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Alfred Marshall - Resumão

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que 
vemos em introdução a economia, mas não é a forma 
que Marshall pensa). 
Para uma determinada quantidade, você está em 
equilíbrio quando o preço de demanda é igual ao preço 
de oferta. E quando há desequilíbrio, o preço de 
demanda está diferente do preço de oferta. E como se 
dá o ajuste? Marshall fala sobre a margem de dúvida: 
por exemplo, se o preço de oferta é maior que o preço 
de demanda, aqueles que estão na margem de dúvida 
entre produzir ou não, acabam não produzindo -> 
quantidade ofertada diminui. Logo, o ajuste é via 
quantidade. 
A relação entre preço de procura e preço de oferta. 
Preço de oferta de uma dada quantidade, é o preço ao 
qual os ofertantes estão dispostos a levar essa 
quantidade ao mercado, incluindo todos os seus 
custos, lucro, etc. 
O preço de demanda de dada quantidade, é o preço ao 
qual essa quantidade encontra compradores. 
Equilíbrio: para uma dada quantidade, o preço de 
oferta é igual ao preço de demanda. Nessa situação, há 
o repouso, os demandantes estão comprando o que 
querem, ao preço que querem e os ofertantes estão 
vendendo ao preço que desejam. 
Desequilíbrio: preço de demanda é diferente do preço 
de oferta. 
Enquanto o preço de demanda está maior do que o 
preço de oferta, você consegue vender aquela unidade 
por muito mais do que ela te custa. O lucro está sendo 
extraordinário -> você tem estímulos a aumentar a 
produção. 
Quando o preço de oferta é maior que o preço de 
demanda, alguns vão quebrar, outros decair, a 
quantidade cai. 
Se preço de demanda > que preço de oferta: você 
consegue vender por mais do que você precisa e a 
quantidade sobe. 
Se preço de oferta > preço de demanda: Te custa mais 
pra produzir do que pra vender e então, a quantidade 
cai. 
O equilíbrio é estável, quando você tende a voltar para 
ele. As tabelas de procura e de oferta na prática, não 
permanecem alteradas ao longo do tempo, mas, são 
constantemente alteradas e cada variação delas altera 
quantidade e preço de equilíbrio. Assim, desloca-se o 
centro em torno dos quais a quantidade e preço 
tendem a oscilar | As condições de oferta e demanda 
se alteram, e então se altera o centro de equilíbrio em 
torno dos quais preço e quantidade tendem a oscilar; 
agora você tem outro equilíbrio. 
Exemplo: Descobre-se que ao longo do tempo arroz 
causa câncer; agora se tem uma demanda menor de 
arroz. Pra cada quantidade, o preço que se consegue 
cobrar pelo arroz vai ser menor do que antes, por que 
houve uma mudança negativa de gosto em relação a 
esse bem. 
 
Como os agentes vão te levar de uma quantidade q0 e 
P0, para uma relação q1 e p1? 
Q0= equilíbrio | Para a quantidade q0, o preço ao qual 
você consegue compradores (Pd), é igual ao preço que 
os produtores exigem para levar q0 ao mercado, que é 
PO. Essa é a situação de equilíbrio inicial. 
Mas, há uma mudança de gosto em relação a esse 
produto, ou seja, a curva de demanda se desloca para 
a esquerda. Com a nova demanda, não existe mais 
equilíbrio: enquanto a curva de oferta se manteve 
constante, os consumidores estão dispostos a pagar 
menos pelo produto | Os custos para produção do 
produto se mantiveram, mas agora este terá que ser 
vendido por um preço menor. Só vai ser possível 
vender q0 por um preço menor daquele que te cobre o 
custo de produção. No novo preço q1, o equilíbrio está 
estabelecido novamente. 
 
O que faz alterar a curva de oferta? Qualquer coisa que 
faz alterar os custos de produção. 
Aqui, vamos supor algo que reduza os custos de 
produção, como a queda no preço do diesel que 
beneficia uma empresa de frete, fazendo esta cobrar 
menos pelos seus produtos. 
Você estava produzindo q0, agora os seus custos 
diminuíram. A curva de demanda não se alterou, só 
que agora, com custos menores, o preço que eu exijo 
para levar q0 ao mercado é menor do que antes. Agora 
o preço de demanda, é maior que o preço de oferta: as 
pessoas estão ganhando bem mais e então vão 
aumentar a quantidade e conforme você aumenta a 
quantidade, você chega a q1, aonde o preço de 
demanda se igual novamente ao preço de oferta. 
Quando você está em equilíbrio, não precisa alterar 
suas decisões. Está todo mundo satisfeito, não há 
incentivo para produzir mais, nem para produzir 
menos, todos ficam estáticos. 
 
Quando se fala de oferta para Marshall, deve se atentar 
a questão do tempo. 
O tempo de ajuste da oferta: a oferta demora tempos 
diferentes para ajustar. 
Período de mercado: Quando a oferta é fixa, não tem 
como alterá-la. 
Curto prazo: Você tem capacidade de alterar a oferta. 
No curto prazo a capacidade instalada é dada, então 
você tem como ajustar a quantidade, porém dentro de 
um certo limite. 
No longo prazo você pode construir ou fechar fábricas. 
Ex: pergaminhos do século XII – está dada a quantidade 
deles. O que então, determina seu preço? Se tem muita 
ou poca gente querendo comprar os pergaminhos. 
Para ele oferta e demanda determinam valor, mas 
quanto menos você deixa a oferta se ajustar, maior é o 
papel da demanda. E quanto mais tempo a oferta ficar 
se ajustando, maior vai ser o seu papel. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fichamento 1 
Alfred Marshall certamente pode ser colocado entre os 
principais pensadores da Economia Política. 
Determinou conceitos fundamentais até hoje 
utilizados na análise microeconômica e consolidou a 
teoria neoclássica como dominante no pensamento 
econômico. Assim, aprofundando conceitos do 
Marginalismo de Jevons, Marshall deu novos ares à 
análise econômica em comparação com a economia 
política clássica. 
 Talvez a contribuição mais importante, dentre 
tantas outras, desse autor tenha sido a dedução das 
clássicas curvas de oferta e demanda. Alfred Marshall 
dedica boa parte de sua principal obra (Princípios de 
Economia) aos estudos que elucidam como essas duas 
componentes da economia são constituídas e como se 
comportam até alcançar o equilíbrio de mercado. 
Cabe, então, analisar a visão marshalliana acerca delas. 
 A demanda segundo Marshall 
Para Marshall, a definição de demanda é a busca dos 
seres humanos por satisfazer suas necessidades 
através da compra de mercadorias. Quando adquiro 
um bem é com vistas a cumprir um desejo meu. A 
satisfação que surge com essa aquisição é chamada de 
utilidade, também relacionada ao termo necessidade. 
Qual a utilidade, ou seja, qual a necessidade do bem 
que compro e quanto de satisfação ele pode me dar? A 
medição desse fator nunca é direta, mas é, na 
Economia, feita pela determinação dos preços. O preço 
de um bem no mercado é o sinal mais eficiente, 
segundo Marshall, da sua capacidade de me satisfazer, 
ou seja, de sua utilidade. 
A utilidade total da aquisição de várias quantidades de 
uma mercadoria é sempre crescente. Mas ela aumenta 
a taxas decrescentes. Quando estou 10 horas sem 
tomar água, minha sede é tamanha que um gole de 20 
ml consegue diminui-la muito. Ele possui alta utilidade. 
Se eu tomar mais do mesmo volume, me satisfaço 
consideravelmente, mas menos do que antes. O 
segundo nível de utilidade é ainda alto, mas menor do 
que o primeiro. E assim vou tomando mais e mais até 
que as utilidades dos acréscimos sucessivos vão 
diminuindo a tal ponto que fico em dúvida se tomo 
mais 20 ml ou não. A decisão de tomar esse último gole 
é uma decisão marginal. Podemos dizer, portanto, que 
a utilidade marginal decresce a cada acréscimo de 
quantidade. Se aplicarmos o mesmo raciocínio na 
compra de uma mercadoria, a aquisição última dela é 
chamada de compra marginal, uma vez que mede a 
margem de dúvida se devo ou não comprar, tendo em 
vista o quanto de utilidade ela pode me trazer. O preço 
dessa aquisição, por sua vez, é denominado preço de 
procura marginal. Ele sempre diminui conforme mais 
de um mesmo bem é comprado, já que o benefício 
marginal decresce a cada acréscimo

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