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caderno de empresarial

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Faculdade Baiana de Direito 2020.2 Rachel Abreu 
CADERNO DE EMPRESARIAL 
PROVA 01: 06/10 ao vivo
PROVA 02: 24/11 ao vivo 
Wpp: (71) 98103-8030 
E-mail: trabalhosdeempresarial@gmail.com
1ª UNIDADE
Datas e temas do seminário: 
15/09 – Legaltechs/lawtechs
22/09 – Analytics e jurimetria
29/09 – Conciliação on-line 
20/10 – Automatização de acórdãos o artigo deve ter: apresentação do tema; fundamentação; desenvolvimento dos problemas; ... e conclusão; entre 15 e 25 páginas; regras das ABNT; valor de 3,0 pontos 
27/10 – Criptomoedas e blockchain
03/11 – advocacia e AI
10/11 – IOT (internet das coisas) e BIGDATA
17/11 – automação e gestação de documentos 
AULA 01 
O mundo hoje em dia se tornou capitalista porque é o sistema que melhor se adapta a essência do ser humano, uma vez que o ser humano sempre busca uma completude que o capitalismo pode promover. O que não se sabe é ate quando o mundo vai aguentar a exploração desse capitalismo. 
O direito empresarial é o ramo do direito que visa estudar as atividades empresariais e suas vertentes. 
- Inicialmente será tratada duas teorias que serviram como base para o direito empresarial atual: 
TEORIA DOS ATOS DE COMERCIO: surgiu em 1808 na França; os burgueses criaram uma cultura jurídica – a cultura dos códigos, que nasce para regulamentar a vida (código civil e o código comercial); nesse momento o poder passa a emanar da lei e não mais da divindade. O direito do comercio era visto como um direito de classe, feito pelos próprios burgueses e por isso muitos privilégios eram concedidos aos comerciantes da época, por isso essa cultura de privilégios permanece até os dias de hoje, existindo até os dias de hoje privilégios que existiam naquela época (ex: menos impostos para as pessoas jurídicas; no ordenamento existem 2 formas de reorganização da atividade empresarial em crise); primeira característica dessa teoria foi a bipartição do direito em dois ramos (direito civil e comercial - o direito comercial é destinado a regulamentar as relações estabelecidas entres os burgueses, já ao direito civil, coube regulamentar as relações estabelecidas entre os nobres. O direito comercial da época nasce com uma feição classista, ou seja com a intenção de proteção da classe dos burgueses.);a outra característica foi não trazer nenhum conceito estruturante com essa teoria para não se limitar conceitos da matéria para os nobres não obterem os privilégios do direito comercial; a opção dessa teoria foi simplesmente listar os atos considerados de comercio, pois eram os atos praticados pelos burgueses (comércio em sentido estrito; a indústria; os bancos; e os seguros – atividade de assunção de riscos) Para Rocco atos que comercio eram aqueles marcados essencialmente marcados pela interposição; porem a interposição é muito abrangente e pega muitas outras relações que não são empresariais, por isso essa sua ideia foi muito criticada; com isso, surge a próxima teoria.
TORIA DA EMPRESA: surgiu em 1942 na Itália; o objetivo dessa teoria é corrigir os defeitos e preencher as lacunas da teoria anterior; a maior lacuna foi a ausência de um conceito fundamental, que vai aparecer nessa; o código civil italiano no art. 2082 apresentou o conceito de empresário, assim como o código civil brasileiro no seu art. 966 – as duas diferenças desses conceitos são: idiomas e verbos que iniciam a frase – no brasil é considerar e no italiano é ser; o outro problema da teoria anterior era a bipartição do direito em dois grandes ramos, nessa teoria vai haver a reunificação do direito privado com o Código Civil italiano, mas no final esses ramos não foram reunificados por conta do tempo que eles ficaram separados o que gerou a superespecialização dos dois ramos inviabilizando essa união, ou seja, as duas disciplinas continuam autônomas. Quem mais defendeu a reunificação foi um professor chamado Cesare Vivante; o primeiro a propor essa reunificação foi um professor brasileiro, baiano Augusto Teixeira de Freitas em 1864 (fixação de um conceito e tentativa de reunificação do direito privado) 
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.
- Esse é o artigo que estabelece a distinção entre o direito civil e o direito empresarial. 
- ELEMENTOS DO CONCEITO DE EMPRESÁRIO: 
- Profissionalmente (habitualidade; pessoalidade e o monopólio de informações)
· Ser habitual 
· A pessoalidade significa que aquela atividade deverá ser exercida em nome daquele empresário, tanto ele ou quem ele contratar
· O monopólio das informações significa que o empresário precisa saber todas as informações relacionadas ao consumo ou serviço que ele oferece, pois ele é obrigado a compartilhar com seus consumidores essas informações (eventuais riscos que o produto oferece; defeitos...)
O empresário comporta 3 espécies: 
- O empresário individual = sem divisão entre a PF e a PJ; com patrimônio ilimitado para responder sobre as obrigações do negócio 
- A sociedade empresário = é um PJ formada por sócios que podem ter responsabilidades limitadas ou ilimitadas pelas razoes sociais, porem esses sócios não confundem suas personalidades jurídicas com a sociedade 
- EIRELI Empresa Individual de Responsabilidade Limitada = é uma PJ formada por um único titular que não se confunde com a personalidade jurídica da EIRELI
- Atividade econômica com intuito lucrativo = atividades econômicas não são exclusivas das atividades empresariais, a diferença está no intuito lucrativo, a atividade empresarial está na obtenção do lucro; porém, existem algumas atividades civis que também perseguem o lucro (advocacia), para saber a diferença entre essas atividades, deve se observar os elementos de empresário trazidos pelo artigo do código; depois se afirmar que “quem não tem intuito lucrativo não é empresário”, ou seja, havendo intuito lucrativo, deve se observar se há o profissionalismo e a organização, caso haja, é uma atividade empresarial. 
- Organizada = é a articulação dos 4 fatores de produção (capital – pode ser próprio ou não; insumos – matéria prima empregada naquela atividade; mão de obra – direta (aquela que tem vínculo empregatício) ou indireta (aquela que NÃO tem vínculo empregatício); e tecnologia – aprimoramento da técnica para atender a demanda) 
- Para produção/circulação de bens e serviços (não para Glicério) 
OBS: Para Alberto Asquini a empresa teria 4 perfis: o subjetivo (empresário); objetivo (estabelecimento empresarial); funcional (empresa); corporativo (prepostos); já para Júlio Von Gierke, a empresa teria apenas os 3 primeiros perfis 
- O cc não conceitua empresa por não ser coisa nem pessoa, mas pode ser entendida como sinônimo de atividade. 
Para Vincenzo Buonocore: defendia que contratar mão de obra não poderia ser requisito para conceituar empresário 
Já para Evaristo de Morais Filho é imprescindível contratar mão de obra, por conta da gestão de negócios. Essa é a tese que prevalece hoje em dia 
- HIPOTESES DE ATIVIDADE CIVIL: aqueles que não são empresários 
1ª – EXCLUDENTE: não será empresário aquele que não atender a qualquer dos requisitos do artigo 966, CC. 
2ª – PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 966, CC: profissional intelectual = Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. (médico; músico; advogado; pintor; escultor...) essa regra do profissional intelectual pode ser aplicada para advocacia, integralmente? 
RESPOSTA: o escritório pode ser estruturado de forma empresarial,

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