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ABORDAGEM INICIAL AO PACIENTE GRAVE (POR REBECA ZILLI)

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ABORDAGEM INICIAL AO PACIENTE GRAVE 
 POR 
 
Rebeca Zilli 
Emergência e urgência são conceitos diferentes, mas que muitas vezes são usados como sinônimos 
erroneamente. É importante saber a diferença entre eles, pois vão determinar abordagens diferentes aos 
pacientes de acordo com a condição como chegam ao atendimento médico. 
Urgências são ocorrências que necessitam atendimento 
rápido, não pode ser adiado, pois se houver demora corre-
se o risco de morte. 
Por exemplo: fraturas, luxações, dengue. 
Emergências são ocorrências mais graves que urgências, 
que necessitam de atendimento imediato frente à uma 
condição crítica com risco iminente de morte. 
Por exemplo: hemorragias importantes, PCR. 
Para essas ocorrências, a abordagem é baseada em 
protocolos que esquematizam o atendimento, como o 
Protocolo de Manchester representado ao lado, que utiliza 
de pulseiras coloridas para sinalizar o nível de gravidade de 
cada caso. 
 
Para atuar em situações de emergência, o profissional deve deter qualidades como calma, conhecimento, 
treinamento, experiência, pró-atividade, de modo a saber definir prioridades: 
 Quem deve ser atendido primeiro? 
 Quais dados da história clínica e exame físico devo buscar primeiro? 
 Qual conduta tomar inicialmente? 
 
 
Além disso, é fundamental saber: 
1. Identificar um paciente potencialmente grave; 
2. Sempre pedir ajuda (como preconizam os protocolos); 
3. Colher história direcionada; 
4. Fazer exame físico objetivo (ABCDE); 
5. Obter correto diagnóstico; 
6. Tomar conduta necessária. 
 
 
IDENTIFICANDO PACIENTES CRÍTICOS 
Apesar de afecções em qualquer órgão ou sistema terem potencial de gravidade, é importante identificar 
rapidamente os pacientes críticos, o que é feito, como regra geral, pela avaliação de afecções que ocorrem 
nos três principais sistemas: respiratório, cardiovascular, SNC. Sinais e sintomas destes fazem do paciente 
prioridade no atendimento na Emergência: 
1. Rebaixamento agudo do nível de consciência 
É importante colher a glicemia capilar para avaliar hipoglicemia em um doente neurológico. 
 
2. Alterações importantes nos sinais vitais 
→ FR > 36, FR < 8 ou uso de musculatura acessória 
→ Sat O2 < 90% 
→ FC > 110 ou < 40 
 → PAS < 90 mmHg 
→ Enchimento capital > 3s 
 
 
 
3. Achados potencialmente emergenciais 
 Precordialgia ou dor torácica; 
 Febre com suspeita de neutropenia; 
 Suspeita de obstrução de via aérea; 
 Alteração neurológica aguda; 
 Dor intensa; 
 Hematêmese, enterorragia ou hemoptise; 
 Intoxicações agudas. 
 
EXAME FÍSICO MÍNIMO NO PACIENTE GRAVE 
► exame neurológico mínimo: Glasgow, déficits motores nos quatro membros, pupilas, meningismo; 
► exame cardiovascular mínimo: ausculta cardíaca nos 4 focos (avaliar ritmo, sopros, b3, abafamento de 
bulhas), procura de estase jugular, avaliar perfusão periférica e de pulsos periféricos (presença e simetria); 
► exame pulmonar mínimo: ausculta pulmonar em pelo menos quatro campos pulmonares (procura de 
crepitação, sibilo, derrames, roncos) e inspeção sob o uso da musculatura acessória; 
► exame abdominal mínimo: sinais de peritonismo, dor, massas e visceromegalias; 
► exame de membros: edemas, empastamento de panturrilhas; 
► aspecto geral: mucosas, estado geral, hidratação, cianose, icterícia, petéquias, palidez cutânea. 
Em uma emergência, devo sempre priorizar o exame do sistema compatível com a queixa do paciente. 
 
Os pacientes potencialmente emergenciais devem ser avaliados dentro da sala de emergência, seguindo 
protocolos estabelecidos, de modo a obter sinais vitais e glicemia capilar, esclarecer a queixa, avaliar fatores 
de risco, realizar exame físico mínimo direcionado, além de uma equipe bem treinada e em sincronia. 
OBS.: é importante sempre perguntar ao paciente ou familiar se há exames complementares, receitas 
médicas ou se o paciente faz acompanhamento médico.

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