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Apresentação med ATIEMÉTICOS

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CURSO DE ATENDENTE E AUXILIAR DE FARMÁCIA E DROGARIA 
Medicamentos Antieméticos
Os antieméticos correspondem a uma classe farmacológica destinada a promover o alívio dos sintomas relacionados às náuseas (enjoos) e êmese (vômito). De preferência, devem ser administrados cerca de trinta minutos antes da refeição, para se evitar os sintomas associados a ingestão do alimento.
O vômito ou êmese é definido como um ato involuntário com a finalidade de expulsar forçadamente o conteúdo gástrico. Trata-se de um mecanismo coordenado, com a participação do sistema nervoso central (SNC), do trato gastrintestinal (TGI), trato respiratório e dos músculos abdominais.
Quando o episódio de êmese é prolongado, pode resultar em desidratação e perda excessiva do  ácido clorídrico gástrico, além de íons importantes como o hidrogênio  (H+), cloro (Cl-) e potássio (K+). Com isto, pode ser necessário o uso de antieméticos. Esses fármacos podem ter ação no sistema nervoso central ou atuar no próprio trato gastrointestinal.
Medicamentos Antieméticos
Compostos pela ondansetrona, são os mais indicados na êmese provocada por radioterapia e quimioterapia do câncer.
Os receptores serotoninérgicos 5-HT3, quando ativados, provocam a náusea e vômito. O uso abusivo de álcool, consumo de alguns fármacos, liberação de determinadas toxinas e estímulos visuais podem atuar como estimulantes deste receptor, onde os fármacos antagonistas atuam bloqueando-os.
Medicamentos Antieméticos
Antagonistas dos receptores D2
Os antidopaminérgicos atuam bloqueando os receptores dopaminérgicos na zona quimiorreceptora de disparo. Os receptores dopaminérgicos que ativam o centro do vômito são do subtipo D2. Uma vez ativados, provocam a náusea e êmese. Os fármacos que atuam nesta via são antagonistas desses receptores.
Exemplos:
Metoclopramida
Trata-se de um medicamento gastrocinético, com propriedades antieméticos. Promove o aumento da motilidade gástrica, sem aumentar as secreções. A atividade é resultante de diferentes mecanismos de ação, a nível central e periférico:
Atua como antagonista dos receptores dopaminérgicos D2, que agem como estimulatórios sobre o centro do vômito.
Possui ação colinérgica indireta, facilitando a liberação de acetilcolina. Aumenta o tônus do esfíncter esofágico superior, evitando o refluxo. Aumenta as contrações gástricas, relaxa o esfíncter pilórico e o bulbo duodenal e aumenta os peristaltismos do duodeno e jejuno, acelerando o esvaziamento gástrico.
Medicamentos Antieméticos
Bromoprida
Em resumo, a principal ação da bromoprida é acelerar o esvaziamento do estômago, fazendo com que alimentos presentes no seu interior sejam mais rapidamente transferidos para os intestinos.
A principal ação da bromoprida está relacionada ao bloqueio dos receptores da dopamina no sistema nervoso central e no trato gastrointestinal, de forma semelhante ao que faz a metoclopramida, mais conhecida pelo nome comercial Plasil. De fato, a bromoprida e a metoclopramida são substâncias quase idênticas, partilhando o mesmo mecanismo de ação e os efeitos colaterais.
Medicamentos Antieméticos
Domperidona
A domperidona é uma droga com ação antidopaminérgica, pois ela age impedindo a ligação do neurotransmissor dopamina ao seus receptores D2.Essa inibição da ligação da dopamina aos receptores D2 provoca os seguintes efeitos:
Aumento da peristalse do esôfago, o que acelera a passagem dos alimentos em direção ao estômago.
Aumento da pressão do esfíncter inferior do esôfago, o que diminui o risco de refluxo gastroesofágico.
Aumento da motilidade gástrica e do duodeno, o que acelera o esvaziamento do estômago.
Ação antiemética (inibição de náuseas e vômitos).
Aumento da secreção de prolactina, que é o hormônio responsável pela produção de leite.
Bloqueia os efeitos adversos dos medicamentos à base de dopamina, como a levodopa (L-dopa) e bromocriptina.
Portanto, dados os efeitos descritos acima, a domperidona costuma ser indicada nas seguintes situações clínicas:
Tratamento das náuseas e vômitos, refluxo gastroesofágico, azia, dispepsia (queimação estomacal), excesso de gases, gastroparesia – esvaziamento gástrico lentificado (comum em pacientes diabéticos), indução da lactação em mulheres com problemas para produzir leite.
Medicamentos Antieméticos
Fenotiazinas (proclorperazina, clorpromazina, tietilperazina)
Antagonistas do receptor D2, na zona de gatilho quimiorreceptor. Também possuem atividade anti-histamínica e anticolinérgica, que contribuem para o efeito antiemético.
Anti-histamínicos
Compostos pela prometazina, difenidramina, clorfeniramina, meclizina e dimenidrinato.
Atuam como antagonistas do receptor de histamina H1. Eficazes contra alguns tipos de vômitos.
Dimenidrinato
O mecanismo de ação deste fármaco como antiemético não é bem esclarecido. Atua no centro do vômito, mais precisamente no centro quimiorreceptor.
Inibe a ação da acetilcolina nos sistemas vestibular e reticular, responsáveis pela êmese por movimento e náuseas.
Indicados na êmese provocada por radioterapia, pós-cirurgia do labirinto e nas vertigens de origem central.
Medicamentos Antieméticos
Medicamentos Laxativos 
Laxantes são medicamentos que agem nas funções de absorção e secreção do intestino e modificam a consistência, forma e a quantidade das fezes.
Eles são também chamados de catárticos, e são divididos popularmente em laxantes e purgantes. No entanto, a classificação farmacológica usa apenas a denominação genérica de laxantes para se referir a todas essas substâncias.
Os laxantes são mais suaves que os perguntas, e demoram mais para agir, de 6 horas a 3 dias, e promovem fezes macias ou pastosas, eventualmente diarreicas. 
Já os purgantes são drásticos: agem rapidamente, de 1 a 3 horas, e a evacuação que resulta deles é aquosa e volumosa.
Tipos de laxantes
Quanto ao mecanismo de ação, esses fármacos podem ser classificados em:
Formadores de massa;
Emolientes;
Osmóticos;
Estimulantes.
Dentre os laxantes sintéticos, eles podem ser divididos em duas categorias:
Osmóticos;
Apáticos.
Medicamentos Laxativos 
Os osmóticos são aqueles agem no formato das fezes, pois atraem água do intestino para a luz intestinal, com a intenção de tornar as fezes mais macias e mais volumosas.
Já os apáticos são aqueles que agem na parede do intestino, causando uma irritação na mesma, forçando a evacuação por um aumento da motilidade intestinal, como se o intestino identificasse um corpo estranho e precisasse expeli-lo por meio das fezes.
Laxantes osmóticos
Os laxantes do tipo osmóticos atuam extraindo a água presente nas paredes do intestino grosso e lançando-a no interior dele, na luz intestinal, onde estão das fezes.
Assim, eles diluem a massa fecal e facilitam a sua eliminação, pois tornam as fezes moles e fluidas. O excesso de líquido também torna as paredes do intestino grosso tensas, estimulando as contrações.
Estes laxantes consistem em sais, normalmente de fosfato, de magnésio ou de sulfato, ou açúcares que quase não são absorvidos, por exemplo, lactulose e sorbitol.
Estes laxantes costumam atuar no prazo de 3 horas e são melhores no tratamento da constipação intestinal do que para sua prevenção.
Também são utilizados para eliminar as fezes do intestino antes de exames radiológicos do trato digestivo e antes de colonoscopias.
Portanto, os laxantes osmóticos têm em sua composição sal e açúcar. São os mais utilizados e funcionam por osmose, ao atrair a água para a luz do intestino e facilitar o trânsito. Seu efeito pode ser rápido, de uma a duas horas.
Antes que alguém se preocupe, estes açúcares não são absorvidos e, portanto, não engordam.
Medicamentos Laxativos 
Contra indicações de uso dos laxantes osmóticos
Portanto, por conterem sódio, os agentes osmóticos podem provocar retenção de líquidos em pessoas com doenças renais ou insuficiência cardíaca, sobretudo quando são administrados em doses elevadas ou de forma muito frequente.
Os agentes osmóticos que contêm magnésio e fosfato passam parcialmente para o sangue, podendo ser prejudiciais em pessoas