Buscar

Excludentes de Ilicitude

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Prévia do material em texto

Excludentes de Ilicitude
Estado de Necessidade:
Segundo o doutrinador Victor Gonçalves “existe estado de necessidade quando alguém, para salvar bem jurídico próprio ou de terceiro, sacrifica outro bem jurídico. Exige-se, ainda, para o reconhecimento da excludente o conhecimento da situação justificante pelo agente.” São 3 suas espécies: quanto à titularidade (próprio ou de terceiro); quanto ao elemento subjetivo do agente (real ou putativo); quanto ao terceiro que sofre a ofensa (defensivo ou agressivo). Este excludente de ilicitude está previsto no Art. 24 do Código Penal.
Legítima Defesa:
Consoante o previsto no Art. 25 do Código Penal “Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”. É necessária a ciência do agente de que estava agindo acobertado por ela. São duas as espécies de legítima defesa: quanto à titularidade (própria ou de terceiro) e quanto ao elemento subjetivo do agente (real ou putativa).
Exercício Regular de um Direito:
Haja vista o disposto no inciso III do Art. 23 do Código Penal, “não há crime quando o agente pratica o fato [...] no exercício regular de direito”, ou seja, não há ato ilícito em tais casos.
Estrito Cumprimento do Dever Legal:
Os requisitos do estrito cumprimento do dever legal são: a exigência de uma obrigação imposta por norma jurídica de caráter genérico (não necessariamente lei no sentido formal) e atitude pautada pelos estritos limites do dever. É uma conduta, em regra, de agente público, contudo, pode ser praticada, excepcionalmente, por particular. Também tem previsão no inciso III do Art. 23 do Código Penal “não há crime quando o agente pratica o fato [...] em estrito cumprimento de dever legal”.
Alterações que Ocorreram nas Excludentes de Ilicitude com o Pacote Anticrime: 
Uma das mudanças propostas pelo então Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, no Pacote Anticrime, refere-se à apreciação das excludentes de antijuridicidade pelo delegado de polícia, quando da lavratura do auto de prisão em flagrante.
Uma das propostas é a inserção do artigo 309-A ao Código de Processo Penal, no qual consta, in verbis, que:
“Se a autoridade policial verificar, quando da lavratura do auto de prisão em flagrante, que o agente manifestamente praticou o fato nas condições constantes dos incisos I a III do caput do art. 23 do Código Penal, poderá, fundamentadamente, deixar de efetuar a prisão, sem prejuízo da investigação cabível, registrando em termo de compromisso a obrigatoriedade de comparecimento a todos os atos processuais, sob pena de revelia e prisão.”
Ou seja, se, quando lhe for apresentado o conduzido, o delegado de polícia verificar que o fato foi praticado segundo previsto nos incisos do Art. 23 (em estado de necessidade, em legítima defesa, no estrito cumprimento do dever legal ou no exercício regular de direito), poderá, fundamentadamente, deixar de lavrar o auto de prisão em flagrante.
Referências:
BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal – parte geral, 26. ed., São Paulo, Saraiva, 2020, v. 1.
https://www.google.com.br/amp/s/jus.com.br/amp/artigos/77099/1

Materiais relacionados

Perguntas relacionadas

Materiais recentes

Perguntas Recentes