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ABORDAGEM CLÍNICA E DIAGNÓSTICO DA SEPSE PROFESSOR: PAULO ROBERTO REZENDE CARMPOS FACULDADE DE MEDICINA DE BARBACENA 2021/1 INTEGRANTES Grupo E: Letícia Esteves de Oliveira Silva; Lara Carolina de Castro Oliveira; Elisa Guimarães Heleno Maria; Luiza de Castro Coelho; Mariana Augusta Vieira e Souza; Sarah Machado Salvador Elias. Grupo F: Adriana Caixeta Brida Ávila; Bárbara Larissa Silva; Luisa Lisboa Abdo; Luiza Ciotto Viana; Maira Pamplona de Faria; Igor Martins Godoy de Souza. Grupo G: Clara dos Reis Aguiar; Débora Cristina Reis Pereira; Deborah Carolina Gusmão Silva; Larissa Lopes Heleno; Raissa Novelli Ulhôa; Victória Maria Silva Iatarola. Grupo H: Jénifer Moraes Domingues; Jennifer Soares de Oliveira; Mariana Alves Elias; Luciana Juvêncio Silva; Sofia Laura Archângelo e Silva; Thalya Teles. DEFINIÇÃO Sepse é uma síndrome definida como resposta inflamatória sistêmica desregulada a uma infecção, levando a disfunção no funcionamento de órgãos e sistemas. QUADRO CLÍNICO Inicialmente quadros inespecíficos: • Taquicardia; • Taquipneia; • Febre. Evolução com sinais e sintomas relacionados a: • Infecção; • Resposta inflamatória sistêmica (SIRS): o CIVD. • Disfunção múltipla de órgãos e sistemas (DMOS); • Choque séptico. SIRS Em paciente com suspeita de infecção ferramentas têm sido implementadas para a triagem dos pacientes com sepse possível: ABORDAGEM DA SEPSE 1 2 3 qSOFA NEWS Maior acurácia no departamento de emergência: • Sensibilidade → SIRS; • Especificidade → qSOFA. Utilizado atualmente no HC-FMUSP. SINAIS E SINTOMAS Sinais de choque Disfunção hemodinâmica e metabólica associada a sepse Pele fria, pálida e pegajosa Aumento do tempo de enchimento capilar Livedo Cianose de extremidades Rebaixamento do nível de consciência Redução do débito urinário Hipotensão arterial Hipotensão; Taquipneia/Bradipneia; Taquicardia/Bradicardia; Hipoperfusão; Figura 1: Livedo reticular. QUARESMA et al., 2015 Figura 2: Aspecto cianótico das falanges distais dos quirodáctilos. FILHO et al., 2014. Presença de 2 ou mais critérios ATENÇÃO! Idosos em uso de beta bloqueadores; Jovens; Hipertensão crônica. SIRS Critérios Valor Temperatura > 38 ou < 36o C Frequência Cardíaca > 90 bpm Frequência Respiratória > 20 irpm (ou PaCO2 <32mmHg) Leucócitos > 12 mil, < 4mil ou > 10% de formas jovens SDMOS qSOFA (SINGER et al., 2016) Medicina de emergência : abordagem prática / editores Irineu Tadeu Velasco , et al. - 14. ed., rev., atual. e ampl. - Barueri [SP] : Manole, 2020. NEWS DIAGNÓSTICO Na UUE, a contradição entre a necessidade de exames complementares para estabelecer diagnóstico e o benefício do tratamento precoce torna necessária a adoção de ferramentas para o rastreio de pacientes com sepse possível: • O diagnóstico da sepse é feito quando há infecção presumida ou confirmada e aumento de 2 ou mais pontos no escore SOFA; • O diagnóstico do choque séptico (distributivo) é feito quando há a necessidade de vasopressor para PAM > ou = 65 mmHg + lactato > 2 mmol/L (18 mg/dL) na ausência de hipovolemia, ou seja, apesar da reposição volêmica adequada. Hemoculturas (2): • Meio anaeróbio e aeróbio; • Antes da admissão de ATB, desde que não haja atraso na conduta. PROPEDÊUTICA Gasometria arterial; Bilirrubina total e frações; Clearance de creatinina; Plaquetas; Lactato sérico. EAS + urocultura. POCUS – US Point of care: • Diagnóstico etiológico (pneumonia, pielonefrite, apendicite, endocardite); • Presença de complicações ( disfunção miocárdica); • Orientação do tratamento ( reposição volêmica). PROPEDÊUTICA Cultura na ponta do cateter; Radiografia de tórax PA e Perfil; LCR; OBJETIVOS DO CUIDADO INICIAL DO PACIENTE COM SEPSE Tratamento da infecção Coleta da cultura; Antibioticoterapia iniciada idealmente na primeira hora GOLDEN HOUR, voltada para o foco infeccioso suspeito. Ressuscitação volêmica UTITerapia de suporte às disfunções orgânicas Utilização de vasopressor ● Medicina de emergência : abordagem prática / editores Irineu Tadeu Velasco ... [et al.]. - 14. ed., rev., atual. e ampl. - Barueri [SP] : Manole, 2020. ● QUARESMA, Maria Victória, et al. Amantadine-induced livedo reticularis - Case report. Anais Brasileiros de Dermatologia, Rio de Janeiro, v. 90, n. 5, p. 745-747, out. 2015. FapUNIFESP (SciELO). ● FILHO, Fred Bernardes, et al. Cianose e púrpura nos quirodáctilos − Fundamentos do diagnóstico diferencial, a propósito de um caso. Revista SPDV, Rio de Janeiro, 72(4), agost. 2014. ● SINGER, Mervyn, et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). Jama, New York, v. 315, n. 8, p. 801, 23 fev. 2016. American Medical Association (AMA). ● SIQUEIRA-BATISTA, R., et al. Sepse: atualidades e perspectivas. Rev Bras Ter Intensiva. 2011; 23(2):207-216. ● Daniel. Sepse e choque séptico na emergência. Revista Qualidade HC. REFERÊNCIAS OBRIGADA PELA ATENÇÃO!