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4ª a 8ª SEMANAS GESTACIONAIS + AGENTES TERATOGÊNICOS + MUTAÇÕES GÊNICAS E CROMOSSÔMICAS + ANORMALIDADES FETAIS + PRÉ-NATAL

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idade para acomodar o rápido 
crescimento do intestino. 
SÉTIMA SEMANA: os membros sofrem uma mudança considerável durante a sétima 
semana. Chanfraduras aparecem entre os raios digitais (sulcos e chanfraduras que 
separam as áreas das placas das mãos e dos pés), que indicam claramente os dedos. A 
comunicação entre o intestino primitivo e a vesícula umbilical está agora reduzida. Nesse 
momento, pedículo vitelino torna-se o ducto onfaloentérico. Ao final da sétima semana, a 
ossificação dos ossos dos membros superiores já iniciou. 
OITAVA SEMANA: No início da última semana do período embrionário, os dedos das 
mãos estão separados porém unidos por uma membrana visível. As chanfraduras estão 
também nitidamente visíveis entre os raios digitais dos pés. A eminência caudal ainda 
está presente mas é curta. O plexo vascular do couro cabeludo aparece e forma uma faixa 
característica ao redor da cabeça. Ao final da oitava semana, todas as regiões dos 
membros estão aparentes e os dedos são compridos e completamente separados. 
 Os primeiros movimentos voluntários dos membros ocorrem durante a oitava 
semana. A ossificação primária inicia-se no fêmur (osso longo da coxa). A eminência 
caudal desapareceu e tanto as mãos como os pés se aproximam uns dos outros 
ventralmente. Ao final da oitava semana, o embrião possui características humanas 
distintas; entretanto, a cabeça é ainda desproporcionalmente grande, constituindo 
quase a metade do embrião. O pescoço está definido e as pálpebras estão mais 
evidentes. As pálpebras estão se fechando e ao final da oitava semana, elas começam 
a se unir por fusão epitelial. Os intestinos ainda estão na porção proximal do cordão 
umbilical. Apesar de existirem diferenças sutis entre os sexos na aparência da genitália 
externa, elas não são distintas o suficiente para permitir uma identificação sexual 
precisa. 
ESTIMATIVA DA IDADE DO EMBRIÃO 
 São estabelecidas pelas características externas e pela medida do comprimento do 
feto. Isoladamente, o tamanho pode ser um critério não confiável, pois a velocidade 
de crescimento de alguns embriões diminui progressivamente antes da morte. Os 
embriões de terceira semana e início de quarta semana são retilíneos, portanto, sua 
medida indica o maior comprimento. O comprimento cabeça-nádegas (CCN) é mais 
frequentemente usado em embriões mais velhos (14 a 18 semanas). Como não há um 
marcador anatômico que claramente indique o CCN, é considerado que o maior CCN é 
o mais preciso. A altura em pé ou comprimento cabeça-calcanhar, é algumas vezes 
medida. O comprimento do embrião é apenas um dos critérios para o estabelecimento da 
idade. O Sistema Carnegie de Estagiamento do Embrião é utilizado 
internacionalmente; seu uso permite que comparações possam ser feitas entre os 
achados de vários profissionais. 
 Por convenção, os obstetras datam a gestação presumidamente a partir do primeiro 
dia do último período menstrual normal (UPMN). Essa idade gestacional na 
embriologia é superficial, pois a gestação não se inicia até que ocorra a fecundação de 
um oócito. A idade do embrião se inicia na fecundação, aproximadamente 2 semanas 
após o UPMN. A idade da fecundação é usada em pacientes que passaram por uma 
fertilização in vitro ou inseminação artificial. Em algumas mulheres, a estimativa da 
idade gestacional a partir apenas do seu histórico menstrual pode não ser confiável. A 
probabilidade de erro no estabelecimento do UPMN é maior em mulheres que 
engravidam após cessarem o uso de contraceptivos orais, pois o intervalo entre a 
interrupção dos hormônios e o início da ovulação é altamente variável. Em outras 
mulheres, um ligeiro sangramento uterino (escape), que algumas vezes ocorre 
durante a implantação do blastocisto, pode ser erroneamente interpretado pela 
mulher como uma pequena menstruação. Outros fatores que contribuem para uma 
Maryanne Ferreira Soares 
M3 – TUTORIA 04 – Os medos de Quitéria e Pedro 
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estimativa errônea da UPMN inclui a oligomenorreia (menstruação escassa), gestação 
no período pós-parto (isto é, algumas semanas após o nascimento do bebê) e o uso de 
dispositivos intrauterinos. A despeito de possíveis fontes de erro, o UPMN é um 
critério confiável na maioria dos casos. A avaliação ultrassonográfica do tamanho do 
embrião e da cavidade coriônica possibilita aos clínicos obterem uma estimativa 
precisa da data da concepção. 
PONTUAR PRINCIPAIS AGENTES TERATOGÊNICOS 
 Teratógenos são agentes, como substâncias e vírus, que produzem ou aumentam a 
incidência de anomalias congênitas. 
 Fatores ambientais, tais como infecções e fármacos/drogas, podem simular as 
condições genéticas (p.ex.; quando duas ou mais crianças de pais normais são 
afetadas). 
 Órgãos e partes de um embrião são mais sensíveis a agentes teratogênicos durante os 
períodos de diferenciação rápida. Os fatores ambientais causam de 7% a 10% dos 
defeitos congênitos. 
 Como a diferenciação bioquímica precede a diferenciação morfológica, o período no 
qual as estruturas são sensíveis à interferência por teratógenos frequentemente 
precede, por alguns dias, o estágio visível de seu desenvolvimento. 
 Teratógenos não são capazes de causar anomalias até que tenha ocorrido o início da 
diferenciação celular. Entretanto, suas ações precoces (durante a segunda semana de 
gestação) podem causar a morte do embrião. 
 Os mecanismos exatos pelos quais os fármacos/drogas, agentes químicos e outros 
fatores ambientais prejudicam o desenvolvimento embrionário e induzem 
anormalidades ainda permanecem obscuros. 
 Diversos estudos mostraram que determinadas condições hereditárias e ambientais 
podem influenciar de maneira adversa o desenvolvimento embrionário alterando os 
processos fundamentais, tais como o compartimento intracelular, a superfície da 
célula, a matriz extracelular e o ambiente fetal. Foi sugerido que a resposta celular 
inicial pode ter mais de uma forma que resulta em sequências de diferentes alterações 
celulares. Como resultado, esses diferentes tipos de lesões patológicas poderiam levar 
ao defeito final por meio de uma via comum. 
PRINCÍPIOS DA TERATOGÊNESE 
 Três importantes princípios devem ser observados quando se considera a 
possibilidade de tetratogenicidade de um agente, tal como um fármaco/droga ou 
agente químico: 
o Os períodos críticos do desenvolvimento 
o A dose do fármaco ou agente químico 
o O genótipo (constituição genética) do embrião 
PERÍODOS CRÍTICOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO 
 O estágio de desenvolvimento de um embrião no momento em que entra em contato 
com um agente, tal como um fármaco/droga ou vírus, determina sua suscetibilidade 
ao teratógeno. 
 O período de desenvolvimento mais crítico é quando ocorre o pico da divisão celular, 
da diferenciação celular e da morfogênese. As perturbações ambientais durante as 2 
primeiras semanas após a fecundação podem interferir com a clivagem do zigoto e 
implantação do blastocisto e/ou causar morte precoce e o aborto espontâneo do 
embrião. Entretanto, não há indicações de que as perturbações durante as 2 primeiras 
semanas causem anomalias congênitas. A maior parte do desenvolvimento durante as 
2 primeiras semanas envolve a formação das estruturas extraembrionárias, tais como 
o âmnio, a vesícula umbilical e o saco coriônico. 
 O período mais crítico para o desenvolvimento cefálico é da 3ª à 16ª semana, porém, 
seu desenvolvimento pode ser perturbado após este período, uma vez que o encéfalo 
está sofrendo diferenciação e se desenvolvendo rapidamente ao nascimento. Os 
teratógenos podem produzir deficiência mental durante os períodos embrionário e 
fetal. 
 O desenvolvimento da dentição permanente pode ser prejudicado pelas tetraciclinas 
da 18ª semana (pré-natal) até os 16 anos. 
 O sistema esquelético também possui um período crítico de desenvolvimento 
prolongado, se estendendo até a infância. Assim, o crescimento de tecidos 
esqueléticos constitui uma boa medida de crescimento geral. 
 O desenvolvimento do embrião é mais