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INFECÇÕES NA ORTOPEDIA

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INFECÇÕES NA ORTOPEDIA
Osteomielite
Infecção do osso ou da medula óssea por, geralmente,
bactéria piogênica
● Classificação
Temporal
- Aguda: até 2 semanas
- Subaguda: 2-6 semanas
- Crônica: > 6 semanas
Mecanismos de infecção
- Hematogênica
- Secundária ou foco de infecção
- Crônica por necrose óssea
Tipo anatômico
- Tipo I: osteomielite medular
- Tipo II: osteomielite superficial
- Tipo III: osteomielite localizada
- Tipo IV: osteomielite difusa
● Patogenese
Osteomielite aguda
As arteríolas ao penetrar na metáfise, realizam uma
curva de 180º o que reduz a velocidade do fluxo
sanguíneo aumentando a chance da bactéria aderir a
parede do vaso. Geralmente evolui abaixo para abaixo
do periósteo.
Osteomielite crônica
Quadro agudo → aumento da pressão intra óssea com
liberação de radicais livres e enzimas proteolíticas →
congestão vascular → isquemia e necrose óssea →
pode levar a cura pela formação de novo osso OU
sequestro com formação de "osso morto"
A congestão vascular corrobora a infecção visto que
poucas células de defesa chegam até a região
● Patógenos mais comuns
Staphylococcus aureus - o mais comum em todas as
faixas etárias
Streptococcus pneumoniae
Streptococcus grupo B - neonatos
Kingella kingae - crianças entre 6 meses e 4 anos
Salmonella sp - anemia falciforme (80%)
Haemophilus - crianças não vacinadas
Pseudomonas - grande queimado, imunodeprimido,
pé diabético
● Osteomielites agudas
Mais comum em crianças
3H:1M
Trauma relevante em 29% dos casos
Geralmente de foco único e na região metafisária de
ossos longos (fêmur e tíbia)
Apresentação clínica
- Febre
- Protração
- Irritabilidade em recém nascidos
- Dor de forte intensidade e localizada
- Edema e calor local
- Atitude antálgica e de defesa (pseudo
paralisia em recém nascidos)
● Osteomielites crônicas
História de episódios anteriores
Poucos sinais sistêmicos
Fístulas com saída de secreção purulenta ou
seropurulenta
● Radiografia
Aumento de partes moles
1º-2º semana = sem alterações
Osteoporose (rarefação óssea na região metafisária)
Reação do periósteo (espessamento do periósteo)
● Tomografia computadorizada
Exame válido quando não se dispõe de RM
Melhor resolução óssea do que a RM, mas limitado
com relação às partes moles e não demonstra a
medula óssea
● Ressonância magnética
Alterações ósseas e partes moles, alta sensibilidade
nas fases precoces
● Cintilografia óssea
Alta sensibilidade
Baixa especificidade
Localização pouco detalhada
Realce em locais de alto fluxo
● Exame laboratorial
Hemograma - leucocitose com desvio para esquerda
(35%)
VHS
PCR (aumento 6-8 horas)
Hemocultura (positivo em cerca de 50% dos casos)
Cultura do aspirado ósseo (50-80%)
● Conduta osteomielites agudas
Internação
↓
Material para cultura (sangue/ aspirado ósseo)
↓
Iniciar ATB empírico de acordo com epidemiologia
↓
Drenagem cirúrgica se suspeita de abscesso
subperióstico
↓
ATB venoso específico IV e posterior mudança
para via oral
Se Staphylococcus: oxacilina, clindamicina,
cefalosporina 1º geração
● Conduta osteomielite crônica
Diagnóstico microbiológico com correto ATB
Melhora das defesas do hospedeiro com tratamento da
doença de base
Desbridamento cirúrgico de todo tecido desvitalizado
- Uso de cimento impregnado de ATB
- Curativo com pressão negativa
- Terapia com oxigênio hiperbárico
Reconstrução óssea
Cobertura de partes moles
Espondilodiscites
Osteomielite específica da medula óssea
Tipicamente envolve dois corpos vertebrais e um
disco
Mais comum na coluna lombar > torácica > cervical >
sacral
Pode evoluir com abscesso, inclusive subdural
Pode destruir corpos vertebrais
Deformidades graves e déficits por compressão neural
● Tratamento não cirúrgico (sucesso em 75%)
ATB venoso acima de 4 semanas e após oral por 8
semanas
- Clindamicina, vancomicina, quinolonas,
tetraciclina e cotrimoxazol
Repouso e uso de coletes de 3-4 semanas
● Tratamento cirúrgico
Pacientes com compressão medular e déficit
neurológico progressivo
Artrite séptica
Também conhecida como pioartrite ou artrite
piogênica
Processo infeccioso da cavidade articular com
derrame articular purulento causada por germes
patogênicos
Pode acarretar lesão condral permanente e septicemia
● Epidemiologia
Predomina em crianças de 1-3 anos
O quadril é o local mais acometido na infância
Adultos atingem qualquer articulação
● Mecanismo de infecção
Os microrganismos podem atingir a cavidade articular
por 3 vias:
- Via hematogênica
Neonatos
Germe é disseminado via membrana sinovial
Foco à distância
- Contiguidade
Osteomielite
Ombro, quadril, punho, tornozelo
Metáfise intra-articular
- Inoculação direta
Punção articular ou ferida
Artroplastias
● Microrganismos mais frequentes
Crianças: S. aureus (95%), Estreptococos,
Pneumococos, Haemophilus Influenzae, Salmonella
Adultos: S. aureus (95%), Pneumococcus, gonococos
● Fisiopatologia
● Apresentação clínica
Pesquisar antecedentes de infecções de vias aéreas
superiores ou porta de entrada na pele
Febre
Prostração
Articulação com calor, rubor e edema
Posicão antálgica
Pseudo paralisia do membro afetado
● Exames laboratoriais
Leucocitose com desvio para esquerda
VHS
PCR
Hemocultura
Líquido sinovial
- Aparência leitosa
- Leucócitos acima de 50.000
- Acima de 90% Polimorfonucleares
- Elevado teor de proteínas
- Glicose abaixo de 40 mg/dL ou abaixo da
metade do sérico
- Bacterioscopia
- Cultura com antibiograma
● Exames de imagem
Radiografia: Aumento de partes moles e subluxação
ou luxação articular
US: acúmulo de líquido e presença de grumos
Cintilografia: hipercaptação da articulação
TC: tem valor se acometimento ósseo
RM: Alta sensibilidade e especificidade
● Conduta
Internação
↓
Punção articular e colheita de material (laboratório
+ bacterioscopia + cultura)
↓
Iniciar ATB empírico de acordo com epidemiologia
↓
Drenagem cirúrgica sempre
↓
ATB venoso específico IV e posterior mudança
para via oral

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