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caderno de processo IV

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Faculdade Baiana de Direito 2020.2 Rachel Abreu 
CADERNO DE PROCESSO CIVIL IV
PROVA 01: disponibilização em 21/09 e entrega em 26/09
PROVA 02: disponibilização em 30/11 e entrega em 05/12
1ª UNIDADE
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA TUTELA JURISDICIONAL EXECUTIVA 
1. CONCEITO DE EXECUÇÃO – o seu conceito está ligado ao conceito de direito de uma prestação; e o conceito de uma prestação é um conceito de direito civil que é – o direito subjetivo conferido a alguém para exigir de outrem o comprimento de uma prestação de fazer, de não fazer, pagar quantia ou entregar coisa distinta de dinheiro; esse direito é um direito que se realiza no mundo dos fatos, o que significa dizer que para que esse direto seja satisfeito é preciso que o devedor adote algum comportamento material. 
Se o direito a uma prestação for desrespeitado surge o que se chama de inadimplemento ou lesão, e como no ordenamento jurídico não se admite a auto tutela a pretensão que decorre da tutela terá que ser deduzida em juízo, buscando o credor uma tutela jurisdicional executiva e é dai que surge o conceito de execução – execução é a busca pela satisfação de direito de uma prestação (relação com os prazos prescricionais) 
Os prazos prescricionais são aqueles que se tem, previstos em lei, para que se exerça em juízo uma pretensão ligada a um direito 
A execução não se liga ao direito potestativo – o direito potestativo é aquele conferido a alguém de submeter outrem a criação, extinção, ou modificação de uma situação jurídica. Diferentemente do que ocorre com direito a uma prestação, que se realiza nos mundos dos fatos, o direito potestativo se realiza no plano normativo, ou seja, basta a palavra do juiz para que sejam criadas, extintas ou modificas situações jurídicas, quando reconhecido o direito potestativo, não há nenhuma conduta que se possa exigir ao sujeito passivo para que o direito seja considerado. Por isso que o direito potestativo não se liga a execução, já que ele independe da execução. 
Alguns direitos potestativos se submetem a atos de documentação com finalidade de publicidade, e há quem diga que esses atos são atos de execução impropria (Priscila não concorda com isso)
A realização de um direito potestativo pode fazer surgir como efeito anexo direitos a uma prestação passiveis de execução...
A execução voluntaria – cumprimento: é aquela que se realiza voluntariamente pelo devedor 
A execução forçada – aquela que se realiza a partir de medidas executivas que visam forçar o devedor ao cumprimento da obrigação 
2 – TECNICAS DA EXECUÇÃO: atualmente existem duas técnicas:
 a da execução em processo autônomo: a que se desenvolve em um processo independe e que tem como finalidade principal a execução
- execução fase: aquele que se desenvolve em uma etapa de um processo já instaurado; essa é a técnica preferencial hoje em dia, mas nem sempre foi assim, quando ela não existia, a parte tinha que iniciar um processo autônomo de conhecimento e posteriormente um processo autônomo de execução; 
Em 1994 houve uma mudança legislativa que passou a admitir que decisões sobre obrigações de fazer e não fazer podiam ser executas no mesmo processo em que fossem proferidas 
Em 2002 a mesma coisa aconteceu em relação sobre obrigações de entregar coisas distintas de dinheiro. 
Somente em 2005 é que se passou a admitir a execução de obrigações no mesmo processo em que proferidas na mesma fase do processo e é aí que surge a preferência da execução fase. Apesar da técnica preferencial ser essa, ainda existe a técnica da execução autônoma e ela pode ser usada nos casos de: títulos extrajudiciais; quando fundada em alguns títulos executivos judiciais (sentença arbitral; sentença estrangeira homologada; decisão interlocutória estrangeira; sentença penal condenatória transitada em julgado) isso acontece porque embora haja um processo jurisdicional anterior, ele não é nacional, estatal, civil. 
3 – CLASSIFICAÇÃO DA EXECUÇAO: 
 – EXECUÇÃO COMUM: leva em consideração o procedimento. serve a uma generalidade de créditos. Ex: a execução de obrigação de pagar quantia 
- EXECUÇAO ESPECIAL: serve a créditos específicos. Ex: execução de alimentos; execução fiscal; execução contra a fazenda publica 
Tem importância prática; importante para a cumulação de execuções; art. 780, CPC diz que é possível a cumulação de execuções – execução fundada em mais de um título executivo e que mais de um pedido seja formulado em uma execução; alguns requisitos devem ser cumpridos para que haja a execução cumulada e um deles é a identidade de ritos. Para que seja possível a cumulação de execução é necessária que elas se submetam ao mesmo rito, se elas se submetem ao mesmo rito elas são admissíveis para serem cumuladas, já se seus ritos não são iguais, elas não se cumulam. (Enunciado 27 da sumula do STJ – cumulação de execuções)
-EXECUÇAO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL: Leva em conta o ambiente em que a execução é processada 
- JUDICIAL: aquela que se processa no poder judiciário, a mais comum 
-EXTRAJUDICIAL: aquela que se desenvolve fora do poder judiciário. EX: aquela que decorre do descumprimento de um contrato de alienação fiduciária em garantia de um imóvel. 
- EXECUÇÃO FUNDADA EM TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL (CUMPRIMENTO DE SENTENÇA) E EXECUÇÃO FUNDADA EM TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL: leva em conta o título em que se funda a execução; essa classificação tem importância pratica porque é importante saber se ela é de título judicial ou extrajudicial já que seus ritos são diferentes, suas regras de competências são diferentes e o conteúdo da defesa do executado é diferente 
- EXECUÇAO DIRETA E EXECUÇAO INDIRETA: leva em conta os meios executivos que serão utilizados; tem relação com as decisões executivas diretas (aquelas que certifica e efetiva direitos a uma prestação mediante a aplicação de meios executivos diretos = aquela através da qual o juiz ou um terceiro cumpre a obrigação no lugar do devedor mas suas expensas; isso significa que o comportamento do devedor aqui não é importante para o cumprimento da obrigação. Ex: desapossamento mediante busca e apreensão; expropriação – conversão de um bem em dinheiro) quando se aplicam esses meios diretos, se fala em decisão direta; decisões mandamentais são aquelas que certificam e efetivam direitos a uma prestação mediante a aplicação de meio executivo indireto = aquele através do qual se força psicologicamente o devedor a cumprir ele mesmo a prestação (ex: prisão civil; multa; abatimento de honorários). A execução que se aplica medida executiva indireta é chamada de execução indireta. 
- EXECUÇAO DEFINITIVA E EXECUÇAO PROVISÓRIA: leva em conta a definitividade ou provisoriedade do título em que se funda a execução; se ele é provisório, a execução também será; se ele é definitivo, a execução também será.
Houve um tempo em que a diferença em que a diferença entre as duas execuções é que uma chegava ao fim e a outra não, hoje em dia a diferença é que a definitiva é aquela que chega ao fim sem maiores exigências ao credor exequente; já a provisória é aquela que também chega ao fim impondo-se maiores exigências ao credor exequente. Isso acontece porque a execução definitiva é fundada em título definitivo e por isso não passível de alteração. 
Obs.: a execução de título executivo extrajudicial é sempre definitiva. 
Já a execução de título judicial pode definitiva ou provisória. Será definitiva quando o título é definitivo (quando ele já transitou em julgado); e será provisória quando estiver fundada em título provisório (quando ele ainda é passível de modificação – pois pende contra ele o julgamento um recurso não dotado de efeito suspensivo)
OBS: nem todo título executivo judicial é passível de execução provisória, somente a decisão jurisdicional nacional estatal civil, ou seja, ou outros títulos executivos judiciais não comportam execução provisória.
OBS: Se a decisão jurisdicional nacional estatal civil for objeto de um recuso dotado de efeito suspensivo, não cabe

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