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Propriedades Físico-Químicas e Atividade Farmacológica - Resumo Química Farmacêutica 1

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Propriedades Físico-Químicas e Atividade Farmacológica
Fase farmacocinética: (PK) Posologia - Biofase
Fase farmacodinâmica: (PD) Efeito terapêutico - Biorreceptor
Absorção de fármacos
Estrutura lipoprotéica das membranas biológicas: A membrana plasmática é classificada
como uma composição lipoprotéica, por isso ela é quimicamente formada por uma dupla
camada de lipídios (glicolipídios, colesterol e fosfolipídios) e também conta com a presença
de proteínas em sua estrutura.
Proteínas transmembranas: são as proteínas que atravessam a bicamada lipídica de lado
a lado, porque são capazes de se ligar aos próprios lipídios.
Proteínas periféricas: tendem a se concentrar apenas em um dos lados da bicamada,
associando-se aos lipídios de maneira superficial.
Transporte passivo de substâncias
O processo recebe esse nome pois uma substância migra do meio com maior
concentração para aquele de menor concentração, sem a necessidade de gastar energia
celular. Divide-se em três tipos:
Difusão simples: É a passagem das partículas de um meio com maior concentração para
outro de menor concentração. O processo ocorre até que a célula alcance o equilíbrio com o
meio extracelular.
Difusão facilitada: É a passagem de uma substância não solúvel em lipídios para o interior
da célula. Esse processo ocorre sem o gasto energético e é incentivado pela ação de uma
proteína.
Osmose: Constitui na passagem da água através da membrana plasmática. A substância
migra do meio hipotônico (menor concentração de soluto) para o meio hipertônico (maior
concentração de soluto). A pressão com que a água atravessa de um meio a outro recebe o
nome de pressão osmótica. Nesse caso, a troca de um meio para outro é influenciada,
principalmente, pelo número de partículas de um meio, e não necessariamente pela
natureza de seu soluto. O objetivo é equilibrar a pressão osmótica em ambos os meios.
Transporte ativo de substâncias
Esse processo consiste no transporte de substâncias com gasto de energia celular,
chamado de hidrólise de ATP. Nesse caso, as substâncias podem ir em ambos os sentidos.
Possui um único tipo reação química:
Bomba de sódio e potássio: Consiste na passagem de íons de potássio e sódio para
dentro e fora da célula, variando de acordo com as diferentes concentrações entre os meios.
Essa reação se dá em resposta a um gradiente de concentração cuja origem pode ser
química ou elétrica. É importante que a célula mantenha as suas corretas concentrações de
cada molécula. Por isso, ocorre o que é chamado de bomba de sódio e potássio, um tipo de
transporte ativo pautado nas ligações entre ambos os íons.
Pinocitose
É o movimento de ingestão de partículas líquidas por uma célula, através de uma
pequena vesícula chamada pinossomo. Este processo é comum em quase todas as células
eucariontes e envolve gastos de energia. Normalmente, implica na entrada de substâncias
diluídas e específicas, como sais, aminoácidos e determinadas proteínas.
Fagocitose
Apesar de o funcionamento deste processo ser similar ao da pinocitose, a fagocitose
não envolve a necessidade de uma substância diluída. Muitos organismos vivos não
efetuam a fagocitose, apesar de este ser um mecanismo comum entre os protistas para a
ingestão de alimentos. No caso dos glóbulos brancos, a fagocitose é utilizada para envolver
corpos estranhos ao organismo, degradando-os até um formato considerado inofensivo ao
sistema imunológico.
Coeficiente de partição (Lipofilicidade relativa da molécula)
O coeficiente de partição de um fármaco é a medida de sua distribuição em um
sistema de fase lipofílica/hidrofílica, e indica sua capacidade de penetrar sistemas biológicos
multifásicos.
Coeficiente de ionização (pKa)
A constante de ionização de um fármaco é capaz de expressar a contribuição
percentual relativa das espécies ionizadas (BH+ ou A-) e não ionizadas (B ou AH),
dependendo de sua natureza química e do pH do meio. Esta propriedade é fundamental na
fase farmacocinética, pois as espécies não ionizadas, mais lipofílicas, conseguem
atravessar a membrana plasmática por transporte passivo (sem gasto de energia e sem a
necessidade de transportador); já as espécies carregadas são polares e normalmente se
encontram solvatadas por moléculas de água, dificultando o processo de absorção passiva.
Lipofilicidade (log p)
Lipofilicidade refere-se à habilidade de um composto químico ser dissolvido em
gorduras, óleos vegetais e lipídios em geral. Em outras palavras, a substância dita lipofílica é
a que tem afinidade e é solúvel em lipídios. São solventes não polares como os
hidrocarbonetos, tais como o hexano e tolueno. Lipofilicidade é a propriedade mais
importante para um fármaco. Está relacionada à absorção, distribuição, potência e
eliminação. Dirigido por entropia (δG = δH – TδS). Moléculas hidrofóbicas tendem a se
aglomerar em água.
Equação de Hansch (Lipofilicidade)
Tabela: constantes de hidrofobicidade
pKa – Constante de dissociação
Obs.: Quanto maior a ionização, maior a hidrossolubilidade e menor a absorção e passagem
através de barreiras e membranas lipídicas.
Equação de Henderson-Hasselbach
Variação da equação
Constante de Distribuição (D ou Log D)
É a variação do coeficiente de partição (P) de substâncias ionizáveis em função da
alteração do pH da fase aquosa e a subsequente alteração dos percentuais da fração
ionizada, mais solúvel em água, e da fração não ionizada.
Regras de Lipinski

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