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Noções de Direito Constitucional

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Noções de Direito Constitucional
Carol Gonzaga
O Direito Constitucional, como o próprio nome diz, é aquele que “engloba as normas jurídicas constitucionais, isto é, aquelas pertencentes à Constituição, em toda a sua amplitude [...]” (NUNES, 2003, p. 125).
A Constituição, conforme Canotilho apud Moraes (2003, p. 36), “pode ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado, que contém normas referentes à estruturação do Estado, a formação dos poderes públicos, forma de governo e aquisição do poder de governar, distribuição de competências, direitos, garantias e deveres dos cidadãos.”. 
O princípio que rege o Direito Constitucional Brasileiro é o do “Estado de Direito”. Como o Estado é o responsável pela criação e aplicação da Constituição, ficando ao mesmo tempo submetida a ela, esta relação é também objeto de estudo pela Teoria Geral do Estado. 
PREÂMBULO
Nós representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Demo crático, destinado a assegurar o exercício dos DIREITOS SOCIAIS E INDIVIDUAIS, A LIBERDADE, A SEGURANÇA, O BEM-ESTAR, O DESENVOLVIMENTO, A IGUALDADE E A JUSTIÇA COMO VALORES SUPREMOS DE UMA SOCIEDADE FRATERNA, PLURALISTA E SEM PRECONCEITOS, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. 
Formal: porque “consubstanciada de forma escrita, por meio de um documento 
· Formal;
· Escrita;
· Dogmática;
· Promulgada;
· Rígida;
· Analítica.
Os direitos e garantias fundamentais são previstos na Constituição Federal em seu artigo 5º.
· Os direitos fundamentais “representam por si só, certos bens, as garantias destinam-se a assegurar a fruição desses bens”.
· As garantias traduzem-se “quer no direito dos cidadãos a exigir dos poderes públicos a proteção dos seus direitos”.
“todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza [...]” , ou seja, todos os cidadãos têm o direito de tratamento idêntico pela lei [...]”
Pelo princípio da igualdade, a Constituição Federal garante a todos o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. O direito à vida é o principal direito, “já que se constitui em pré-requisito à existência e exercício de todos os demais direitos.” O direito à vida, compreende, além da própria existência, o direito a uma subsistência digna.
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lHabeas Corpus: (art. 5º. LXVIII): a vítima de ilegalidade ou abuso de poder poderá 
Habeas Corpus: (art. 5º. LXVIII): a vítima de ilegalidade ou abuso de poder poderá impetrar habeas corpus. “Portanto, o habeas corpus é uma garantia individual ao direito de locomoção, consubstanciada em uma ordem dada pelo Juiz ou Tribunal ao coator, fazendo cessar a ameaça ou coação à liberdade de locomoção em sentido amplo – o direito do indivíduo de ir, vir e ficar” (MORAES, 2003, p. 138). 
 Interessante é o fato de que não é necessário ser advogado para impetrar habeas corpus, podendo até ser impetrado pelo próprio paciente (vítima). O habeas corpus pode ser preventivo ou repressivo.
Habeas Data (art. 5º. LXXII): objetiva “fazer com que todos tenham acesso às informações que o Poder Público ou entidades de caráter público (ex.: serviços de proteção ao crédito) possuam a seu respeito” (MORAES, 2003, p. 153). O habeas data cabe quando houver negativa de fornecimento destas informações, que também poderão ser retificadas. 
É a lei n. 9.507/97 que estabelece as regras referentes ao habeas data.
Mandado de Segurança (art. 5º., LXIV) : caberá mandado de segurança quando houver um ato ilegal e coator de uma autoridade contra direito líquido e certo e contra este ato não for cabível habeas corpus e habeas data. Além do art. 5º., LXIV da Constituição da República, temos disposições sobre o Mandado de Segurança na Lei n. 1.533/51.
O mandado de segurança pode ser impetrado (ajuizado) por pessoa física ou jurídica, que é chamado “impetrante”. Pode ser individual (quando uma só uma pessoa impetra) ou coletivo, quando é impetrado em nome de uma coletividade (ex.: sindicato representando os sindicalizados).
Finalidade:
O mandado de segurança pode ser impetrado de duas formas: 
Preventiva: para tentar evitar a ofensa ao direito líquido e certo;
Repressiva: quando há ofensa ao direito líquido e certo, devendo o impetrante “demonstrar justo receio de sofrer uma violação de direito líquido e certo por parte da autoridade impetrada.
Mandado de Injunção: O Mandado de Injunção está previsto no art 5º, LXXI da Constituição Federal “sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania”
O mandado de injunção [...] visa suprir uma omissão do Poder Público, no intuito de viabilizar o exercício de um direito, uma liberdade ou uma prerrogativa prevista na Constituição Federal.
O mandado de injunção também poderá ser impetrado por pessoas físicas ou jurídicas, mas sempre será impetrado contra o Estado.
Ação Popular: Esta ação constitucional é prevista no art. 5º.,LXXIII. Pode ser definida como: Quanto à natureza do “ato ou a omissão do Poder Público a ser impugnado, que dever ser obrigatoriamente lesivo ao patrimônio público, seja por ilegalidade, seja por imoralidade” (MORAES, 2003, p. 192) Somente a pessoa física, desde que no gozo de seus direitos políticos, é que poderá propor esta ação. 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE.
Por este princípio, previsto no inciso II do art. 5º da Constituição Federal, “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.” Segundo Moraes (2003, p. 69), “Tal princípio visa combater o poder arbitrário do Estado. Só por meio das espécies normativas devidamente elaboradas conforme as regras do processo legislativo constitucional, podem-se criar obrigações para o indivíduo.”
Também o artigo 5º, em seu inciso VI e VIII, garantem a liberdade de consciência e de crença (VI), impedindo expressamente, que alguém seja privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, a não ser se alegar esta situação para tentar descumprir uma obrigação legal (por exemplo alguém que diga que não paga impostos porque sua religião não permite), ou se recusar a cumprir prestação alternativa fixada em lei.
Outro importante princípio é o que garante a indenização por dano material, moral ou à imagem. O dano material é aquele que se traduz em perda material, enquanto o direito moral é aquele que atinge o indivíduo de forma pessoal, quando, por exemplo, a situação expõe a vítima a um constrangimento ou sofrimento desnecessário. 
A liberdade do pensamento também é garantida pela Constituição Federal, (inciso IX), garantida a inexistência de censura prévia. A inviolabilidade prevista no inciso X do art. 5º., porém, traça os limites tanto para a liberdade de expressão do pensamento, como para o direito à informação, vedando-se o atendimento à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas (MORAES, 2003, p. 78).
Ao se manifestar sobre a liberdade de imprensa, adverte:
Essa previsão, porém, não significa que a liberdade de imprensa é absoluta, não encontrando restrições nos demais direitos fundamentais, pois a responsabilização posterior e/ou responsável pelas notícias injuriosas, difamantes, mentirosas sempre será cabível, em relação a eventuais danosmateriais e morais. (MORAES, 2003, p. 79).
O inciso X do art. 5º garante proteção constitucional à vida privada, “salvaguardando um espaço íntimo intransponível por intromissões ilícitas externas” (MORAES, 2003, p. 79). 
A utilização indevida ou não autorizada de imagem, por exemplo, ou a ofensa da honra de uma pessoa sujeitarão o infrator a responder civil e criminalmente por esta ofensa. 
Outro princípio que merece destaque é o da inviolabilidade do domicílio, previsto no art. 5º, XI da CF. Domicílio é “todo local, delimitado e separado, que alguém ocupa com exclusividade, a qualquer título, inclusive profissionalmente, pois nessa relação entre pessoa e espaço, preserva-se, mediatamente, a vida privada do sujeito” (MORAES, 2003, p. 81). 
· As exceções estão previstas no próprio texto constitucional: casos de flagrante delito ou desastre, para prestar socorro, e também durante o dia, por determinação judicial.
Também são garantidos constitucionalmente (art. 5º, XII) o sigilo da correspondência, de dados e das comunicações. Ainda nesta categoria, podemos incluir a garantia do sigilo bancário e fiscal. Porém, estas garantias também sofrem exceções quando o interesse público for o motivo determinante para sua quebra, como ocorre, por exemplo, na instrução criminal. 
Conforme a Constituição, a interceptação telefônica somente será possível mediante autorização judicial nos termos que a lei estabelecer, e para fins de investigação. 
Com relação ao sigilo dos dados, estes também poderão ser quebrados pelo Ministério Público ou pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), entre outros casos previstos na Lei e na própria Constituição Federal.
 
Também o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada são protegidos pela Constituição Federal, que garante que a lei não os prejudicará (art. 5º. XXXVI). 
· Constitui-se num dos recursos de que se vale a Constituição para limitar a retroatividade da lei. Com efeito, esta está em constante mutação; o Estado cumpre seu papel exatamente na medida em que atualiza suas leis. 
O ato jurídico perfeito: De uma forma resumida, podemos dizer, então, que por este princípio a lei não poderá retroagir para modificar uma situação já concretizada.
 
O princípio do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório são expressos nos incisos LIV e LV do art. 5º e também o princípio da presunção da inocência (art. 5º., LVII). Vejamos cada um deles: O devido processo legal configura dupla proteção ao indivíduo, atuando tanto no âmbito material de proteção ao direito da liberdade, quanto no âmbito formal, ao assegurar-lhe paridade total de condições com o Estado-persecutor e plenitude de defesa [...]
Este princípio garante, assim, tanto nos processos judiciais quanto nos administrativos, que serão respeitadas todas as fases do processo e garantida a defesa em toda a sua amplitude (meios e provas). Como consequência da ampla defesa, é assegurado ainda o contraditório, que garante que aquele que for acusado terá o direito de se defender.
Já o princípio da presunção de inocência (art. 5º, LVII), estabelece que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.” Ou seja, por este princípio, presume-se que todo mundo é inocente, sendo função do Estado provar a culpa do sujeito. Passemos à segunda espécie de direitos e garantias fundamentais: direitos sociais.
DIREITOS SOCIAIS
Os direitos sociais são os direitos fundamentais do trabalhador, que é o “empregado que mantiver algum vínculo de emprego” (MORAES, 2003, p. 202).Estes direitos são previstos no art. 7º da Constituição Federal e têm por objetivo principal a proteção dos direitos do trabalhador. Além disso, os direitos sociais têm que ser obrigatoriamente respeitados.
De uma forma resumida, são os seguintes os principais direitos fundamentais do trabalhador:
· Proteção da relação de emprego contra a despedida arbitrária ou sem justa causa; 
· Seguro-desemprego em caso de desemprego involuntário;
· Fundo de garantia por tempo de serviço;
· Salário-mínimo;
· Piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;
· Irredutibilidade do salário, salvo previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho;
· Décimo terceiro salário;
· Férias;
· Licença à gestante e licença paternidade;
· Aviso prévio;
· Aposentadoria;
· Seguro contra acidentes de trabalho, entre outros.
DIREITOS DA NACIONALIDADE
Pode-se conceituar a nacionalidade como sendo “o vínculo jurídico político que liga um indivíduo a um certo e determinado Estado, fazendo deste indivíduo um componente do povo, da dimensão pessoal deste Estado” (CARVALHO apud MORAES, 2003, p. 213). Segundo Moraes (2003, p. 213), este vínculo “capacita o indivíduo a exigir sua proteção, mas, ao mesmo tempo, o sujeita ao cumprimento dos deveres impostos”.Como salienta Moraes (2003), o conceito de nacionalidade está ligado aos conceitos de povo, população e nação, os quais também extraímos das ideias do referido autor:
A nacionalidade pode ser adquirida com o nascimento (ex.: brasileiro nato), chamada “originária” ou posteriormente, através de um pedido de naturalização (ex.: o estrangeiro que pede naturalização e se torna brasileiro naturalizado), que se chama nacionalidade “adquirida”.
A Constituição proíbe que a lei faça diferenciação entre brasileiros natos e naturalizados a não ser em casos previstos na própria Carta Magna. Assim, apesar de se tornar brasileiro pela naturalização, o estrangeiro naturalizado não adquire os mesmos direitos que os brasileiros natos. Por exemplo, existem cargos públicos privativos de brasileiros natos, tais como o de Presidente da República e Ministro do Supremo Tribunal Federal, como veremos a seguir:
Critérios utilizados para o reconhecimento da nacionalidade originária:
l a origem sanguínea – todo descendente de nacionais será nacional, independente de onde nasceu.
la origem territorial – quem nasce em determinado território terá a respectiva nacionalidade, independente de sua ascendência.
O critério adotado pela nossa Carta Magna foi, como regra geral, o da origem territorial. Ou seja, em princípio, quem nascer em território nacional, será considerado brasileiro. 
Art. 12: São brasileiros: 
I - natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; (exceção à origem territorial - Nota da autor
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;
II – naturalizados:
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. 
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição.
§ 2º - A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição.
No parágrafo terceiro deste mesmo artigo,encontramos os cargos que só poderão ser ocupados por brasileiros natos:
§ 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da República;
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VI - de oficial das Forças Armadas;
VII - de Ministro de Estado da Defesa.
Segundo o art. 12, §4º da Constituição da República, o brasileiro perderá sua nacionalidade, quando: [...]
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;
II - adquirir outra nacionalidade, salvo no casos: 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.
DIREITOS POLÍTICOS
No capítulo V da CF (arts. 14 ao 16), estão expressos os direitos políticos e as condições de elegibilidade, alistamento e voto etc. Segundo Moraes (2003, p. 232), os direitos políticos formam “o conjunto de regras que disciplina a forma de atuação da soberania popular [...]”.
São os direitos políticos os seguintes:
· Direito ao sufrágio 
· Direito de votar e ser votado;
· Direito de votar em eleições, plebiscitos e referendos;
· Elegibilidade - possibilidade de concorrer a cargos políticos. 
[Nota]: Para ser elegível, é necessário que o candidato cumpra as seguintes condições, as previstas no art. 14, §3º da cf: a nacionalidade brasileira, o alistamento eleitoral, o domicílio eleitoral na circunscrição; a filiação partidária; a idade mínima para cada cargo. Os analfabetos e os inalistáveis (art. 14 §4º);
· Iniciativa popular de lei;
· Ação popular;
· Organização e participação de partidos políticos. Poderá haver a perda ou a suspensão dos direitos políticos. A perda é definitiva, enquanto a suspensão é temporária. 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; (perda)
II - incapacidade civil absoluta; (suspensão)
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; (suspensão)
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; (suspensão)
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º (suspensão).
DIREITOS RELACIONADOS À ORGANIZAÇÃO,
PARTICIPAÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS PARTIDOS POLÍTICOS.
Segundo a Constituição Federal (art. 17), os partidos podem ser livremente criados, fundidos, incorporados e extintos, devendo ser observados: a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana . 
Deverão ser seguidos os seguintes preceitos: 
I - caráter nacional; 
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
Os partidos políticos, após se constituírem em conformidade com a lei civil, deverão registrar seus estatutos no Tribunal Regional Eleitoral, conforme exige a Constituição Federal. Os partidos políticos são autônomos para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento, entre outros direitos previstos na Constituição, tais como participação em fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e televisão, que serão disciplinados por leis específicas.
RESUMO DO TÓPICO 1
· O Direito Público é o Direito em que o Estado participa como parte na relação jurídica.
· O Direito Público é dividido em Direito Público interno e externo.
· O Direito Público Interno é dividido em diversos ramos, dentre eles o Direito Constitucional.
· O Direito Constitucional tem como objeto de estudo a Constituição Federal, que é a Lei Magna de um país.
· A Constituição Federal de 1988 traz vários direitos e garantias fundamentais previstos no art. 5º.
· Há várias ações constitucionais que tutelam a liberdade, tais como habeas corpus, habeas data, entre outros.
· Os direitos sociais protegem o trabalhador.
· Há duas espécies de nacionalidade: a que se adquire com o nascimento (originária), reconhecida pelos critérios da origem sanguínea ou territorial e a que decorre da naturalização também chamada “adquirida”.
· Os direitos políticos e os relativos à organização e funcionamento dos partidos políticos.