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Histologia - Histologia do Sistema Respiratório (parte 3)

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Brônquios 
Os brônquios primários tem constituição similar à traquéia. Conforme 
ocorre ramificação, o epitélio se torna cubóide, diminuem as células 
caliciformes, glândulas, cartilagem e tecido conjuntivo, e aumenta a 
proporção de tecido muscular liso e tecido elástico, e a quantidade de 
células de clara. A submucosa apresenta músculo liso em disposição 
espiral. 
Os tecidos linfóides associados aos brônquios (BALT), se acumulam 
principalmente nas bifurcações dos brônquios. 
 
Vias aéreas intrapulmonares 
Nesse esquema, percebemos a diminuição do calibre e somente os 
brônquios tem a cartilagem hialina, no bronquíolo não identificamos a 
cartilagem hialina. O lúmen, consequentemente, vai se diminuindo de 
acordo com a diminuição do calibre. 
 
Bronquíolos 
Os bronquíolos, com menos de 1mm de diâmetro, tem um epitélio 
mais cubóide, com poucas células caliciformes e sem nenhuma célula 
basal. As células de clara vão se apresentando cada vez mais e a lâmina 
própria de tecido conjuntivo frouxo aglandular seguido por músculo liso 
são vistos. A camada adventícia é rica em fibras elásticas. 
 
Células da clara 
As células da clara são células que tem atividade secretória, mas 
são diferentes das células caliciformes, que produzem o muco. Elas 
apresentam poucas microvilosidades e grânulos ricos em proteína 
(lisozimas) e glicoproteínas. São capazes de desintoxicar as vias 
respiratórias de substâncias tóxicas inaladas. 
Elas também são mitoticamente ativas, regenerando o epitélio tanto 
com células ciliadas quanto não-ciliadas. 
Histologia do sistema respiratório 
(parte 3) 
 
 
Bronquíolos terminais 
Os bronquíolos terminais são o ultimo componente da porção 
condutora. Na sua parede se observa o epitélio de revestimento 
envolvido por uma camada de músculo liso e a lâmina própria é muito 
delgada. 
O epitélio de revestimento da mucosa pode ser inicialmente do tipo 
respiratório ou epitélio simples colunar sem cílios. À medida que os 
bronquíolos se ramificam e seu calibre diminui, o epitélio passa a ser 
simples cúbico, não ciliado. 
 
Porção terminal da árvore brônquica 
Bronquíolo respiratório equivale ao bronquíolo terminal, mas 
contendo alvéolos em suas paredes. O Ducto alveolar é uma estrutura 
tubular cujas paredes são constituídas por alvéolos. O saco alveolar é 
um agrupamento de alvéolos e eles tem uma região central chamada de 
átrio. 
Os alvéolos são a unidade morfofuncional do sistema respiratório. 
Bronquíolos respiratórios 
No fim dos seus trajetos, os bronquíolos apresentam 
descontinuidades em sua parede. 
Ele é revestido por epitélio cuboidal e se abre em ductos alveolares 
(DA) que, posteriormente, vão se abrir em vários alvéolos (A), que são o 
local das trocas gasosas. 
 
Enfisema pulmonar 
É uma patologia configurada pela distensão e ruptura das paredes 
alveolares, secundária a outras patologias. É resultante da destruição da 
parede alveolar que leva a redução da superfície de trocas gasosas e 
ao decréscimo da elasticidade dos pulmões. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ductos alveolares 
Os ductos alveolares são constituídos de numerosas aberturas de 
alvéolos, dispostas lado a lado e não possuem uma parede verdadeira. 
Em um corte longitudinal a parede é constituída por fileiras de 
pequenas estruturas semelhantes a botões. 
OS BOTÕES são recobertos por uma camada de epitélio cúbico 
simples e contêm fibras musculares lisas e tecido fibroelástico. 
Sacos alveolares 
Os sacos alveolares são contínuos com os ductos alveolares 
constituem um espaço aéreo distendido as paredes não contêm 
músculo liso. 
 
Alvéolos 
Os alvéolos são estruturas saculares (esféricos) revestidas por 
epitélio pavimentoso simples (muitos finas e separadas por uma parede 
comum) associado a uma rica rede vascular, sustentados por uma rede 
de fibras reticulares e elásticas. 
São constituídos principalmente por 2 tipos celulares – os 
pneumócito tipo 1 (ou pavimentoso) e o pneumócito tipo 11. Também 
existem os macrófagos alveolares e os mastócitos intersticiais. 
 
Organização do parênquima pulmonar 
Alvéolos adjacentes se justapõem = septo interalveolar. Poros 
alveolares que conectam os espaços aéreos de diferentes alvéolos = 
 
 
aberturas nos septos interalveolares. Os septos podem ser 
extremamente delgados (alvéolos, um capilar e a membrana basal), ou 
podem conter tecido conjuntivo (intersticial - rica em fibras reticulares 
e elásticas). As porções mais delgadas são responsáveis pelas trocas 
gasosas. 
 
Pneumócito tipo 1 
Correspondem a 95% da superfície dos alvéolos. São células 
pavimentosas, com núcleo achatado, e citoplasma podendo ter uma 
espessura menor do que 0,2um. Especializadas na troca de gases. 
Repousam sobre uma lâmina basal. 
 
Pneumócito tipo 11 
São células secretoras de substancias surfactantes pulmonares. É 
uma célula cuboidal, núcleo redondo, poucas microvilosidades, localizada 
preferencialmente na região septal do alvéolo, em pequenos grupos. 
 
Macrófagos alveolares 
São conhecidos como células da poeira e fazem parte do sistema 
mononuclear fagocitário. Não são componentes permanentes da 
superfície alveolar. 
 
Barreira hematogasosa 
A barreira hematogasosa é uma estrutura extremamente delgada 
que permite a troca de gases por difusão. A lâmina basal do endotélio e 
do pneumócito tipo i se fundem, formando uma membrana basal 
delgada. 
 
Pleura 
A pleura é uma membrana serosa, formada por tecido conjuntivo 
denso, recoberto por mesotélio (epitélio simples pavimentoso que 
reveste as cavidades do corpo). É dividida em: pleura visceral – 
revestimento externo do pulmão e pleura parietal – aderida às 
paredes da cavidade torácica. 
Entre a pleura visceral e a parietal existe a cavidade pleural, 
contendo fluido seroso. Possui vasos sanguíneos, linfáticos e nervos. 
A película hidrofóbica criada 
pelo surfactante reduz a 
tensão superficial e facilita os 
movimentos respiratórios e 
diminui a possibilidade de colapso 
alveolar