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RESUMO SOBRE RESFRIADO COMUM

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RESUMO SOBRE RESFRIADO COMUM
DEFINIÇÃO: O resfriado comum é uma infecção viral com sintomas proeminentes de rinorreia e obstrução nasal, com febre discreta ou ausente e sem manifestações sistêmicas. Frequentemente é chamada de rinite, mas em geral envolve a mucosa dos seios da face e é mais corretamente denominada rinossinusite.
ETIOLOGIA: Vírus mais comum são os rinovírus, menos frequente são os coronavírus. Também causam sintomas de resfriado comum o vírus sincicial respiratório, influenza, para influenza e adenovírus. 
A Infecção viral do epitélio nasal causa uma resposta inflamatória aguda, com infiltração da mucosa por células inflamatórias e liberação de citocinas. A resposta inflamatória é parcialmente responsável por muitos dos sintomas.
EPIDEMIOLOGIA: Ocorrem durante todo o ano, possuem pico de incidência entre o início do outono e o final da primavera (maior prevalência sazonal dos patógenos virais e os hábitos de confinação da população durante os meses mais frios). Crianças mais novas têm, em média, 6 a 7 resfriados por ano, mas 10 a 15% das crianças apresentam pelo menos 12 resfriados anualmente. O número de resfriados anual diminui com a idade, para dois a três resfriados por ano na idade adulta. Crianças que frequentam creche durante o primeiro ano de vida apresentam 50% mais resfriados do que as crianças que não frequentam. Esta diferença diminui durante os anos subsequentes em que frequentam a creche.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: os sintomas se iniciam geralmente 1 a 3 dias após a infecção viral e incluem obstrução nasal, rinorreia, dor ou sensação de arranhado na garganta e, ocasionalmente, tosse não produtiva, com duração de 7 dias geralmente (10% dos casos podem durar duas semanas). Frequentemente há mudança na cor ou consistência das secreções nasais, o que não é indicativo de sinusite ou infecção bacteriana sobreposta. O exame da mucosa nasal pode revelar cornetos nasais edemaciados e eritematosos.
EXAMES LABORATORIAIS E DE IMAGEM: não são úteis.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DO RESDRIADO COMUM: rinite alérgica*, corpo estranho (especialmente com secreção nasal unilateral), sinusite, coqueluche e nasofaringite estreptocócica. 
*Rinite alérgica é caracterizada por ausência de febre, olheiras alérgicas, pólipos nasais, prega transversal em ponte nasal e edema e palidez dos cornetos nasais, eosinófilos em secreção nasal. Causas raras de rinorreia são atresia ou estenose de coana, fístula liquórica, difteria, tumor, sífilis congênita (com secreção nasal), neoplasia maligna de nasofaringe e granulomatose de Wegener.
TRATAMENTO: Não há tratamento específico para o resfriado comum. O TRATAMENTO É SINTOMÁTICO.
- Antibioticoterapia não traz benefícios.
- Anti-histamínicos, descongestionantes e combinação de ambos não são recomendados em crianças com < 6 anos devido aos efeitos adversos e à falta de benefícios. 
- Não foram demonstrados benefícios de expectorantes e supressores da tosse. 
- Vitamina C e inalação de ar umidificado morno não são mais eficazes que o placebo. 
- O benefício de pastilhas ou spray de zinco se mostrou inconsistente.
 Ibuprofeno gotas:
50mg/ml e 100mg/ml
Dose máx. recomendada: 200mg/dose e 800mg/dia.
Paracetamol: <12 anos
1gt/kg. 
Dose máxima: 75mg/kg/dia
COMPLICAÇÕES: Otite média é a complicação mais comum (5% a 20% das crianças com resfriado). Outras complicações incluem sinusite bacteriana, a qual deve ser considerada se a rinorreia ou a tosse diurna persistirem sem melhora por 10 a 14 dias, ou ocorrerem sinais importantes de sinusite como febre, dor facial ou edema facial. Os resfriados podem levar à exacerbação da asma e resultar em antibioticoterapia inapropriada.
PREVENÇÃO: Não há métodos comprovados de prevenção de resfriados, além de lavar as mãos adequadamente e evitar contato com indivíduos infectados. 
RFERÊNCIAS:
BLANK, Danilo et al. Uso de antitérmicos: quando, como e por quê. 2011.
, M. Nelson Princípios de Pediatria . Grupo GEN, 2016.