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4ª a 8ª SEMANAS GESTACIONAIS + AGENTES TERATOGÊNICOS + MUTAÇÕES GÊNICAS E CROMOSSÔMICAS + ANORMALIDADES FETAIS + PRÉ-NATAL

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neuroectoderma, a região central 
do ectoderma inicial, originam ou participam da formação de muitos tipos celulares e 
órgãos, incluindo as células da medula espinhal, dos nervos cranianos (V, VII, IX e X) e 
dos gânglios autônomos; as células mielinizantes do sistema nervoso periférico; as 
células pigmentares da derme; os músculos, os tecidos conjuntivos e os ossos 
originados dos arcos faríngeos; a medular da suprarrenal e as meninges (membranas) 
do encéfalo e da medula espinhal. 
 Mesoderma: dá origem ao tecido conjuntivo, à cartilagem, ao osso, aos músculos liso 
e estriado, ao coração, ao sangue e aos vasos linfáticos; aos rins; aos ovários; aos 
testículos; aos ductos genitais; às membranas serosas de revestimento das cavidades 
corporais (pericárdio, pleura e membrana peritoneal); ao baço e ao córtex das 
glândulas suprarrenais. 
 Endoderma: dá origem ao revestimento epitelial dos tratos digestório e respiratório; 
ao parênquima (tecido conjuntivo de sustentação) das tonsilas; às glândulas tireoide e 
paratireoide; ao timo; ao fígado e ao pâncreas; ao epitélio de revestimento da bexiga 
e da maior parte da uretra e ao epitélio de revestimento da cavidade timpânica, antro 
do tímpano e tuba faringotimpânica. 
CONTROLE DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO 
 O desenvolvimento embrionário resulta de planos genéticos nos cromossomos. 
 A maior partes dos processos do desenvolvimento depende de uma interação 
coordenada precisa entre fatores genéticos e ambientais. 
 Cada sistema do corpo possui seu próprio padrão de desenvolvimento. 
 O desenvolvimento embrionário é essencialmente um processo de crescimento e de 
aumento de complexidade da estrutura e função. O crescimento é alcançado pelas 
mitoses em conjunto com a produção de matrizes extracelulares, enquanto a 
complexidade é alcançada pela morfogênese e diferenciação. 
 Esse amplo potencial de desenvolvimento torna-se progressivamente mais restrito à 
medida que os tecidos adquirem características especializadas necessárias para 
aumentar sua sofisticação estrutural e funcional. 
 A interação dos tecidos durante o desenvolvimento dos tecidos durante o 
desenvolvimento é um tema recorrente na embriologia. As interações que levam a 
mudanças no curso do desenvolvimento de pelo menos um dos integrantes são 
chamadas de induções. Muitos movimentos morfogenéticos dos tecidos que 
desempenham papéis tão importantes na modelagem do corpo do embrião são 
responsáveis também pelas mudanças nas associações teciduais, fundamentais para 
as interações indutivas entre tecidos. 
Maryanne Ferreira Soares 
M3 – TUTORIA 04 – Os medos de Quitéria e Pedro 
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 O fato de um tecido poder influenciar a via de desenvolvimento adotada por outro 
tecido pressupõe a passagem de um sinal entre dois integrantes. 
 O mecanismo de transferência do sinal parece variar de acordo com os tecidos 
específicos envolvidos. Em alguns casos, o sinal parece ser uma molécula difusível, 
como o sonic hedgehog, que passa do tecido indutor para o tecido-alvo. Em outros, a 
mensagem parece ser mediada por uma matriz extracelular não difusível que é 
secretada pelo tecido indutor e com a qual o tecido-alvo entra em contato. Ainda em 
outros casos, o sinal parece requerer o contato físico entre os tecidos indutor e alvo. 
 Em alguns tecidos há evidências de que as interações entre tecidos são recíprocas. 
 Para serem competentes em responder a um estímulo indutor, as células do sistema-
alvo precisam expressar receptores apropriados para a molécula indutora de sinal 
específica, os componentes de uma via de sinalização intracelular específica e os 
fatores de transcrição medirão a resposta particular. 
 Evidências experimentais indicam que a aquisição de competência pelo tecido-alvo é, 
com frequência, dependente de suas interações prévias com outros tecidos. 
 A capacidade do sistema-alvo responder a um estímulo indutor é limitada. A maior 
parte dos tecidos indutíveis parece passar por um estado fisiológico transitório, porém 
mais ou menos nitidamente delimitado, durante o qual eles são competentes para 
responder a um sinal indutor proveniente de um tecido vizinho. Como esse estado de 
receptividade é limitado no tempo, um atraso no desenvolvimento de um ou mais 
componentes de um sistema interativo pode levar à ausência de uma interação 
indutiva. 
PRINCIPAIS EVENTOS DA QUARTA A OITAVA SEMANAS 
QUARTA SEMANA: as principais mudanças na forma do corpo ocorrem durante a 
quarta semana. 
 No início, o embrião é quase reto e tem de 4 a 12 somitos que produzem elevações 
conspícuas na superfície. O tubo neural é formado em frente aos somitos, mas é 
amplamente aberto nos neuroporos rostral e caudal. Com 24 dias, o primeiro par de 
arcos faríngeos é visível. A maior parte do primeiro arco faríngeo dá origem à 
mandíbula, e a extensão rostral do arco, a proeminência maxilar, contribui para a 
formação da maxila. O embrião está agora levemente encurvado por causa das pregas 
cefálica e caudal. O coração forma uma grande saliência ventral e bombeia sangue. 
 Três pares de arcos faríngeos são visíveis no dia 26, e o neuroporo rostral já se fechou. 
O encéfalo anterior produz uma elevação saliente na cabeça, enquanto o dobramento 
do embrião lhe dá uma curvatura em C. Os brotos dos membros superiores tornam-se 
reconhecíveis nos dias 26 ou 27 como pequenas intumescências na parede 
ventrolateral do corpo. As fossetas óticas, primórdios das orelhas internas, também 
são visíveis. Nos lados da cabeça são visíveis espessamentos ectodérmicos, 
denominados placodes do cristalino. O quarto par de arcos faríngeos e os brotos dos 
membros inferiores são visíveis no fim da quarta semana. Ao final da quarta semana, 
uma longa eminência caudal é uma característica típica. Rudimentos de muitos 
sistemas de órgãos, especialmente do sistema cardiovascular já se estabeleceram. Ao 
final da quarta semana o neurosporo caudal geralmente está fechado. 
Maryanne Ferreira Soares 
M3 – TUTORIA 04 – Os medos de Quitéria e Pedro 
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QUINTA SEMANA: são pequenas as mudanças na forma do corpo em comparação com 
as que ocorrem durante a quarta semana, mas o crescimento da cabeça excede o 
crescimento de outras regiões. 
 O aumento da cabeça é causado principalmente pelo rápido desenvolvimento do 
encéfalo e das proeminências faciais. A face logo entra em contato com a 
proeminência cardíaca. O segundo arco faríngeo, de crescimento rápido, cresce sobre 
o terceiro e quarto arcos, formando uma depressão ectodérmica lateral de ambos os 
lados, o seio cervical. As cristas mesonéfricas indicam o local dos rins mesonéfricos, 
que, nos seres humanos, são órgãos excretores provisórios. 
SEXTA SEMANA: os embriões apresentam respostas reflexas ao toque. 
 Com o desenvolvimento dos cotovelos e grandes placas das mãos, os membros 
superiores começam a apresentar uma diferenciação regional. Os primórdios dos 
dedos, chamados raios digitais, começam a se desenvolver nas placas das mãos. 
 Embriões na sexta semana apresentam movimentos espontâneos, como contrações 
musculares do tronco e dos membros. O desenvolvimento dos membros inferiores 
ocorre de 4 a 5 dias depois do desenvolvimento dos membros superiores. Várias 
saliências auriculares desenvolvem-se em torno do sulco ou fenda faríngea, entro os 
dois primeiros arcos faríngeos. Esse sulco se torna o meato acústico interno. As 
saliências auriculares contribuem para a formação da aurícula (pavilhão), a parte em 
forma de concha da orelha externa. Os olhos são agora notáveis, em grande parte 
pela formação do pigmento da retina. A cabeça é agora relativamente muito maior do 
que o tronco e está dobrada sobre a proeminência cardíaca. A posição da cabeça 
resulta da flexão da região cervical (pescoço). O tronco e o pescoço começam a 
endireitar-se e o intestino penetra no celoma extraembrionário na parte proximal do 
cordão umbilical. Essa herniação umbilical é um evento normal. Ocorre porque a 
cavidade abdominal é muito pequena nesta