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Hipertensão Arterial

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89 (mmHg);
· Hipertensão Estágio I - 140-159/90-99(mmHg);
· Hipertensão Estágio II - 160-179/100-109(mmHg);
· Hipertensão Estágio III - >= 180 >= 110 (mmHg);
· Hipertensão Sistólica isolada - >= 140 < 90
O valor mais alto de sistólica ou diastólica estabelece o estágio do quadro hipertensivo.
Quando as pressões sistólica e diastólica situam-se em categorias diferentes, a maior leve ser utilizada para classificação do estágio.
Interatividade
Segundo o Conselho Brasileiro do Ministério da Saúde - MS, para um paciente maior de 18 anos, como podemos classificar a PA, que mantém um padrão de 140x90 mmHg?
a) Ótima.
b) Normal.
c) Limítrofe.
d) Hipertensão Estágio I.
e) Hipertensão Estágio II.
Para um jovem de 18 anos a PA 140x90 mmHg, já pode ser considerada hipertensão estágio I.
Objetivos da investigação Clínico-laboratorial
· Confirmar a elevação da PA e firmar o diagnóstico de hipertensão arterial;
· Identificar fatores de risco para Doença Cardiovascular – DCV;
· Avaliar lesões de órgãos-alvo e presença de DCV;
· Diagnosticar doenças associadas à HA;
· Estratificar o risco cardiovascular;
· Diagnosticar a hipertensão arterial secundária.
Dados relevantes da história clínica dirigida ao paciente hipertenso
1. Identificação: sexo, idade, cor da pele, profissão e condição socioeconômica;
2. História atual: duração conhecida de HA e níveis de pressão de consultório e domiciliar, adesão e reações adversas aos tratamentos prévios; sintomas de Doença Arterial Coronariana - DAC; sinais e sintomas sugestivos de Insuficiência Cardíaca - IC; doença vascular encefálica; insuficiência vascular de extremidades; doença renal, Diabetes Mellitus - DM, indícios de hipertensão secundária
3. Fatores de risco modificáveis: dislipidemia, tabagismo, sobrepeso e obesidade, sedentarismo, etilismo e hábitos alimentares não saudáveis;
4. Avaliação dietética: incluindo consumo de sal, bebidas alcoólicas, gordura saturada, cafeína e ingestão de fibras, frutas e vegetais;
5. Consumo pregresso ou atual: medicamentos ou drogas que podem elevar a PA ou interferir em seu tratamento; grau de atividade física;
6. História atual ou pregressa: gota, IC, pré-eclâmpsia/ eclâmpsia, doença renal, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC, asma, disfunção sexual e apneia do sono;
7. Perfil psicossocial: fatores ambientais e psicossociais, sintomas de depressão, ansiedade e pânico, situação familiar, condições de trabalho e grau de escolaridade;
8. História familiar: DM, dislipidemias, doença renal, AVE, DAC prematura ou morte prematura e súbita de familiares próximos (homens < 55 anos e mulheres < 65 anos).
Dados relevantes do exame físico dirigido ao paciente hipertenso
1. Inspeção: fácies e aspectos sugestivos de hipertensão secundária;
2. Sinais vitais: medida da PA e frequência cardíaca;
3. Pescoço: palpação e ausculta das artérias carótidas, verificação da presença de estase venosa e palpação de tireoide
4. Exame pulmonar: ausculta de estertores, roncos e sibilos;
5. Exame abdominal: massas abdominais indicativas de rins policísticos, hidronefrose, tumores e aneurismas, identificação de sopros abdominais na aorta e nas artérias renais;
6. Extremidades: palpação de pulsos braquiais, radiais, femorais, tibiais posteriores e pediosos. A diminuição da amplitude ou o retardo do pulso das artérias femorais sugerem doença obstrutiva;
7. Exame neurológico sumário;
8. Exame de fundo do olho: identificar estreitamento arteriolar, cruzamentos arteriovenosos patológicos, hemorragias, exsudatos e papiledema
Avaliação inicial de rotina para o paciente hipertenso
· Análise de urina;
· Potássio plasmático;
· Creatinina plasmática;
· Glicemia de jejum;
· Colesterol total, triglicérides plasmáticas;
· Ácido úrico plasmático;
· Eletrocardiograma convencional.
Avaliação complementar para pacientes hipertensos
· Pacientes hipertensos diabéticos, hipertensos com Síndrome Metabólica e hipertensos com três ou mais fatores de risco: recomenda-se pesquisa de microalbuminúria;
· Pacientes com glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl - recomenda-se determinar a glicemia 2h após sobrecarga oral de glicose (75 g);
· Em hipertensos estágios 1 e 2 sem Hipertrofia ventricular esquerda - HVE ao ECG, mas com três ou mais fatores de risco, considerar ecocardiograma para detecção de HVE;
· Para hipertensos com suspeita clínica de IC considerar a utilização do ecocardiograma para avaliação da função sistólica e diastólica.
Identificação de Fatores de risco CV:
a) Fatores de risco maiores
· Tabagismo;
· Dislipidemias;
· Diabetes Mellitus;
· Nefropatia;
· Idade acima de 60 anos.
· História familiar de DCV em - homens < 55 anos e mulheres < 65 anos.
b) Outros fatores
· Relação cintura/quadril aumentada;
· Circunferência da cintura aumentada;
· Microalbuminúria; (sinal de falência renal)
· Tolerância à glicose diminuída/glicemia de jejum alterada.
Identificação de lesões em órgãos-alvo e Doença Cardio Vascular
· Hipertrofia do ventrículo esquerdo;
· Angina do peito ou infarto agudo do miocárdio prévio;
· Revascularização miocárdica prévia;
· Insuficiência cardíaca;
· Acidente vascular encefálico;
· Isquemia cerebral transitória;
· Alterações cognitivas ou demência vascular;
· Nefropatia;
· Doença vascular arterial de extremidades;
· Retinopatia hipertensiva.
Interatividade
Com o objetivo de identificar precocemente as lesões de órgãos-alvos, para reduzir a morbimortalidade associada a essas lesões, são preconizados alguns exames na avaliação inicial de rotina para os pacientes hipertensos. Exceto: 
a) Eletrocardiograma convencional.
b) Hemograma.
c) Creatinina plasmática.
d) Glicemia de jejum.
e) Colesterol total, triglicérides plasmáticas
O hemograma não faz parte da avaliação inicial de rotina para pacientes hipertensos.
Tratamento não-medicamentoso
Se o paciente tolerar, recomenda-se atingir com o tratamento valores de pressão arterial menores que os indicados como metas mínimas, alcançando, se possível, os níveis de pressão considerada ótima (≤ 120/80 mm Hg);
· Controle de peso;
· Padrão alimentar;
· Redução do consumo de sal;
· Moderação no consumo de bebidas alcoólicas;
· Exercício físico;
· Abandono do tabagismo;
· Controle do estresse psicoemocional.
Tratamento medicamentoso
O medicamento anti-hipertensivo deve:
· Ser eficaz por via oral;
· Ser bem tolerado;
· Permitir a administração em menor número possível de tomadas diárias, com preferência para dose única diária;
· Iniciar com as menores doses efetivas preconizadas para cada situação clínica, podendo ser aumentadas gradativamente. 
Deve-se levar em conta quanto maior a dose, maiores serão as probabilidades de efeitos adversos;
Não é recomendável o uso quando obtidos através de manipulação, pela inexistência de informações adequadas de controle de qualidade, biodisponibilidade e/ou de interação química dos compostos;
Pode-se considerar o uso combinado de medicamentos anti-hipertensivos em pacientes com hipertensão em estágios II e III que, na maioria das vezes, não respondem à monoterapia;
Ser utilizado por período mínimo de 4 semanas, salvo em situações especiais, para aumento de dose, substituição da monoterapia ou mudança da associação de fármacos.
Agentes anti0hipertensivos disponíveis no Brasil
Diuréticos
a) Tiazídicos
· Hidroclorotiazida
b) Alça
· Furosemida
c) Poupadores de potássio
· Espironolactona
Inibidores adrenérgicos
a) Ação central
· Alfametildopa, Moxonidina, Reserpina
b) Alfabloqueadores
· Doxazosina 
c) Betabloqueadores
· Atenolol, Propranolol
d) Alfa e Betabloqueadores
· Carvedilol
Vasodilatadores diretos
· Hidralazina, Minoxidil
Bloqueadores dos canais de cálcio
· Verapamil, Diltiazem, Amlodipina, Nifedipina 
Inibidores da enzima conversora da angiotensina - ECA
· Captopril, Enalapril
Principais Determinantes da Não-adesão ao Tratamento Anti-hipertensivo:
· Relacionamento inadequado com a equipe de saúde;
· Falta de conhecimento do paciente sobre a doença ou de motivação para tratar uma doença assintomática e crônica;
· Baixo nível socioeconômico, aspectos culturais e crenças erradas adquiridas

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