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Morfologia - Hipotálamo, Hipófise e Glândula Pineal

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BMF3 Morfologia – Hipotálamo, Hipófise e Glândula Pineal 
 
HIPOTÁLAMO 
O hipotálamo é uma pequena região do diencéfalo localizada inferiormente ao tálamo. Ele é 
composto por cerca de doze núcleos agrupados em quatro regiões principais: mamilar, tuberal, 
supraóptica e preóptica. 
 
GLÂNDULA PINEAL 
A glândula pineal é uma pequena glândula endócrina localizada na parte superior do terceiro 
ventrículo do encéfalo na linha mediana. Parte do epitálamo, a glândula está posicionada entre 
os dois colículos superiores, apresenta massa de 0,1 a 0,2 g e está coberta por uma cápsula 
formada pela pia-máter. A glândula é composta por massas de neuróglia e células secretoras 
chamadas de pinealócitos. 
 
HIPÓFISE 
A glândula hipófise é uma estrutura em forma de ervilha. com 1 a 1,5 cm de diâmetro e que se 
localiza na fossa hipofisial da sela turca do esfenoide. Fixa-se ao hipotálamo por um pedículo, o 
infundíbulo, e apresenta duas partes anatômica e funcionalmente separadas: a adeno-hipófise 
(lobo anterior) e a neuro-hipófise (lobo posterior). 
 
A adeno-hipófise secreta hormônios que regulam uma ampla variedade de atividades corporais, 
desde o crescimento até a reprodução. A liberação de hormônios da adeno-hipófise é 
estimulada por hormônios liberadores e suprimida por hormônios inibidores do hipotálamo. 
Sendo assim, os hormônios hipotalâmicos constituem uma ligação importante entre os sistemas 
nervoso e endócrino. 
Embora não sintetize hormônios, a neuro-hipófise armazena e libera dois hormônios. É 
composta por axônios e terminais axônicos de mais de 10.000 células hipotalâmicas 
neurossecretoras. Os corpos celulares das células neurossecretoras se encontram nos núcleos 
paraventricular e supraóptico do hipotálamo; seus axônios formam o trato hipotálamo-
hipofisial. Esse trato começa no hipotálamo e termina perto de capilares sanguíneos na neuro-
hipófise. Os corpos das células neuronais dos dois núcleos paraventricular e supraóptico 
sintetizam o hormônio ocitocina (OT) e o hormônio antidiurético (ADH), também chamado de 
vasopressina. Os terminais axônicos na neurohipófise são associados à neuróglia especializada 
chamada de pituitócitos. Essas células apresentam uma função de suporte similar a dos 
astrócitos. 
SISTEMA PORTA-HIPOFISÁRIO 
Hormônios hipotalâmicos que liberam ou inibem hormônios da adeno-hipófise chegam à adeno-
hipófise por meio de um sistema porta. Em geral, o sangue passa do coração, por uma artéria, 
para um capilar, daí para uma veia e de volta ao coração. Em um sistema porta, o sangue flui de 
uma rede capilar para uma veia porta e, em seguida, para uma segunda rede capilar antes de 
retornar ao coração. O nome do sistema porta indica a localização da segunda rede capilar. No 
sistema porta hipofisário, o sangue flui de capilares no hipotálamo para veias porta que carreiam 
sangue para capilares da adeno-hipófise. 
As artérias hipofisárias 
superiores, ramos das 
artérias carótidas 
internas, levam sangue 
para o hipotálamo. Na 
junção da eminência 
mediana (região do 
infundíbulo rica em 
capilares) do 
hipotálamo e o 
infundíbulo, essas 
artérias se dividem em 
uma rede capilar 
chamada de plexo 
primário do sistema 
porta hipofisário. Do 
plexo primário, o sangue drena para as veias porto-hipofisárias que passam por baixo da parte 
externa do infundíbulo. Na adeno-hipófise, as veias porto-hipofisárias se dividem mais uma vez 
e formam outra rede capilar chamada de plexo secundário do sistema porta hipofisário. 
As veias hipofisárias drenam para o seio cavernoso. 
 
Referências 
J, Tortora, Gerard, e NIELSEN, Mark T. Princípios de Anatomia Humana, 14ª edição. Grupo 
GEN, 2019. Capítulos 14 e 18.