A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
40 pág.
TDE 2 ORTOPEDIA PRONTO

Pré-visualização | Página 4 de 7

apenas na luxação franca do tornozelo. 
A classificação de entorse de tornozelo é baseada no exame clínico da área afetada e
divide a lesão em três tipos: 
PATOLOGIAS RELACIONADAS        
Presença de edema severo, dor, equimose, perda da função articular. Podem ser
observadas amplitudes de movimentos muito limitada no tornozelo. O quadro clínico
encontrado é de dor, com edema localizado na face anterolateral do tornozelo, equimose
mais evidente após 48 horas e dificuldade para deambular. Quanto mais grave a lesão,
mais evidentes ficam os sinais. A associação destes sintomas com o teste da gaveta
anterior positivo permite caracterizar uma lesão grau 3 em 96% dos casos. O diagnóstico
de entorse do tornozelo é baseado na história clínica, realização de testes específicos e
exames complementares.
Teste da Gaveta Anterior e Posterior 
Posição do paciente: sentado ou deitado com os pés para fora da
maca. Descrição do teste: no teste da gaveta anterior para testar a
integralidade do ligamento talo fibular anterior e a porção
anterolateral da cápsula articular, o terapeuta, segura firmemente
com uma mão a tíbia e com a outra mão exerce uma tração
anterior no nível de calcâneo e observa o grau de deslocamento.
Para a realização do teste da gaveta posterior para testar a
integralidade do ligamento talo fibular posterior e porção
posterior da cápsula articular, o mesmo procedimento deverá ser
efetuado, mas agora a mão empurra o tálus no sentido posterior,
mantendo com a outra mão a estabilidade da tíbia.
Sinais e sintomas: No momento do teste é importante que o
tornozelo não esteja muito edemaciado a fim de não comprometer
o diagnóstico da instabilidade. Se positivo, o paciente sentirá leve
dor e desconforto durante os testes de estresse anterior e
posterior. O terapeuta sempre deverá comparar o grau de
deslocamento com o membro oposto. 
TESTES ESPECÍFICOS PARA INSTABILIDADE
Teste de Thompson 
Posição do paciente: Decúbito ventral com o joelho flexionado a 90º. Descrição do teste: O
terapeuta deverá comprimir a panturrilha do paciente aproximando os ventres
musculares do gastrocnêmico a fim de tracionar ou não o pé do paciente por meio do
tendão do calcâneo. Em caso de ruptura do tendão calcâneo não haverá a flexão plantar,
portanto o teste será positivo para ruptura completa do tendão do calcâneo.
Sinais e sintomas: No momento do teste o paciente não sentirá dor. O terapeuta deverá
visualizar ou não a flexão plantar para verificar se houve ruptura total ou parcial do
tendão do calcâneo
Teste de Pillings ou Teste da Compressão Lateral da Perna
Posição do paciente: Sentado com o membro a ser testado para fora da maca.
Descrição do teste: O terapeuta comprime fortemente o terço médio da fíbula contra o
osso da tíbia. Como a fíbula é mais elástica ocorrerá o seu arqueamento em função da
pressão exercida no seu ponto médio o que acabará por afastar a articulação da
sindesmose tibiofibular distal forçando os seus ligamentos. Nesse teste será
interessante o terapeuta comprimir a fíbula utilizando-se das duas mãos
entrecruzando os seus dedos por trás da panturrilha. Sinais e sintomas: Dor aguda
durante o teste na região anterolateral do tornozelo.
INTERVENÇÃO FISIOTERAPEUTICA TORNOZELO E PÉ
Proteção
A carga ótima (exercício, descarga de peso)
I gelo
Compressão
Elevação
Compressão seletiva (botas de compressão);
Suporte (bandagem), ajuda na estabilidade       
Laser de baixa intensidade (redução de dor, edema e reparo tecidual); usar fora da
região de edema.
Reverter melhorar (dorsiflexão reduzida: mobilizações);        
Massagem/drenagem (diminuição do edema): fase aguda/subaguda·        
Liberação miofascial (não trabalhar em cima do edema)      
Mobilização articular (diminuição de dor e edema) principalmente nas regiões:
fíbula, tornozelo, retropé, mediopé (reposicionamento das estruturas);
Nas primeiras horas, no estágio agudo é indicado aplicação do Protocolo Police, sendo
este, uma atualização do protocolo PRICE que é mais antigo e constituído em proteção,
repouso, gelo, compressão e elevação. A diferença entre os dois é a retirada do
repouso e a inclusão de carga otimizada. 
As principais indicações a curto prazo para intervenções seriam: 
Treino e avaliação elaborada (controle de movimento adequado)
Hot test: sude hop test; side hop test; crossouve hop test; squore hop test;
Especificada máx. Dos exercícios funcionais       
 Treino funcional, específico a tarefa do dia-a dia
Desenvolver os testes mais específicos da tarefa
Testes funcionais (hop test);        
Questionários de funcionalidade (pontos de corte);
 Progressão sobre as dificuldades (equiparar);
 Auto relato do paciente em relação a dor e função;       
Somatório das variáveis.
PROGRESSÃO DO TREINAMENTO
A progressão dependerá do desempenho de cada paciente, sendo este avaliado de
forma individual.
TREINAMENTO NEUROMUSCULAR: desenvolve controle motor e aprendizagem
(propriocepção)
TREINO ESPECÍFICOS DE FORÇA, ADM (equilíbrio de funções)
FASE FINAL: INTERMEDIARIA
Progressão sobre as disfunções
  ALTA: Dependerá do somatório de todos as intervenções aplicadas, bem como o
desempenho do paciente sem restrição funcional.
INTERVENÇÃO FISIOTERAPEUTICA TORNOZELO E PÉ
FASCIOPATIA PLANTAR
 A fascite plantar também denominada como síndrome dolorosa subcutânea ou
esporão de calcâneo teve a sua história inicialmente descrita em 1812. Trata-se de uma
disfunção ortopédica comum entre indivíduos de 40 a 70 anos de idade, afetando
principalmente o sexo masculino. A causa exata dessa síndrome é desconhecida.
Entretanto, vários fatores podem estar envolvidos, como a inflamação da fáscia
plantar provocada por evento traumático que envolva forças de tração ou
cisalhamento, avulsão da fáscia plantar, fratura de estresse do calcâneo, neuropatia
compressiva dos nervos plantares, esporão plantar do calcâneo e atrofia senil do
coxim gorduroso plantar. Além disso, os fatores de riscos para a patologia mais citados
na literatura são a diminuição da amplitude de movimento de dorsiflexão do tornozelo
e alto índice de massa corpórea. Um dos mecanismos causadores da síndrome
dolorosa subcutânea são as repetidas forças de tração aplicadas na face plantar do pé a
cada passo que realizamos durante a marcha. Essas forças de tração quando aplicadas
de forma sucessiva com intensidade elevada pode levar ao desencadeamento de uma
degeneração progressiva na origem da fáscia plantar, junto à porção medial da
tuberosidade do calcâneo. Esses micros traumas repetitivos na origem da fáscia
plantar correlacionam-se com o desenvolvimento de periostite por tração e micro
rupturas da própria fáscia que podem acarretar inflamação e dor crônica. O processo
inflamatório pode ocorrer especificamente na origem da fáscia plantar e no tubérculo
medial do calcâneo ou pode envolver outras estruturas, como o nervo medial do
calcâneo, o nervo do músculo abdutor do quinto dedo e ou nervo tibial posterior. O
exame físico do pé revela sensação dolorosa ao longo da tuberosidade medial do
calcâneo. A dor pode ter como origem a porção central da fáscia plantar ou pode ser
mais profunda e representar uma inflamação do nervo abdutor do quinto dedo. A
fáscia plantar deve ser palpada para se determinar a área onde a dor se localiza e a
possível presença de nodulações.
TRATAMENTO CONSERVADOR
ANTIINFLAMÁTORIOS 
 Na grande maioria dos pacientes o tratamento conservador, sem cirurgia, é suficiente
para permitir o alívio dos sintomas. O tratamento conservador deve ser direcionado
para reduzir o processo inflamatório e inicialmente pode ser recomendado um curto
período de repouso acompanhado de medicamentos anti-inflamatórios não hormonais
(AINH). 
ALONGAMENTO DA FÁSCIA PLANTAR E DO MÚSCULO TRÍCEPS SURAL
 Há evidencias moderadas para um programa domiciliar com exercícios para
alongamento da fáscia plantar. O protocolo tradicional envolve exercícios para
alongamento e contração excêntrica

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.