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Ansiedade infantil

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pode ser curada através da 
compreensão e tratamento. Revela o quanto as pessoas são frágeis, apesar de se 
mostrarem fortes o tempo todo; quando crianças, as emoções são muitas vezes 
mascaradas, aprende-se a não chorar à toa, a não falar sobre aquilo que é incômodo e, 
na maioria das vezes, diminui-se a importância desses sentimentos, a ponto de se 
acreditar que são uma bobagem qualquer e sem sentido. Passa-se, então, a aceitar que 
tudo o que acontece de errado, é somente nossa culpa. Somos o que pensamos e 
transmitimos. A depressão sorridente é um exemplo de que pessoas comuns são 
capazes de viver momentos radiantes e nutrirem sentimentos depressivos ou intenções 
suicidas. Muitas depressões se escondem em redes sociais como Facebook, Instagram 
e tantos outros em que a imagem de felicidade “vende” mais do que sentimentos 
verdadeiros. Para muitas pessoas, passar a falsa impressão de que está tudo bem, faz 
com que se sinta acolhida em grupos, o que a distancia da solidão do momento. Muitas 
vezes, o próprio silêncio machuca mais do que mil palavras. 
 No Brasil, as cantoras Anitta, Paula Fernandes, os atores Bruna Marquezine, 
Selton Mello, os Youtubers Whindersson Nunes, Felipe Neto ou mesmo os padres 
Marcelo Rossi e Fábio de Melo são exemplos de pessoas que também foram acometidas 
pela depressão sorridente, pois simulando felicidade para o grande público e para as 
pessoas que os cercam, tornam-se incapazes de suportarem a realidade, quando estão 
consigo mesmos. 
 A irritabilidade, a instabilidade emocional, é outro sintoma da depressão. Como 
não conseguem entender seus sentimentos, nem se fazer entender pelas pessoas que 
deveriam ajudá-lo nessa jornada em busca de si mesmos, irritam-se facilmente e 
perdem a paciência repentinamente, chegando a assustar seus entes queridos e amigos. 
É como uma panela de pressão - quando não tem por onde sair aquilo que o incomoda, 
explode. 
O corpo também dá sinais de que as coisas não vão bem, como é o caso da 
psoríase, doença de pele que não é transmissível e se manifesta, quando a pessoa não 
consegue falar sobre suas emoções. O corpo descama, a pele fica irritada e com uma 
coceira insuportável que a lesiona ainda mais. É tratada com pomadas, mas não tem 
cura. A cura é a forma de dar à vida contornos diferentes, vê-la de outro ângulo, tendo 
uma visão mais otimista dos problemas e aprendendo a lidar com os acontecimentos de 
forma mais positiva, diminuindo, assim, a ansiedade, aliando o tratamento 
medicamentoso à psicoterapia, pois sem a ajuda desses profissionais, o resultado pode 
se tornar muito mais demorado. 
 
 
 
 O consumo de bebidas alcoólicas também é uma válvula de escape para muitos, 
principalmente neste novo tempo em que as vendas de bebidas alcoólicas aumentaram 
consideravelmente nos supermercados de todo o mundo, o que pode levar ao 
alcoolismo. Neste caso e em todos os outros citados, a ajuda da família é essencial e 
necessária para o enfrentamento desse processo depressivo. É preciso que ela entenda, 
desconstrua preconceitos, ofereça afeto, acolhimento e, principalmente, o não 
julgamento. Quem sofre, não pode ser ignorado, mas sim, ouvido e amado. 
 
 
 
“Pessoas que possuem relação de parentesco que foram estabelecidas pelo 
casamento, por filiação ou pelo processo de adoção. Grupo de pessoas que 
compartilham os mesmos antepassados. Grupo de indivíduos ligados por hábitos, 
costumes, comportamentos ou interesses oriundos de um mesmo local”. 
 De acordo com o psiquiatra, Dr. Ricardo Moreno, em entrevista ao Dr. Dráuzio 
Varella, o comportamento do deprimido pode ser identificado pela a família pois há uma 
mudança de atitudes, ele deixa de sentir alegria, seu desempenho não é mais o mesmo 
e há diferença de comportamento. Infelizmente, nem sempre a família entende pelo 
que a pessoa está passando. A primeira coisa é negar que haja problemas; depois, surge 
a raiva. Tal comportamento reforça a desesperança e a baixa autoestima próprias do 
indivíduo com depressão. Por isso, é importante esclarecer aos familiares e paciente que 
a incapacidade de reação é uma das características da doença. O deprimido dificilmente 
consegue reagir a estímulos de prazer. A depressão tira-lhe as forças. Ele não tem como 
lutar contra ela. Quem tem depressão quer e precisa ser acolhido ao invés de criticado. 
 Ainda para o Dr. Ricardo Moreno, o primeiro passo é a informação. Todos, 
inclusive os pacientes, precisam saber o que está sendo feito, que riscos correm os 
doentes, os benefícios do tratamento. Acima de tudo, é preciso vencer o medo. A família 
não deve deixar a pessoa trancada no quarto o dia todo com as cortinas fechadas, nem 
a deixar desrespeitar a necessidade de alimentação e higiene. Mas, antes de tudo, deve-
se respeitar os limites do familiar deprimido. 
 Para o psicólogo Armando Ribeiro, em um artigo para a ABRATA (2015), quando 
a família entende o que o paciente enfrenta, ela consegue ajudá-lo cotidianamente. 
Quem tem depressão, enxerga tudo de forma bastante pessimista e costuma construir 
histórias negativas sobre as suas dificuldades. A família ajuda o paciente em tratamento 
A família é o nosso pilar, é ela quem nos ajuda em tempos 
difíceis, nos dá o norte, preocupa-se quando algo está errado 
conosco, são pessoas fundamentais no tratamento da 
depressão, sendo muitas vezes mediadora entre o ente querido 
e o profissional – médico ou psicólogo – incentivando a dar 
início e continuidade ao tratamento; são pessoas com quem 
contamos e em quem confiamos. Logicamente, há exceções, 
mas quando a família entende e reconhece que a pessoa está 
enfrentando um momento difícil e doloroso, consegue ajudá-la 
de maneira assertiva. 
 
Segundo o Dicionário online de Português, a família é definida 
como sendo “grupo das pessoas que compartilham a mesma 
casa, especialmente os pais, filhos, irmãos etc. 
a observar a vida por outro prisma, a não transformar os problemas em um motivo 
devastador para sua vida. 
 - Mas e se eu moro sozinha, não quero me levantar, nem procurar um médico, 
quer dizer que tenho depressão? E se eu não tenho família, quem poderá me ajudar? O 
que eu devo fazer? - Nestes casos, sim, se você quiser a cura, deve procurar ajuda, por 
isso é importante ter uma relação de contatos sociais, pessoas em quem você confia, 
com quem você pode conversar, ligar ou mandar mensagens de texto ou áudio. A ajuda 
médica é importante, pois uma das causas do gatilho desse transtorno pode ser o fator 
bioquímico, também chamada de depressão endógena que afetam os níveis de 
neurotransmissores. 
 
 
 Há probabilidade de recaídas ao longo da vida para quem já teve depressão, ou 
seja, situações novas podem levar a pessoa a pensamentos que a deixarão em um novo 
estado de apatia, letargia e com uma visão negativista do que ocorre ao seu redor. Por 
isso, a importância de manter o tratamento com a ajuda de um psicólogo, entender e 
respeitar seus sentimentos, fazer um trabalho de autoconhecimento. Saber que pode 
demorar mais ou menos tempo do que outras pessoas, mas vai passar; apesar de não 
ter cura a pessoa consegue estabilidade através de medicamentos, psicoterapia, hábitos 
de vida mais saudáveis, aliados a exercícios físicos habituais. 
 Não é a situação em si que provoca a depressão e sim, os estados emocionais 
negativos, o modo como lidamos com a situação. Geralmente, nosso desconforto, culpa, 
raiva nos bloqueiam e paralisam a vontade. 
 Se eu não consigo agir por conta própria, devo ou não tomar medicamentos? 
Eles são realmente importantes? Sim, segundo o Dr. Dráuzio Varella, existem vários 
grupos desses medicamentos que não causam dependência. Apesar do tempo que 
levam para produzir efeito (por volta de duas a quatro semanas) e das desvantagens de 
alguns efeitos colaterais que podem ocorrer, a prescrição deve ser mantida, às vezes, 
por toda a vida, para evitar recaídas. Há

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