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Direitos Humanos

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dos conflitos internacionais por meio da mediação e 
do arbitramento já havia sido defendida por alguns estadistas, especialmente o 
presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson. Contudo, a recusa do Congresso 
norte-americano em ratificar o Tratado de Versalhes acabou impedindo que os Estados 
Unidos se tornassem membro do novo organismo. 
Com fim da 1º guerra mundial (1914-1918), os países vencedores se reuniram em 
Versalhes, no subúrbio de Paris na França, em janeiro de 1919 para firmar um tratado 
de paz, o Tratado de Versalhes. Um dos pontos do tratado era a criação de um 
organismo internacional que tivesse como finalidade assegurar a paz num mundo 
traumatizado pelas dimensões do conflito que se encerrara. 
Em 15/11/1920, teve lugar em Genebra/Suíça, a 1º Assembleia Geral da Liga das 
Nações. Os objetivos da organização eram impedir as guerras e assegurar a paz, a 
partir de ações diplomáticas, de diálogos e negociações para a solução dos litígios. 
Porém, infelizmente não se conseguiu impedir a 2º guerra. A Liga das nações segundo 
a profa. dra. Flávia Piovesan: tinha como finalidade promover a cooperação, paz e 
segurança internacional, condenando agressões externas contra a integridade 
territorial e a independência política dos seus membros. 
O Brasil aderiu desde o início à Liga das Nações, porém por ato isolado do presidente 
da República Artur Bernardes que após seis anos se desligou (denunciou) do tratado 
sem a anuência do Congresso Nacional. Já os Estados Unidos não ratificaram o tratado. 
As eleições para o congresso americano (Senado) em 1918 deram a vitória ao Partido 
Republicano que era oposição ao Presidente Woodrow Wilson, portanto o Partido 
Republicano que assumiu o controle do Senado por duas vezes bloqueou a ratificação 
do tratado de Versalhes, favorecendo o isolamento do país opondo-se à Sociedade das 
Nações. 
Assim, os Estados Unidos nunca aderiram à Sociedade das Nações e negociaram em 
separado uma paz com a Alemanha: o Tratado de Berlim de 1921, que confirmou a 
pagamento de indenizações e de outras disposições do Tratado de Versalhes, mas 
excluiu explicitamente todos os assuntos relacionados com a Sociedade das Nações. 
Sem a participação americana e não possuindo forças armadas próprias, o poder de 
coerção da Liga das Nações baseava-se apenas em sanções econômicas e militares. Sua 
atuação foi bem-sucedida no arbitramento de disputas nos Bálcãs e na América Latina, 
na assistência econômica e na proteção a refugiados, na supervisão do sistema de 
mandatos coloniais e na administração de territórios livres como a cidade de Dantzig. 
Mas, ela se revelou impotente para bloquear a invasão japonesa da Manchúria (1931), 
a agressão italiana à Etiópia (1935) e o ataque russo à Finlândia (1939). Em abril de 
1946, o organismo se autodissolveu, transferindo as responsabilidades que ainda 
mantinha para a recém-criada Organização das Nações Unidas, a ONU. 
A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO 
A OIT foi criada em 1919, como parte do Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira 
Guerra Mundial. A sua constituição converteu-se na Parte XIII do Tratado de Versalhes 
(1919). Fundou-se sobre a convicção primordial de que a paz universal e permanente 
somente pode estar baseada na justiça social. É a única das agências do Sistema das 
Nações Unidas com uma estrutura tripartite, composta de representantes de governos 
e de organizações de empregadores e de trabalhadores. A OIT é responsável pela 
formulação e aplicação das normas internacionais do trabalho (convenções e 
recomendações). 
As convenções, uma vez ratificadas por decisão soberana de um país, passam a fazer 
parte de seu ordenamento jurídico. O Brasil está entre os membros fundadores da OIT 
e participa da Conferência Internacional do Trabalho desde sua primeira reunião. Na 
primeira Conferência Internacional do Trabalho, realizada em 1919, a OIT adotou seis 
convenções. 
Em 1944, à luz dos efeitos da Grande Depressão e da 2º Guerra Mundial, a OIT adotou 
a Declaração da Filadélfia como anexo da sua Constituição. A Declaração antecipou e 
serviu de modelo para a Carta das Nações Unidas e para a Declaração Universal dos 
Direitos Humanos (DUDH). 
Em junho de 1998 (86º sessão) foi adotada a Declaração da OIT sobre os Princípios e 
Direitos Fundamentais do Trabalho e seu Seguimento. O documento é uma 
reafirmação universal da obrigação de respeitar, promover e tornar realidade os 
princípios refletidos nas Convenções fundamentais da OIT, ainda que não tenham sido 
ratificadas pelos Estados-membros. 
Atualmente a OIT estabeleceu um patamar mínimo de proteção dos trabalhadores e 
conseguiu identificar os sujeitos de proteção, tais como crianças, gestantes e idosos. 
A OIT tem sede em Genebra/Suíça. 
DIREITO HUMANITÁRIO 
As Convenções de Genebra (1949) e seus Protocolos Adicionais são a essência do 
Direito Internacional Humanitário (DIH), o conjunto de leis que rege a conduta dos 
conflitos armados e busca limitar seus efeitos. Eles protegem especificamente as 
pessoas que não participam dos conflitos (civis, profissionais de saúde e de socorro) e 
os que não mais participam das hostilidades (soldados feridos, doentes, náufragos e 
prisioneiros de guerra). Os sistemas de Direitos Humanos: 
Sistema Universal: composto pela Carta da ONU (1945), Declaração Universal dos 
Direitos Humanos (1948) e Pactos Internacionais (1966) docs tb chamados de Carta 
Internacional de Direitos Humanos (International Bill of Rights). 
Sistemas Regionais: temos 3 – Europeu, Americano e Africano. Para cada sistema 
regional temos um documento de referência. 
Europeu – Convenção Europeia de DH (1950); Americano – Convenção Americana 
sobre DH (1969) conhecida como pacto de São José da Costa Rica; Africano – Carta 
Africana de DH e carta dos povos (1981). 
O nosso sistema regional é o americano filiado a OEA. A convenção Americana Sobre 
os DH, conhecida como Pacto de São José da Costa Rica, é o documento mais 
importante de DH no âmbito do sistema regional. 
QUANTO A ORIGEM DA ONU 
Organização das Nações Unidas foi um nome concebido pelo então Presidente dos 
EUA, Franklin Roosevelt utilizado pela primeira vez na Declaração das Nações Unidas 
de 12 de janeiro de 1942, quando os representantes de 26 países assumiram o 
compromisso de que seus governos continuariam a lutar contra as potências do Eixo. 
A Carta das Nações Unidas foi elaborada pelos representantes de 50 países presentes à 
Conferência sobre Organização Internacional, que se reuniu em São Francisco de 25 de 
abril a 26 de junho de 1945, a Polônia não teve representante na conferência, mas 
assinou a declaração posteriormente e se tornou o 51º país fundador das nações 
unidas. 
As Nações Unidas, entretanto, começaram a existir oficialmente em 24 de outubro de 
1945, após a ratificação da Carta pela China, Estados Unidos, França, Reino Unido e a 
ex-União Soviética, bem como pela maioria dos signatários. Por isso, no dia 24 de 
outubro é comemorado em todo o mundo o "Dia das Nações Unidas". 
A ONU é fruto da incompetência do órgão anterior, denominado Sociedade das Nações 
(ou Liga das Nações). A ONU surge depois da 2º guerra mundial, em 26/06/1945, após 
o término da Conferência de São Francisco. Os propósitos da ONU são basicamente 
manter a paz e a segurança internacionais. 
A ONU tem 51 países como membros fundadores, incluso o Brasil, atualmente a ONU 
tem 193 países membros, sendo o último país que se integrou o Sudão Sul. Trata-se de 
uma organização internacional intergovernamental. Trata-se de uma organização 
vocacional mundial, cujo objetivo inicial é evitar uma 3º guerra mundial e promover a 
Paz. 
A criação da ONU junto com suas agências e órgãos especializados, iniciou uma nova 
ordem mundial, criando novas condutas e padrões internacionais. As Nações Unidas 
são regidas por uma série de propósitos e princípios básicos aceitos por todos os 
Países-Membros