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121 pág.
manual de dentística, com teoria e pratica ilustradas

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ORGANIZADORES: 
LUCIANA VILAR DE OLIVEIRA DINIZ
MARCOS AURÉLIO VASCONCELOS LIMA JUNIOR
AUTORES 
LUCIANA VILAR DE OLIVEIRA DINIZ 
RUBENIA CRISTINA GOMES DE MEDEIROS 
ANA CAROLINA LOUREIRO GAMA MOTA
ANA CLÁUDIA DE ARAÚJO FERREIRA
ANA CAROLINE MELO DE QUEIROZ OLIVEIRA
FERNANDA CAMPOS
CO-AUTORES: 
BIANNE MARIA DE MELO COSTA 
GIULLIANA DE ANDRADE SILVA 
JULIANA KELLY DE MEDEIROS
LUANA DA SILVA MEDEIROS
ROBERTO LUCENA TAVARES JUNIOR
VICTOR ARAÚJO GOMES 
VICTORYA DE LIMA SPINELLIS DO NASCIMENTO
COLABORADOR
ANDERSON DA SILVA SARMENTO 
 
PROJETO GRÁFICO 
NÚCLEO DE PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS (NPI)
RAIFF PIMENTEL FÉLIX ALMEIDA
D414 
Dentística/ Organizado por Luciana Vilar de Oliveira Diniz, 
Marcos Aurélio Vasconcelos Lima Junior. Unipê- João 
Pessoa, 2018.
121p. v. III
Coleção: Manuais Aplicativos em Clínica Odontológica
ISBN 978-85-87868-59-6
1. Odontologia. 2. Restauração 3. Dentística. I. Título.
UNIPÊ / BC CDU 616.314-74 
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PREFACIO
 A Odontologia é a ciência que estuda e trata alterações e/ou 
patologias relativas à face, cavidade bucal e pescoço, e as “Diretrizes 
Curriculares de Odontologia”, orienta a capacitação dos futuros 
profissionais na execução das especialidades de forma a integrá-las.
Respeitando-se essas diretrizes, o curso de graduação em 
odontologia do UNIPE, confeccionou em 2018.1, manuais aplicativos 
de algumas especialidades, para auxiliar aos no entendimento e 
na integração dos saberes de forma contextualizada. Buscou-se 
seguir o que há de mais atual no exercício da profissão, baseando-
se na literatura e em técnicas operatórias de autores consagrados 
em nível mundial. Pois, em meio à existência de diversas escolas, 
importante se faz a adoção de caminhos que norteiem uma formação 
generalista, mas baseada em protocolos específicos. 
 Dentre as especialidades Odontológicas, a Dentística, 
também conhecida por ‘Odontologia Estética’, é um ramo que 
possibilita a restauração direta ou indireta de um elemento dentário 
e/ou grupo de dentes, restabelecendo a função desses, minimizando 
ou solucionando problemas de saúde, resultando em melhoria da 
aparência estética. Para tanto, os profissionais dessa especialidade 
lançam mão da área cosmética e restauração dental, utilizando-se 
de técnicas específicas e de materiais bio-compatíveis.
 O manual aplicativo da Dentística foi criado com intuito de 
condensar os conteúdos abordados nesse componente da graduação 
em Odontologia do UNIPÊ, em comum acordo com a literatura 
científica vigente na atualidade. Objetiva-se facilitar o entendimento 
e a comunicação entre os docentes e discentes em formação, durante 
as práticas laboratoriais e/ou atendimentos clínicos, a fim de que 
haja sucesso na aplicabilidade do conteúdo.
 Esse manual foi cuidadosamente elaborado pela equipe de 
professores desse componente e alguns alunos aprovados numa 
seleção, que após reuniões de planejamento e discussão da forma 
mais adequada para confecção, de forma a facilitar o entendimento 
dessa ciência basilar para o cotidiano do profissional cirurgião 
dentista.
 O manual é dividido em capítulos que abordam diversos 
conteúdos que possibilitam do planejamento à finalização dos 
mais diversos procedimentos, incluindo a avaliação diagnóstica, 
procedimentos preventivos, curativos e reabilitadores. Utilizando-
se de uma linguagem atual e de fácil entendimento, aliada a inúmeras 
imagens, que facilitam sobremaneira o entendimento e a fixação do 
conteúdo programático previsto.
Prof. Laudenice de Lucena Pereira 
Coordenadora Adjunta do Curso de Graduação em Odontologia – UNIPÊ
Especialista em Dentística, Mestre em Diagnóstico Oral e Doutora em Patologia.
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4 - TRATAMENTO 
CONSERVADOR DA POLPA 
1 - PREPARO CAVITÁRIO 
PARA AMÁLGAMA
5 - RESTAURAÇÕES EM 
AMÁLGAMA CLASSE I E II
2 - ISOLAMENTO 
DO CAMPO OPERATÓRIO
6 - RESTAURAÇÕES EM RESINA 
COMPOSTA EM DENTES 
POSTERIORES
9 - FACETAS, ENCERRAMENTO 
DIAGNÓSTICO E MOCK-UP
3 - SISTEMA DE 
MATRIZES E CUNHAS
7 - RESTAURAÇÃO DE 
DENTES ANTERIORES COM 
RESINA COMPOSTA
10 - RESTAURAÇÕES INDIRETAS 
EM DENTES POSTERIORES
8 - TRATAMENTO DAS LESÕES 
CERVICAIS NÃO-CARIOSAS 
E HIPERSENSIBILIDADE 
DENTINÁRIA
11 - RESTAURAÇÕES 
EM DENTES TRATADOS 
ENDODONTICAMENTE
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PREPARO CAVITÁRIO PARA AMÁLGAMA 
 
\LUCIANA VILAR DE OLIVEIRA DINIZ | RUBENIA CRISTINA GOMES DE MEDEIROS | 
VICTORYA DE LIMA SPINELLIS DO NASCIMENTO | VICTOR ARAÚJO GOMES 
CAPÍTULO 1
Embora seja muito discutido o uso do amálgama na atualidade por causa da presença do mercúrio e pela estética 
desfavorável, ainda é utilizado em restaurações de dentes posteriores, principalmente por seu baixo custo, por 
suas excelentes propriedades físicas e resultados de alta qualidade, com grande durabilidade. Como desvantagem, 
esse material não apresenta adesão à estrutura dental, tornando necessário que características específicas sejam 
realizadas no preparo, para que o conjunto dente-restauração consiga dissipar as forças mastigatórias. 
Preparo que envolve região de cicatrículas e fissuras de dentes posteriores, ⅔ oclusais das faces vestibular e 
lingual dos molares e ou a face lingual de incisivos superiores. 
• Plástico para bancada
• Lápis 
• Pinça clínica
• Sonda exploradora n°5
• Espelho clínico plano
• Turbina de alta rotação 
• Broca n°245 (cone invertido com extremidade arredondada) 
• Manequim
• EPI 
INTRODUÇÃO
PREPARO CAVITÁRIO CLASSE I 
MATERIAIS 
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• Sonda exploradora n°5
• Espelho clínico plano
• Turbina de alta rotação 
OBJETIVOS
TÉCNICA DO PREPARO
FORMA DE CONTORNO 
BIOLÓGICO: 
MECÂNICO: 
FORMA DE RESISTÊNCIA E RETENÇÃO 
acesso à lesão e remoção do tecido cariado 
forma de contorno, forma de resistência, forma de retenção, forma de conveniência. 
Delimita-se a área que será incluída no preparo, preservando, se possível, as estruturas de reforço do dente, 
como vertentes de cúspides e cristas marginais. A profundidade deve corresponder à metade da ponta ativa da broca 
e a largura aproximadamente 1/4 da distância entre os vértices das cúspides vestibular e lingual. A extensão da 
cavidade no sentido mesiodistal deverá preservar ao máximo as cristas marginais.
OBS.: Quando duas ou mais cavidades distintas encontram-se separadas por estrutura dental sadia MENOR que 1mm, 
deverá ser englobada no preparo. 
Forma dada à cavidade para que o conjunto dente-restauração resista aos esforços mastigatórios e a condensação 
do material restaurador. 
• Cavidades muito rasas não são compatíveis com o amálgama dental pois, necessitam de uma espessura mínima 
de 1,5 mm para oferecer resistência adequada; 
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• A parede pulpar deve ser plana e perpendicular ao longo eixo do dente, ou seja, a broca deve estar paralela 
mantendo uma profundidade uniforme (exceto nos pré-molares, que necessitam de uma ligeira inclinação para 
lingual, deixando a parede oblíqua para evitar a exposição do corno pulpar vestibular). Caso esteja irregular, a 
cavidade deve ser preenchida com uma base protetora com o objetivo de planificar a parede;
• As paredes circundantes vestibular, lingual, mesial e distal devem ser paralelas entre si ou convergentes para 
oclusal, formando um ângulo de 70° que proporciona uma cavidade auto retentiva. Quando isso não for possível, 
as paredes mesial e distal devem ser levemente divergentes;
• Todos os ângulos internos devem ser arredondados, visto que ângulos vivos atuam como pontos de concentração 
de tensões e podem levar à fratura do