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Exame físico Geral

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cutânea e uma discreta cianose labial. Indica: 
Doença grave e acontece em estado agônicos das 
infecções que evoluem lentamente. Não indica 
exatamente o tipo de doença e sim que o paciente 
vem sofrendo dessa doença por algum tempo e 
que ele está sendo consumido por essa doença. É 
muito comum essa facie em pacientes na fase 
terminal de câncer. Olhos fundos, sem expressão, 
dificuldade para respirar, palidez cutânea. 
 
Fácies Renal: edema predominante ao redor dos 
olhos, palidez cutânea. Indica: doenças difusas dos 
rins. O inchaço maior se dá ao redor dos olhos. 
Qualquer problema grave nos rins pode apresentar 
esse sintoma. 
 
Fácies leonina: A pele fica espessa e é sede de 
grande número de lepromas de tamanhos 
variados. Os supercílios caem, o nariz se espessa e 
se alarga, os lábios se tornam mais grossos, a 
bochecha se deforma e a barba no homem cai. 
Indica: São produzidas por lesões do mal de 
Hansen (Hanseníase). 
 
Fácies adenoidiana: nariz pequeno e afilado e a 
boca sempre entreaberta. Indica: indivíduos 
portadores de hipertrofia das adenoides, as quais 
dificultam a respiração pelo nariz ao obstruírem os 
orifícios das fossas nasais. 
 
Fácies parkinsoniana: a cabeça inclina-se um 
pouco para frente permanece imóvel nessa 
posição. Olha fixo, supercílios elevados e a fronte 
enrugada. Indica: doença de Parkinson. 
Fernanda Daumas| Medicina – Laboratório de Habilidades 
 
 
Fácies basedowiana: seu traço mais 
característico é nos olhos, que são salientes 
(exoftalmia) e brilhantes, o que acaba destacando 
no rosto magro. Indica: hipertireoidismo 
 
Fácies mixedematosa: rosto arredondado, nariz 
e lábios grossos, pele seca e espessada e com 
acentuação de seus sulcos. As pálpebras tornam-se 
mais infiltradas e enrugadas. Supercílios escassos e 
cabelos secos e sem brilho. Indica: hipotireoidismo 
 
Fácies acromegálica: caracteriza-se pela 
proeminência das arcadas supraorbitárias, 
proeminência das maças do rosto e maior 
desenvolvimento do maxilar inferior, além do 
aumento no tamanho do nariz, lábios e orelhas. 
 
Fácies cushingoide ou de lua cheia: 
arredondamento do rosto. Indica: uso de 
corticoides, hiperfunção do córtex suprarrenal. 
 
Fácies Mongolóide: olhos oblíquos bem 
distantes um do outro, rosto redondo e boca quase 
sempre entreaberta Indica: Síndrome de Down 
 
Fácies de depressão: cabisbaixo, olhos com 
pouco brilho e fixos em um ponto distante. Indica: 
depressão, transtornos de humor. 
Fernanda Daumas| Medicina – Laboratório de Habilidades 
 
 
Fácies pseudobulbar: súbitas crises de choro ou 
risos, involuntárias, mas, conscientes, que leva o 
paciente a tentar contê-las, dando um aspecto 
espasmódico as fácies Indica: aterosclerose 
cerebral (paralisia pseudobulbar) 
 
Fácies da paralisia facial periférica : 
assimetria da face, com impossibilidade de fechar 
as pálpebras e repuxamento da boca para o lado 
são. 
 
Fácies miastênica: ptose palpebral (queda da 
pálpebra) bilateral que obriga o paciente a franzir 
a testa e levantar a cabeça para enxergar. Indica: 
miopatias que comprometem os músculos das 
pálpebras superiores. 
 
Fácies etíl ica: olhos avermelhados, ruborização 
da face, hálito etílico, voz pastosa e sorriso meio 
indefinido Indica: Exagero no consumo de álcool 
Fácies esclerodérmicas: imobilidade facial 
(fácies de múmia). Pele com alterações que levam 
a rigidez, planos profundos, repuxamento dos 
lábios, afinamento do nariz e imobilização das 
pálpebras. Muito comum em pessoas com estado 
de desnutrição grave. Todas essas doenças 
comprometem também o corpo todo, no entanto 
na facie essas características se apresentam mais 
facilmente. 
 
Avaliação da pele 
➢ Coloração ➢ Umidade ➢ Textura ➢ Turgor ➢ 
Elasticidade ➢ Sensibilidade ➢ Lesões 
Cianose periférica 
 
(falta de oxigênio) 
 
 
Fernanda Daumas| Medicina – Laboratório de Habilidades 
 
Icterícia 
 
Comum em pacientes com doenças hepáticas e 
também em crianças quando o fígado ainda não 
está maduro o suficiente para eliminar a 
bilirrubina. 
Perda da pigmentação 
 
 
Eritema 
 
(pode ser por alergia, picada de mosquito) 
Hiperpigmentação 
 
Ocorre muito em misturas de raças. 
 
Umidade da pele 
➢ Apresenta-se um certo grau de umidade, 
determinada pela secreção de suor pelas glândulas 
sudoríparas, visível na face, mãos, pés, axilas e 
dobras da pele. Varia de acordo com a 
temperatura, grau de ansiedade e atividade física; 
➢ Avalia-se a hidratação da pele através da 
pesquisa de turgor – fazendo uma prega na pele e 
tecido subcutâneo. ➢ Indivíduo hidratado - pele se 
desfaz rapidamente = turgor normal; ➢ Pela 
inspeção observa-se a quantidade de suor e sua 
localização. Para o idoso dizemos que o turgor está 
diminuído se a pele não voltar ao normal até 30 
segundos. 
Textura e turgor da pele 
➢ Normal: Apresenta-se uma textura lisa, firme, 
espessura normal sem elevações e depressões, 
com poros e pelos. ➢ Para avaliá-la desliza-se as 
polpas digitais sobre a sua superfície. ➢ 
Alterações: • áspera - sensação de raspar – 
ressecada • Cicatriz – tecido fibroso, sem pelo ou 
poros • Quelóide – fibrose, aspecto saliente e 
consistente • Calo – espessamento doloroso da 
pele, duro ou mole • Edema – alteração da 
espessura – aumento de líquido intersticial 
• Turgor normal- tem a capacidade de voltar ao 
lugar imediatamente quando solta; • Turgor 
diminuído – é quando a pele volta lentamente à 
posição inicial (mais de 30seg), ou continuar na 
posição elevada. ➢ Pêlos: Deve ter um aspecto 
brilhante. Avaliar: • Distribuição • Textura • 
Coloração • 
Fernanda Daumas| Medicina – Laboratório de Habilidades 
 
Fâneros 
(Fâneros são toda a parte visível da pele como 
pelos, cabelo e unha) 
 Alterações nos pelos: • Alopécia – queda geral ou 
parcial dos pelos principalmente do couro 
cabeludo; • Caspa - placa esbranquiçada de 
descamação do couro cabeludo; • Foliculite – 
inflamação da cavidade que contém os pelos; • 
Hipotricose – diminuição da quantidade de pelos 
do corpo todo; • Hirsutismo ou hipertricose – é o 
aumento da quantidade de pelo em locais 
habituais ou não; • Seborréia - aumento da 
secreção das glândulas sebáceas, dando aspecto 
de oleosidade ao couro cabeludo e cabelos. ➢ 
Unhas: • acastanhada- resultante de 
extravasamento de sangue sob o corpo da unha; • 
Cianose – coloração azulada; • Coiloníquia – unhas 
em forma de colher – deficiência de ferro; • 
Escleroníquia – unha endurecida (micoses, outros 
tipos fungos); • Leuconíquia – unhas brancas 
leitosas – deficiência de riboflavina (Vitamina B2); 
• Onicólise – unha frágil, mole e quebradiça 
(desnutrição) 
 
Edema 
É o excesso de líquido acumulado no espaço 
intersticial ou no interior das próprias células. Pode 
ocorrer em qualquer sitio do organismo. Avaliar: 
• Tempo de duração 
• Localização e distribuição: localizado ou 
generalizado 
• Elasticidade: se a pele demora ou não para voltar 
a posição após ser comprimida Elástico: volta 
rápido a posição primitiva, típico dos edemas 
inflamatórios. Inelástico: demora a voltar a posição 
primitiva 
Sensibilidade da pele circunjacente: pode ser 
doloroso (inflamatório) ou indolor 
Intensidade: com a polpa digital do polegar, faz-se 
uma compressão firme e sustentada de encontro a 
uma estrutura rígida como a tíbia, ossos da face... 
Havendo edema, ao ser retirado o dedo vê-se uma 
depressão no local comprimido chamada de fóvea. 
Estabelece a intensidade do edema referindo-se à 
profundidade da fóvea graduada em cruzes (+, ++, 
+++, ++++) 
 
Temperatura da pele circunjacente: 
Normal: geralmente a temperatura da área 
edemaciada não se altera, o que é desprovido de 
qualquer significado especial Quente: edema 
inflamatório Fria: traduz comprometimento da 
irrigação sanguínea daquela área 
Consistência: 
 Grau de resistência encontrado
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