A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
13 pág.
METABOLISMO HORMONAL + CICLO MENSTRUAL + FECUNDAÇÃO E 1ª A 3ª SEMANAS GESTACIONAIS + EXAMES DE GRAVIDEZ + MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Pré-visualização | Página 1 de 8

Maryanne Ferreira Soares 
M3 – TUTORIA 02 – Que siglas esquisitas! 
1 
 
Que siglas esquisitas! 
TERMOS DESCONHECIDOS 
 Estradiol 
 Eixo hipotálamo-hipófise-gonadal 
 Varicocele: é a dilatação anormal das veias testiculares. 
Embora seja uma das causas da infertilidade masculina, 
não provoca distúrbios da potência sexual. 
 Β-HCG 
 Gravidez 
 Gestação 
COMPREENDER O METABOLISMO DOS 
HORMÔNIOS: FSH, LH, ESTRADIOL, 
TESTOSTERONA E RELACIONAR COM EIXO 
H-H-G. 
 Eixo hipotálamo-hipófise-gônadas regula a síntese dos 
hormônios sexuais. O hormônio de liberação das 
gonadotrofinas (GnRH) encontra-se no topo desta 
hierarquia de três níveis. O hipotálamo secreta GnRH 
em pulsos. O GnRH segue pelo sistema porta 
hipotalâmicohipofisário para estimular as células 
gonadotróficas da adeno-hipófise. A estimulação de 
células gonadotróficas via receptor de superfície celular 
acoplado à proteína G aumenta síntese e secreção de 
LH e de FSH que, em seu conjunto, são designados 
como gonadotrofinas. 
 Embora um tipo celular produza tanto LH quanto FSH, 
a síntese e a liberação desses dois hormônios são 
controladas de modo independente. 
 As pesquisas atuais sugerem que a taxa de secreção de 
GnRH possa modificar preferencialmente o padrão de 
secreção de LH e FSH. 
 A secreção pulsátil de GnRH é crítica para o 
funcionamento apropriado do eixo hipotálamo-
hipófisegônadas. Quando GnRH é administrado 
continuamente, a liberação de LH e FSH pelos 
gonadótrofos é suprimida, mais que estimulada. Esse 
efeito tem importante consequência farmacológica, 
visto que a administração pulsátil de GnRH exógeno 
estimula a liberação de gonadotrofinas, enquanto sua 
administração contínua inibe a liberação de LH e FSH, 
e, por conseguinte, bloqueia a função da célula-alvo. 
 LH e FSH exercem efeitos análogos, porém um tanto 
diferentes, em indivíduos de sexos masculino e 
feminino. 
 No indivíduo de sexo masculino, as células-alvo 
pertinentes são as células de Leydig e Sertoli do 
testículo, enquanto as células tecais e granulosas do 
ovário medeiam a função das gonadotrofinas no sexo 
feminino. Em cada caso, o sistema constituído por 
duas células é coordenado para mediar as ações dos 
hormônios sexuais. No homem, LH estimula as 
células de Leydig do testículo a aumentar a síntese de 
testosterona que, a seguir, difunde-se para as células 
de Sertoli adjacentes. Na célula de Sertoli, a 
estimulação de FSH aumenta a síntese da proteína de 
ligação de andrógenos (ABP), importante para 
manter elevadas as concentrações testiculares de 
testosterona necessárias para a espermatogênese. 
Além disso, FSH estimula as células de Sertoli a 
produzir outras proteínas necessárias para o processo 
de maturação dos espermatozoides. 
 Na mulher, LH estimula as células da teca a sintetizar 
o andrógeno androstenediona, que, em seguida, é 
aromatizado a estrona e estradiol nas células da 
granular, sob influência de FSH. 
 Tanto as células de Sertoli quanto as células da 
granulosa sintetizam e secretam as proteínas 
reguladoras inibina A, inibina B e ativina. Inibinas 
secretadas pela gônada atuam sobre a adenohipófise, 
inibindo a liberação de FSH, enquanto ativina a 
estimula. Nem inibinas nem ativina exercem qualquer 
efeito sobre a liberação de LH pela adeno-hipófise. O 
papel dessas proteínas reguladoras no controle da ação 
hormonal ainda não foi totalmente elucidado. 
 No homem, testosterona também atua como 
importante regulador negativo da liberação de 
hormônios hipofisários e hipotalâmico. 
 O papel do estrógeno na mulher é mais complexo e 
pode envolver retroalimentação positiva ou negativa, 
dependendo do ambiente hormonal prevalecente. 
Esse tópico é considerado mais adiante, na discussão 
sobre o ciclo menstrual. Na mulher, a combinação de 
estradiol e progesterona suprime de modo sinérgico a 
secreção de GnRH, LH e FSH por meio de ações sobre 
hipotálamo e hipófise 
 
Maryanne Ferreira Soares 
M3 – TUTORIA 02 – Que siglas esquisitas! 
2 
 
. 
 
REPOSIÇÃO HORMONAL 
ESTRÓGENOS E PROGESTÁGENOS: As principais 
indicações para essa terapia consistem na supressão das 
ondas de calor e no tratamento da atrofia dos tecidos 
urogenitais, que pode manifestar-se na forma de 
ressecamento da vagina. 
 Para as mulheres com útero in situ, a terapia 
estrogênica deve ser associada a progestágeno para 
evitar a indução de câncer endometrial. Para mulheres 
sem útero, a terapia hormonal consiste, geralmente, 
em estrógeno isolado. 
 Além do Women’s Health Initiative (WHI), um grande 
ensaio clínico que avaliou benefícios e riscos à saúde 
com a terapia hormonal em mulheres pós-
menopáusicas. outros ensaios clínicos, em separado, 
testaram estrógeno isolado contra placebo em 
mulheres sem útero e uso contínuo de estrógeno-
progestágeno contra placebo em mulheres com útero. 
O tratamento com estrógeno não aumentou o risco de 
coronariopatia ou câncer de mama, porém aumentou o 
risco de acidente vascular cerebral e tromboembolia, e 
diminuiu o risco de fratura osteoporótica. O tratamento 
contínuo com estrógeno-progestágeno aumentou o 
risco de eventos cardiovasculares, câncer de mama e 
acidente vascular cerebral, e diminuiu o risco de fratura 
osteoporótica. 
 Dado o equilíbrio entre riscos e benefícios, a 
recomendação atual para mulheres pós-menopáusicas 
consiste em empregar a terapia hormonal apenas para 
tratamento de sintomas incômodos, como os 
vasomotores ou ressecamento vaginal, bem como em 
utilizar a menor dose possível de terapia hormonal 
durante o mais curto período. Após a publicação dos 
resultados do estudo WHI em 2002, houve redução 
acentuada do número de mulheres na menopausa que 
receberam terapia de reposição com estrógeno-
progestágeno e queda paralela do número de casos de 
câncer de mama diagnosticados. 
 Há muitos progestágenos sintéticos disponíveis para 
uso na terapia hormonal de mulheres na menopausa. 
Estudos epidemiológicos recentes descrevem que 
progesterona micronizada se associa a menor risco de 
câncer de mama que outros progestágenos sintéticos 
comumente prescritos, como acetato de 
medroxiprogesterona. A micronização é um processo 
no qual os cristais de progesterona são sintetizados 
com diâmetro na faixa de nanômetros, facilitando sua 
absorção por via oral. 
 A exemplo dos contraceptivos, a terapia hormonal está 
disponível na forma de comprimidos orais, adesivos 
transdérmicos e anéis e comprimidos vaginais. O anel 
vaginal, que libera estradiol em taxa de dose 
controlada, proporciona administração local de 
estrógeno com absorção sistêmica mínima do fármaco. 
O anel vaginal constitui terapia efetiva para 
ressecamento e atrofia da vagina em mulheres pós-
menopáusicas. 
ANDRÓGENOS: A reposição androgênica constitui 
terapia efetiva para hipogonadismo. Testosterona oral é 
ineficaz, dado seu elevado metabolismo de primeira 
passagem pelo fígado. Dois ésteres da testosterona, 
enantato e cipionato, podem ser administrados por via 
Maryanne Ferreira Soares 
M3 – TUTORIA 02 – Que siglas esquisitas! 
3 
 
intramuscular. Uma preparação desses agentes, injetada a 
cada 2 a 4 semanas, aumenta os níveis plasmáticos de 
testosterona para concentrações fisiológicas em homens 
com hipogonadismo. Foram também desenvolvidos 
adesivos transdérmicos de testosterona; esse sistema de 
liberação do fármaco tem as vantagens de tornar 
relativamente constantes os níveis plasmáticos de 
testosterona e de transpor o metabolismo hepático de 
primeira passagem. Testosterona também está disponível 
em formulação de gel tópico; com o uso dessa preparação 
em esquema de aplicação 1 vez/dia, os níveis plasmáticos de 
testosterona aumentam gradualmente até alcançar níveis 
fisiológicos de reposição depois de 1 mês de aplicação. 
Testosterona também pode ser administrada como 
comprimido que adere à mucosa bucal, resultando em