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Alfred Marshall - Resumão

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uma analogia entre a demanda (ou 
procura) e a oferta: 
 
“Enquanto a procura é baseada no desejo de obter 
mercadorias, a oferta se baseia sobretudo na 
superação da relutância em suportar ‘incômodos”. 
Estes são em geral de duas ordens: o trabalho e o 
sacrifício que existe em adiar o consumo” 
 
O sacrifício envolvido no trabalho é em geral 
reconhecido por todas as escolas de economia, mas o 
sacrifício relacionado a adiar o consumo já é mais 
questionado. 
 
Marshall segue autores como sênior e aceita que adiar 
o consumo é um incômodo, mas rejeita o termo 
abstinência -> prefere ‘espera’. 
 
Slide 12 
Para Marshall as pessoas preferem consumir sua 
riqueza no presente a consumi-la no futuro: 
 
“A natureza humana é constituída de tal maneira que 
estimando o ‘valor atual’ de uma vantagem futura, a 
maioria geralmente faz uma [...] dedução de seu valor 
futuro, na forma que podemos chamar de ‘desconto’, 
que aumenta com o período pelo qual a vantagem é 
protelada”. 
 
Sendo assim, o fato de não consumir indiretamente a 
riqueza -> a ‘espera’ (que está na base da poupança e 
da formação do fator capital) representa um 
‘sacrifício’, e como tal, ter que ser remunerado para 
que indivíduos incorram nele. 
Slide 13 
Trabalho: 
O ‘sacrifício’ relacionado ao trabalho aumenta com a 
sua dureza e duração. 
A motivação mais frequente que leva as pessoas a 
trabalharem é o desejo de obter vantagem material, ou 
seja, dinheiro. 
O incômodo (ou sacrifício) relacionado ao trabalho é 
denominado desutilidade marginal do trabalho e 
aumenta em geral com cada aumento da quantidade 
de trabalho: 
 
“O desprazer do trabalho adicional aumenta, em parte 
por que, á medida que o tempo deixado para o repouso 
e outras atividades diminui, o prazer do tempo livre 
adicional aumenta”. 
Slide 14 
No caso do trabalhador, que está decidindo trabalhar 
uma hora a mais, qual é o cálculo que ele faz? 
 
Enquanto a utilidade que se obtém com o salário 
adicional for maior que o ‘sacrifício’ relacionado a essa 
hora adicional -> vale a pena trabalhar mais -> o 
benefício adicional cobre o custo adicional. 
 
A curva de oferta de trabalho iguala a desutilidade 
marginal do trabalho a utilidade do salário-> como a 
desutilidade marginal do trabalho é crescente com as 
horas trabalhadas, os trabalhadores exigirão mais para 
se submeterem a essas horas adicionais -> 
 
Slide 15 
Marshall apresenta uma primeira definição de preço de 
oferta do bem: 
 
“Tal como o preço preciso para atrair compradores 
para qualquer quantidade dada de uma mercadoria foi 
chamado preço de procura para essa quantidade [...] 
assim o preço necessário para mobilizar o sacrifício 
necessário para produzir qualquer quantidade dada de 
uma mercadoria pode ser chamado de preço de oferta” 
 
O preço de oferta mostra quanto será necessário que 
cada quantidade de uma mercadoria custe (em termos 
monetários) para induzir os produtores a encararem 
 
Slide 16 
 
Porém o trabalho não é, usualmente, o único fator de 
produção -> há também a terra, o capital e a 
organização -> estes também afetam o preço de oferta 
do bem -> veremos que a curva de oferta nem sempre 
será positivamente inclinada. 
 
[...] viajei e parei de prestar atenção na aula - muitos 
minutos depois... 
Para se submeter a esses sacrifícios, você precisa de um 
incentivo e o preço do bem, tem que ser capaz de 
cobrir esse sacrifício, de forma a te incentivar a incorre 
nele. Por trás da curva de oferta, tem sacrifícios reais e 
o preço do bem tem que ser tal, que cubra esses 
sacrifícios reais relacionados ao trabalho e a espera. 
Sacrifício relacionado ao trabalho: Por que as pessoas 
trabalham? Pelo dinheiro. O incômodo do trabalho ou, 
o sacrifício relacionado a este vai ser chamado de 
desutilidade marginal do trabalho por Marshall, e, vai 
aumentar com a natureza e duração do trabalho. 
Utilidade marginal: utilidade da última parcela 
adicionada ao meu consumo. 
Desutilidade marginal do trabalho: É o sacrifício, o 
incômodo relacionado a última hora de trabalho -> o 
quanto você tem acréscimo de incômodo, sacrifício ou 
desutilidade (utilidade com sinal negativo), quando 
você adiciona mais uma hora de trabalho. Ela cresce na 
medida em que você vai trabalhando mais. A medida 
em que você trabalha mais horas, o sacrifício 
relacionado a cada hora adicional vai crescendo, a 
desutilidade também. 
A desutilidade marginal do trabalho cresce com a 
quantidade de horas trabalhadas. 
Como um trabalhador decide, se trabalha ou não? Qual 
é a escolha que o trabalhador faz, ele mede isso contra 
o que? Salário. Quanto eu vou ganhar para trabalhar 
essa hora a mais e o quanto isso me traz de utilidade, 
por ter esse dinheiro adicional. Se trabalhar uma hora 
a mais, me traz 15 de desutilidade e 20 de utilidade, eu 
vou trabalhar pois, a utilidade do salário é maior que a 
desutilidade do trabalho. Eu vou trabalhar enquanto o 
benefício for maior que o sacrifício. 
A curva de oferta do trabalho é a relação de salário e a 
quantidade de trabalho e, ela vai ser crescente pois, 
você vai exigir mais á medida de horas que você 
trabalha. Em cima da curva de oferta de trabalho, você 
está igualando a utilidade marginal do salário e a 
desutilidade marginal do trabalho. 
 Sabendo que a desutilidade marginal do trabalho 
cresce, como fica a curva de oferta, no caso de o 
trabalho ser o único agente de produção? Ex: dar aula. 
O preço de oferta é o preço necessário para mobilizar 
o sacrifício necessário para produzir qualquer 
quantidade dada de uma mercadoria. Preço de oferta: 
o que o bem tem que custar para que uma unidade seja 
levada ao mercado; para cada quantidade, é definida 
um preço de oferta que é o quanto aquele bem tem 
que custar para que essa quantidade seja levada ao 
mercado, e isso está relacionado ao sacrifício que tem 
que ser coberto para produção dessa unidade. Como o 
sacrifício é maior para produzir duas unidades do que 
uma unidade, o preço de oferta pra induzir que duas 
unidades de aula sejam levadas ao mercado, vai ter que 
ser maior do que antes. 
Então, o preço de oferta de uma aula vai ser o quanto 
essa aula tem que custar para me induzir a dar essa 
aula - isso tem que cobrir meu sacrifício de dar essa 
aula. Como ficaria essa curva de oferta? Positiva, pois á 
cada hora trabalhada, mais sacrifício e, portanto, você 
é mais remunerado. 
Toda essa análise acima foi feita baseada no 
pressuposto de o trabalho ser o único agente de 
produção, e este ser dar aulas. Foi apenas um 
exemplo. Não levar isto em consideração para o resto. 
O trabalho não é, em geral, o único agente de 
produção: Há terra, capital e organização. 
Considerando os outros agentes de produção, a curva 
de oferta pode ter qualquer inclinação. 
Horizontal: Quando se aumenta a produção, o preço de 
oferta (o que induz os produtores a levarem a 
mercadoria para o mercado nessa quantidade, não se 
alterem, independentemente da quantidade), a curva 
pode ser negativamente inclinada; pode ser que para 
levar quantidades maiores para o mercado, você pode 
cobrar menos por quantidades adicionais. Casos assim 
geralmente estão ligados ao fator organização; 
exemplo: ganhos de escala, como produção de carros. 
Lei da demanda: relação inversa entre preços e 
quantidades. 
Lei da oferta: a curva pode ter qualquer inclinação. 
Pode existir uma positivamente inclinada, onde 
prevalece o sacrifício crescente do trabalho, mas pode 
existir uma negativamente inclinada, onde prevalece 
os ganhos de escala (os custos caem, quando aumenta 
a escala de produção). 
 
 
 
aula 4 
1) O que é o preço de oferta de uma mercadoria? 
É o preço suficiente para pagar/ mobilizar os esforços 
necessários para a produção de determinada 
quantidade de mercadoria. 
O preço de oferta, da mesma forma que o preço de 
demanda, estão ligados

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