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RESUMO SOBRE OTITE MÉDIA

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RESUMO SOBRE OTITE MÉDIA 
OTITE MÉDIA (OM): é uma infecção supurativa da orelha média. 
OM recorrente é definida pela ocorrência de seis ou mais episódios de OM aguda nos primeiros 6 anos de vida (ocorre em 12% da população geral), sendo estas crianças consideradas propensas à otite. Anomalias craniofaciais e imunodeficiências frequentemente estão associadas com OM recorrente.
ETIOLOGIA: viral ou bacteriana.
Bactérias mais comuns: Streptococcus pneumoniae (frequente em crianças que frequentam creches), Haemophilus influenzae não tipável, Moraxella catarrhalis e, com menor frequência, estreptococo do grupo A.
Vírus mais comuns: rinovírus, influenza e vírus sincicial respiratório.
FISIOPATOLOGIA: As bactérias conseguem infectar a orelha média quando a patência normal da tuba de Eustáquio está comprometida por infecção das VAS ou por hipertrofia das adenoides. O ar preso na orelha média é reabsorvido, criando pressão negativa nesta cavidade e facilitando o refluxo de bactérias da nasofaringe. Obstrução do fluxo de secreções do ouvido médio para a faringe, associada a refluxo de bactérias, leva à otite média supurativa.
EPIDEMIOLOGIA: O pico de incidência da OM ocorre entre 6 e 15 meses de vida. Os principais FR para OM aguda são baixa idade, falta de aleitamento materno, exposição passiva à fumaça do cigarro e maior exposição a agentes infecciosos (creches).
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: 
- Em bebês, os sintomas mais frequentes de OM aguda são inespecíficos e incluem febre, irritabilidade e má alimentação. Em crianças mais velhas e adolescentes, a OM aguda usualmente está associada à febre e otalgia. OM aguda também pode apresentar otorreia (secreção pela orelha) após ruptura espontânea da membrana timpânica. Sinais de resfriado comum, o qual predispõe à OM aguda, frequentemente estão presentes. Membrana timpânica abaulada, nível hidroaéreo ou visualização de material purulento pela otoscopia são sinais confiáveis de infecção.
Examinar os ouvidos é essencial para o diagnóstico e deve fazer parte do exame físico de qualquer criança com febre. A marca registrada da OM é a presença de efusão no ouvido médio. 
Otoscopia pneumática, utilizando um anexo a um otoscópio hermeticamente fechado, permite avaliar a ventilação da orelha média e é padrão para o diagnóstico clínico. A membrana timpânica de uma orelha média normal, preenchida com ar, tem complacência muito maior do que a de uma orelha média preenchida com secreção. Na OM aguda, a membrana timpânica se apresenta com hiperemia, em vez de sua coloração normal cinza perolado, porém ela pode ser rósea, branca ou amarela, estar abaulada e com pouca ou nenhuma mobilidade às pressões negativa e positiva. Perde-se o reflexo à luz e as estruturas da orelha média estão obscuras e difíceis de serem distinguidas. Um buraco na membrana timpânica ou secreção purulenta confirma perfuração. Ocasionalmente, há presença de bolhas na região lateral da membrana timpânica, as quais caracteristicamente estão associadas com dor de orelha de forte intensidade.
OTITE MÉDIA AGUDA (OMA): 
- Início recente, geralmente súbito, de sinais e sintomas de inflamação da orelha média e de efusão na orelha média.
A presença de efusão em orelha média é indicada por um dos seguintes:
- Abaulamento da membrana timpânica
- Limitação ou ausência de mobilidade da membrana timpânica
- Nível hidroaéreo atrás da membrana timpânica
- Otorreia
Sinais e sintomas de inflamação da orelha média são indicados por (um deles):
- Eritema importante da membrana timpânica
- Otalgia importante (dor claramente relacionada à orelha que interfere ou prejudica as atividades normais ou o sono)
Para o diagnóstico de OMA são necessários: 
- História de início agudo de sinais e sintomas
- Presença de efusão em orelha média
- Sinais e sintomas de inflamação da orelha média
TRATAMENTO
1ª LINHA: amoxicilina (80 a 90 mg/kg/dia dividido em duas doses).
 Associar tylenol e ibuprofeno p/ febre
Insucesso de tratamento após 3 dias de amoxicilina sugerem infecção por H. influenzae produtor de β-lactamase, M. catarrhalis ou S. pneumoniae resistente. Sendo assim, deve-se utilizar:
- Amoxicilina-clavulanato (amoxicilina 80 a 90 mg/kg/dia);
- Axetilcefuroxima;
- Cefidinir;
- Ceftriaxona (50 mg/kg, intramuscular, 1x/dia, por 1 a 3 dias) –apropriada para crianças com <3 anos de idade e vômitos.
Pode ser recomendado timpanocentese em crianças difíceis de tratar ou sem resposta ao tratamento.
Descongestionantes ou anti-histamínicos não são eficazes.

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