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A projeção na avaliação psicológica

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A PROJEÇÃO NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
A Projeção no Estúdio Artístico
1. Considerando a definição de Projeção, é possível um escritor se projetar em suas obras? Justifique. 
R.: Certamente. Entende-se por projeção o fenômeno em que o artista, não só o escritor, podem transpor em suas obras os aspectos de ordem psíquica, que fazem parte do seu jeito de ser e enxergar o mundo. Nesse sentido, fala-se que a partir dessa projeção, pode-se fazer uma análise da personalidade daquele sujeito que se expressa em um desenho, uma pintura, um texto escrito ou qualquer outro formato de obra. 
2. Com base no texto. comente a frase “quando um artista pinta um retrato, pinta a rigor dois, um de si e um do modelo”.
R.: De fato, na concepção de uma obra, o artista retrata não só que deseja exibir, mas também expõe aquilo que também, por vezes, ele não tem consciência sobre si mesmo. Nesse sentido, conforme o texto aborda, Leonardo da Vinci reitera essa ideia, ao dizer que a pessoa que pinta ou desenha “tende a expressar às figuras que esboça a sua própria experiência corporal”. É nítido, portanto, o fenômeno da projeção dos artistas, que na medida em que criando sua obra, ele deixa à mostra aquilo que, se não pertence a si, gostaria que pertencesse. 
3. Podemos afirmar que cada ato, expressão, ou resposta de um indivíduo, reflete alguma faceta de sua personalidade. De que maneira isso acontece? Dê exemplos.
R.: Uma página em branco pode ser considerada como um fundo em que o sujeito esboça seu mundo interno, com seus traços de personalidades e atitudes, com suas características comportamentais, fraquezas e forças. Também nesse espaço, pode haver mobilização de recursos internos para ter que lidar com seus conflitos de ordem psíquica, tanto interpessoais quanto intrapsíquicas. 
4. Sabe-se que os sujeitos tendem a expressar nos seus desenhos, de modo inconsciente ou de maneira involuntária, o seu modo de verem a si próprios como são ou como gostariam de ser. Dê exemplos baseados no texto.
R.: O texto cita vários exemplos, com demonstrações de desenho. Um caso interessante é o de uma pessoa que foi solicitada a desenhar uma pessoa. Cabe ressaltar que essa pessoa fazia uso de muletas. Embora não tenha desenhado um indivíduo com muletas, tal pessoa fez uma linha desnecessária que se estendeu da base dos pés para o chão, como se não pudesse se imaginar sem apoios. Aqui ressalta-se que a pessoa projetou seus sentimentos interno de que não poderia ficar em pé sem o auxílio de algo a que se apoiar. 
Outra figura também, desenhada por um homem adulto com uma condição física de aleijado, sendo ausente de seu braço esquerdo. No desenho, ele fez uma pessoa com os dois braços, no entanto o braço esquerdo era atrofiado e menos habilidoso que o braço direito. Aqui, seu desenho reflete os seus sentimentos de insuficiência no membro da área que carecia.
 
A Projeção no Contexto Clínico
1. Embora a projeção do self sentido ou do self idealizado seja frequente, nem sempre os desenhos implicam em autorretrato. Essa afirmativa é verdadeira ou falsa? Explique. 
R.: Entende que as pessoas desenham o que sentem ao invés do que veem, a pelo menos em acréscimo ao veem. Assim, embora alguns psicólogos interpretem cada desenho de uma pessoa como uma projeção de imagem corporal ou autoconceito, nem todos esses desenhos são autorretratos. Embora a projeção do “self” sentido ou do “self” idealizada seja frequentem isso não ocorre necessariamente. Às vezes um desenho, pode ser reflexo da percepção de pessoas significativas do ambiente daquele que desenha. Em geral, crianças tendem a representar figuras paternas e maternas. 
2. Explique como surgiram os desenhos projetivos. 
R.: Os desenhos projetivos, como o desenho da Casa-Árvore-Pessoa e do desenho da figura humana surgiram como um subproduto das escalas para medidas de inteligência. A técnica da figura humana de Manchover originou-se da sua experiência com o teste de Goodenough para avaliar a inteligência das crianças. Já o teste de Buck, Casa-Árvore-Pessoa, nasceu como um subproduto de uma escala para a medida de inteligência na qual estava trabalhando, quando Weschler publicou sua escala de inteligência.
3. Cite dados e os processos que evidenciam a validade dos desenhos projetivos. 
R.: Os desenhos projetivos possuem as seguintes características: o uso de significados dos símbolos derivados da psicanálise, do folclore, ou seja, dos sonhos, da arte, dos mitos, das fantasias e de outras atividades de nível inconsciente; a experiência clínica com os mecanismos de deslocamento e sublimação, especialmente os sintomas de conversão, obsessões, compulsões, fobias e estados psicóticos. Também foi verificada a correlação entre os desenhos projetivos realizados em vários intervalos durante o decurso da terapia e o quadro clínico evidenciado na época em que foram realizados. Por fim, entende-se a importância fidedignidade desses testes, já que apresentam consistência interna em seus resultados. 
4. Dê exemplos das possíveis formas de projeção. 
R.: Investigou-se a premissa básica de que a nossa percepção corporal é projetada nos nossos desenhos. Comparou-se o desenho de uma pessoa realizada por mulheres obesas com os de um grupo-controle de mulheres com peso normal. Em quase todos os casos, os desenhos de mulheres obesas eram mais largos ou maiores que do grupo-controle (KOTKOV, GOODMAN).
Já Ruth Dunnett acredita que as crianças, inconscientemente, se descrevem em seus desenhos. Uma vez, ao mostrar a sua preferência por duas das figuras no desenho de um menino, este que era um rapaz rechonchudo e com pescoço curto, disse: “eu gosto mais deste”, indicando o desenho no qual a cabeça estava ligada quase diretamente aos ombros. 
5. Quais os significados são atribuídos na realização do desenho casa – árvore – pessoa? 
R.: Há muitos significados que se pode atribuir na realização do HTP. Por exemplo, objetos alongados como chaminés, ramos, troncos de árvore, braços, narizes, pernas, pés etc. podem ser utilizados como símbolos fálicos. Círculos, triângulos e objetos com um corte vertical no centro podem ser empregados como reflexos de sentimentos de castração nos desenhos de pessoas do sexo masculino. Tais sentimentos podem ser retratados pela sua apresentação dos símbolos de forma danificada, cortada, quebra ou de forma deteriorada. 
6. Os psicólogos realizaram diversos estudos experimentais para comprovar a ideia de que os sujeitos projetam sua imagem corporal (física ou psicológica) nos desenhos. Cite pelo menos três estudos que evidenciam isso. 
R.: Numa pesquisa sobre o papel sexual e autoconceito, Fisher e Fisher solicitaram a 76 pacientes psiquiátricos do sexo feminino que desenhassem uma figura feminina. Aquelas pacientes que desenharam um grau diminuído de feminilidade tendiam a ter menos experiências heterossexuais, mais disfunções e vidas sexuais limitadas.
Já na pesquisa de De Martino verificou-se que em desenhos de homossexuais aparecia uma frequência maior de salto alto e cílios reforçados. Isso é bastante reforçado na constatação de Manchover, em que ele diz: “o homem com tendências homossexuais pode atribuir à figura de um homem de olhos grandes, com cílios em combinação com um salto alto destacado.”
Por fim, as experiências de Bender com crianças indicam que quando elas possuem algum defeito físico, muitas vezes elas o retratam em seu desenho de uma pessoa. Por exemplo, uma criança que desde a infância mais criança tivera uma pena mais curta que a outra. Várias crianças com anomalias congênitas do crânio retratam essas anomalias em seus desenhos.
 Métodos de Avaliação da Personalidade
1. O que preconiza a hipótese Projetiva? 
R.: A hipótese projetiva afirma que um indivíduo fornece estruturas a estímulos não estruturados, de maneira única e congruente com suas necessidades, medos, desejos, impulsos, conflitos e forma conscientes e inconscientes de perceber e responder. Nesse sentido, os métodos projetivos podem ser entendidos como técnicas de avaliação da personalidade