquido amniótico (amniocentese) ou sangue do cordão umbilical (cordocentese). 
 
2) Osso nasal 
- Ausência => trissomia do 21. 
- Bem característico. 
- Um dos fatores de risco. 
 
 
3) Sexo fetal: 
- Masculino: ângulo > 30º 
- É uma ideia, não quer dizer que é o certo. 
 
4 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Imagem à esquerda: linha azul nas costas do bebê e a setinha branca está apontando para o tubérculo genital, 
que é o órgão que dará origem no sexo masculino ao pênis e ao feto feminino à vulva e aos grandes lábios. 
- Imagem à esquerda: no feto masculino o ângulo (linha azul pequena paralela ao ângulo do tubérculo) é bem elevado 
→ angulação maior que 30° sugere feto masculino. 
- Imagem à direita: feto feminino → o tubérculo genital está evidenciado pela seta branca e está paralelo a linha 
da coluna (pequena angulação). 
 
 
Ultrassonografia 2° trimestre 
 
Biometria fetal: 
- Medidas importantes para determinar a idade gestacional do feto no 2º trimestre. 
• Diâmetro biparietal (nível do tálamo) 
• Comprimento do fêmur (após 14 semanas) 
• Circunferência abdominal 
• Circunferência cefálica 
• Margem de erro: + 10 dias → margem de erro maior, que vai aumentando com o passar da idade gestacional. 
 
 
 
 
 
5 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
Morfológica do 2º trimestre: 
- 20-24 semanas 
- Já tem o bebê todo formado, mas ele ainda é pequeno e livre, então fica mais fácil de avaliar todos os detalhes. 
- Já tem área cardíaca formada, então já é possível fazer uma avaliação cardíaca. 
- Nessa USG precisa avaliar toda a morfologia do bebê, realizar a medida do colo do útero (realizada endovaginal. 
Já é bem estabelecido que se o colo do útero está ficando mais curto – menor que 2,5cm - já a partir de 20 
semanas, essa paciente tem maior risco de ter um trabalho de parto prematuro). 
- Colo curto: repouso relativo, recomendação formal de prescrever progesterona via vaginal, de preferência 
(profilaxia de TPP). 
- Localização da placenta 
- Comprimento do colo uterino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS: Sempre pesquisar a história das pacientes com insuficiência de colo uterino e analisar qual a melhor 
terapêutica para ela. 
 
1) Avaliação das 4 câmaras cardíacas e grandes vasos (aorta e pulmonar). 
- Avaliar morfologia, principalmente se foi identificado alguma alteração e pedir o eco fetal (máquina melhor com 
profissional especializado). 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
2) Morfologia dos órgãos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Pontinhos brancos no centro das orbitas oculares são os cristalinos → avaliar possíveis comprometimentos de 
cristalinos e possíveis cegueiras congênitas. 
 
3) Sexo fetal: 
- Mais fácil para definir com exatidão. 
 
- Feto masculino: visualiza a bolsa escrotal e o 
pênis. 
 
 
 
 
- Feto feminino: parece um “biscoitinho” entre 
as duas pernas. 
 
 
 
 
7 Lara Maia – Obstetrícia – 2021.1 
Ultrassonografia do 3° trimestre: 
- Maior margem de erro (até 3 semanas) → o objetivo dessa USG do 3º trimestre não é determinar a idade 
gestacional.