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a evolução e o estágio da
patologia. O plano de tratamento geralmente utilizado em pacientes com a tenossinovite
de Quervain é a tala para apoio e posicionamento imediatos das articulações do polegar e
punho, evitando a flexão do polegar e o desvio ulnar, mais exercícios terapêuticos para a
manutenção da amplitude de movimento, e abordagem para alivio da dor. Na fase aguda,
cujo objetivo é a redução do quadro inflamatório da dor e manutenção da amplitude de
movimento, recomenda-se a aplicação de crioterapia, alongamentos suaves, imobilização
do polegar e punho com auxílio de tala, e afastamento das atividades desencadeantes,
pelo período de seis a oito semanas. Na fase subaguda, indica-se a aplicação de calor;
ultrassom pulsátil não térmico pode ser utilizado para os efeitos de cicatrização das lesões
dos tendões e regeneração tecidual; fonoforese e exercícios de movimentação ativa e
passiva e mobilização das articulações no limite da dor. Nesta fase, os exercícios de
fortalecimento estão indicados na ausência de dor e edema, visando o condicionamento
muscular, as atividades funcionais são incorporadas ao plano de tratamento, em
preparação para o retorno às atividades diárias normais de acordo com o perfil de cada
paciente.
 
 Tenossinovite Estenosante
Mais conhecida como dedo em gatilho, é uma condição patológica caracterizada por
inflamação e dor no trajeto dos tendões flexores dos dedos, associada à limitação ou
bloqueio ocasional do movimento dos dedos em flexão, que manifestam um ressalto
semelhante ao disparo de um gatilho ao realizar extensão, causado mais comumente por
um espessamento da bainha flexora e consequente nódulo no tendão, que dificulta o
mecanismo de deslizamento na polia anular A1, devido a desproporcionalidade entre os
diâmetros dos tendões e o sistema de polias.
 
 
 
 
 
 
 
 Etiologia
  Embora possam ser desencadeados por um único episódio de trauma, geralmente, a
tenossinovite estenosante é de origem idiopática. Indivíduos envolvidos em atividades
manuais de esforço ou preensão repetitiva com uso de instrumentos como tesoura de
jardinagem e muletas, por exemplo, são mais suscetíveis ao seu desenvolvimento. Alguns
autores discutem uma possível correlação entre o uso excessivo da mão, patologias
compressivas e o ressalto do dedo. Nos adultos, ocorre com mais frequência em
portadores de atrite reumatoide, gota, hipotireoidismo, de distúrbios do armazenamento
mucopolissacarídeos e pacientes diabéticos, como consequência de alterações do
metabolismo do tecido conjuntivo. São mais frequentes no primeiro e no quarto
quirodáctilo da mão dominante de mulheres, e com idades entre 50 e 59 anos.
Fisiopatologia 
Sobre a placa volar da articulação metacarpo falangeana encontra-se a polia A1. Durante
o movimento, os tendões flexores dos dedos envoltos em bainhas sinoviais deslizam
suavemente pelo sistema de polias. Quando ocorre uma inflamação, o aumento do
volume, devido à presença de edema, dificulta a passagem do tendão mais espesso nos
túneis osteofibrosos. A diferença de tamanho entre a primeira polia anular A1 e a bainha
que acomodam os flexores, geram atrito na entrada do túnel, provocando dor,
perpetuação da inflamação, restrição do deslizamento dos tendões e da movimentação. O
atrito é responsável também pelo aparecimento do nódulo tendinoso, que ao forçar sua
penetração e passagem pelo sistema de polia, causam o ressalto durante o movimento e o
travamento do dedo.
 
 
 
 
 
 
 A sintomatologia é mais acentuada pela manhã, devido ao aumento do edema durante
a inatividade manual à noite  Estalo ou ressalto doloroso ou não, na extensão ativa dos
dedos; 
Desconforto local;  
 Edema;  
 Dor na região do trajeto do tendão flexor, inicialmente predominante na polia A1; 
Limitação da extensão ativa;
 Nódulo palpável na região do dedo acometido, proximal a polia A1; 
 Posteriormente bloqueio do movimento em flexão; 
Incapacidade na preensão de objetos;
 Diagnóstico
  Em geral, é clínico. Segundo Green (1997), pode ser classificado de acordo com a sua
sintomatologia em: 
 Grau
 I: (Pré-gatilho): Somente dor local 
 Grau
 II: (Ativo): Presença de gatilho, mas realiza extensão ativa do dedo 
 Grau
 III: (Passivo) :  IIIA: A extensão
 requer um movimento passivo do dedo 
 IIIB:
 Incapacidade de flexionar o dedo ativamente 
 Grau
 IV: (Contratura): Paciente apresenta flexão fixa em contratura
Quadro clínico
 
 
Tratamento
  Varia de acordo com o estágio, intensidade e alterações anatômicas e sintomáticas.
Sintomatologia intermitente (Pré-gatilho)
Repouso de atividades que requeiram preensão manual 
 Ortese extensora utilizada durante a noite por algumas semanas (pode promover alivio
temporário e até definitivo de casos leves) 
 Exercícios leves e suaves, mantendo a mobilidade e promovendo a reabsorção do edema 
 Termoterapia por adição de calor (utilizando bolsa térmica), pode aliviar a
sintomatologia Massagem para alivio dos sintomas e redução do edema 
Casos mais graves 
Anti-Inflamatórios não esteroides: Diminuição dos sinais inflamatórios e melhora no
deslizamento dos tendões 
 Esteroides:
 Corticosteroides sistêmicos como betametasona, alívio intenso de dor e inflamação 
 Esteroides injetados localmente: Podem produzir alívio temporário ou definitivo
 Liberação percutânea: Com agulha hipodérmica e anestesia local, realiza-se a secção da
polia A1. Realizado em consultório, entretanto é um procedimento cego, capaz de causar
lesões iatrogênicas. 
 Liberação cirúrgica: Casos crônicos que não responderam ao tratamento conservador,
 realizado em centro cirúrgico sob anestesia adequada. Dissecção e secção longitudinal da
polia A1.

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