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T D 2
O R T O P E D I A 
C O N T E Ú D O
A U T O -
E X P L I C A T I V O
Nome: Clara Santana Pereira 
 O processo evolutivo pode ser avaliado a partir de uma análise biológica onde um
aglomerado de células se modifica constantemente até se transformar em um sistema
único e interconectado. Tudo isso, se relaciona ao gradiente de pressão que atua sobre as
células. Diante disso, a pressão exercida sobre as células e tecidos, geram estímulos que
iram ser utilizados no código genético, ocasionando adaptações que agem no
desenvolvimento do sistema desde sua forma inicial até o seu aspecto final, devido as
forças de compressão e tração exercida sobre o mesmo. A força de compressão ocorre no
sentido longitudinal, ou seja, no sentido de empurrar sendo essa descontínua, já a força de
tração é contínua, no sentido de puxar, consequentemente as tensões são opostas, contudo
a força de a ≠ b. Tudo isso, está correlacionado ao contexto da integridade tensional, cujo
componentes utilizam tração e compressão de forma combinada proporcionando
estabilidade e resistência ao sistema como todo.
O PROCESSO EVOLUTIVO
 Ao analisarmos o aspecto embrionário, é possível dizer que as invaginações podem
ser um exemplo para descrevermos o contexto de tensão sobre os tecidos, visto que,
ocorrem por meio do aumento da força no sentido contrário com o intuito em manter
o equilíbrio do embrião, bem como o sistema ósseo e muscular que possuem uma
conformação modificada em relação aos outros sistemas, devido as forças que atuam
em diferentes regiões,  onde através do gradiente de pressão especifico gera-se um
estimulo no DNA, ao qual é resistido através da modificação tecidual, onde começa a
surgir o tecido muscular contrátil. Contudo, ao fazermos tal analogia podemos dizer
que o tecido é único e vai sendo modificado por meio do direcionamento das pressões
ou trações exercidas sobre o meso. O tecido fascial é um exemplo da biotensigridade,
por ser um tipo de tecido conjuntivo que está interligado e consegue transmitir forças
em todo o corpo, desse modo, o sistema se torna mais estável através da tensão
continua e  compressão local equilibrando-se em meio a um círculo vetorial fechado,
onde vários elementos se solidarizam com fim de aumentar a estabilidade estrutural. 
 Tudo isso, pode estar sendo contraditório se pensarmos que o nosso sistema mantem
sua estabilidade por meio de uma pressão compressiva, pois, ao avaliarmos o
resultado final em um cálculo vetorial, como por exemplo, do pescoço de uma girafa,
veríamos que o corpo humano não suportaria cargas tão altas, ou seja, a integridade
estrutural seria afetada. A partir desse desfecho, deve-se avaliar o conceito da
tensegridade, sendo este, qualquer sistema que obtém sua função, forma e
estabilidade mecânica a partir de uma tensão contínua (integridade tensional).
O PROCESSO EVOLUTIVO
 As obras de Snelson escultor e fotógrafo contemporâneo americano, são exemplos da
aplicação destas forças, a partir da criação de Domos Geodésicos, podendo ser
explicados por meio da angulação dos fios que passam pelos tubos criando uma
compressão local e tensão continua dos mesmos, tendendo ao equilíbrio estrutural
,em que,  caso um objeto seja pendurado em algum ponto da extremidade da estrutura,
esta iria se adaptar a nova deformação se envergando para o mesmo lado e
posteriormente ao ser retido o objeto da estrutura  retornaria ao ponto inicial, ou seja,
a dispersão da distribuição de tensão gera uma dissipação de forças que mantem a
estabilidade estrutural.
O PROCESSO EVOLUTIVO
 No corpo humano o conceito de estabilidade estrutural tem relação com o sistema
fascial, através da conexão em todo os segmentos corporais, caso ocorra   alguma
alteração em um ponto especifico, como por exemplo, um amento de rigidez, a
estabilidade estará comprometida, pois, a tensão exercida sobre a aplicação da
resistência será maior, ocasionando o desequilíbrio tensional.Na física, o movimento
consiste na mudança de posição de um corpo ou de um sistema em relação ao tempo,
quando medido por um dado observador em um referencial determinado. Na ciência,
especificamente na Cinesiologia o movimento é analisado através dos princípios da
mecânica, a qual se embasa por meio de dois princípios: cinemática e dinâmica, ambos
relacionados ao movimento, entretanto o segundo, considera unicamente as forças que
atuam durante o deslocamento do corpo humano.
Tais conceitos nos leva a interpretamos o corpo humano sendo este, um complexo de
estruturas interligadas por diversos sistemas aos quais direcionam os movimentos
necessários nas diversas articulações com o intuito de satisfazer as atividades de vida
diária de um indivíduo. O padrão de movimento de um segmento corpóreo é um dos
fatores mais importantes a serem avaliados dentro de um contexto biomecânico, por
estarem interligados a casos de lesões e possíveis compensações quando realizados de
maneira incorreta, ou até mesmo por adaptações posturais, interferindo diretamente
no desempenho. O desequilíbrio tensional pode estar associado aos seguintes
conceitos que embasam o movimento: a rigidez tecidual, sendo esta uma propriedade
mecânica, relacionada a resistência oferecida pelo tecido a sua deformação, como por
exemplo, ao imaginarmos uma mola presa em uma das extremidades a um suporte,
em um estado de repouso (sem ação de nenhuma força), quando aplicamos uma força
F na outra extremidade, a mola tende a deformar (esticar ou comprimir dependendo
do sentido da força aplicada, ou seja, a deformação da mola aumenta
proporcionalmente a força, ao aplicarmos este conceito no corpo humano, podemos
dizer que a razão entre a mudança na tensão do musculo por unidade de mudança no
seu comprimento, quando está sendo alongado sem a presença de atividade contrátil,
representa a resistência muscular passiva.
O segundo conceito é a flexibilidade, podendo ser conceituada como a capacidade do
tecido alongar-se (estender) permitindo que a articulação se movimente através de
toda amplitude de movimento, podendo ser passivo: quando o movimento  de    um 
segmento  dentro  da  amplitude de movimento é  livre,  sendo  produzido
inteiramente por uma força externa ( gravidade, aparelho,  fisioterapeuta, própria
pessoa) sem contração ativa muscular, ou ativo: quando se realiza o movimento de um
segmento dentro da ADM livre produzido pela contração ativa dos músculos que
cruzam aquela articulação.
PADRÕES DE MOVIMENTO 
 As alterações dos padrões de movimento podem estar associadas ao aumento entre
a capacidade ou a demanda, sendo o primeiro, relacionado a habilidade do sistema em
gerar e transmitir e/ou dissipar as forças, e o segundo ao estresse ao indivíduo em
determinado período de tempo, tendendo ao desequilíbrio tensional e
consequentemente as derivações de compensações durante o movimento. As
alterações no padrão relacionadas a flexibilidade são possivelmente visualizadas
somente no final da ADM, já as associadas ao desequilíbrio de rigidez tecidual podem
durar durante toda ADM, por isso, durante toda a realização dos exercícios é
necessário a estabilização do segmento para que o movimento não seja interrompido.
PADRÕES DE MOVIMENTOS IMPORTANTES ASEREM AVALIADOS
RITMO ESCAPULO UMERAL
O ombro é a região de união entre o membro superior,
o tronco e o pescoço. A estrutura óssea do ombro
consiste na clavícula, escápula, as quais formam o
cíngulo do membro superior (cintura escapular) e a
parte proximal do úmero. O ombro é formado por três
articulações, a esterno clavicular, acromioclavicular e
a glenoumeral. Alguns autores ainda consideram outra
articulação no complexo do ombro, a articulação
costo-escapular, entre as costelas e a escápula, muito
importante na biomecânica fisiológica do ombro. 
O ritmo escápulo-umeral é definido como a
sequênciamdas intervenções das articulações
glenoumeral e escápulo-umeral no movimento de
abdução do ombro numa sequência temporal,
mensurando-se a contribuição de