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Intoxicação por Agrotóxicos

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• Clinica:
• Dermatite de contato, 
• Urticária; 
• Secreção nasal aumentada (irritação de vias 
aéreas), 
• Broncoespasmo; irritação ocular, lesão de córnea; 
• Intoxicação grave: manifestações neurológicas como 
hiperexcitabilidade, parestesia e convulsões.
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Não se acumula no organismo
Excreção Renal
• Tratamento:
• Pele: água e sabão; 
• Olhos: soro fisiológico ou água durante 15 minutos;
• Digestiva: carvão ativado, catárticos. Anti-
histamínicos, broncodilatadores, corticóides, anti-
convulsivantes (Diazepam)
• Hipersensibilidade Severa: manter respiração, 
adrenalina, anti-histamínicos, corticóides, fluídos 
EV. Medidas de suporte.
Fungicidas:
• Principais:
• Trifenil estânico: Em provas experimentais com 
animais há redução dos anticorpos circulantes. 
• Captan: Pouco tóxico, utilizado para tratamento de 
sementes para plantio. 
• Hexaclorobenzeno: Pode causar lesões de pele tipo 
acne (cloroacne), além de uma patologia grave, a 
porfiria cutânea tardia.
• Podem conter :
• Manganês
• Etileno-etiluréia
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Ação no SNC Parkinsonismo
Carcinogênico, mutagênico e 
teratogênico
Intoxicações Raras! 
Mas se acontecer...
•Esvaziamento estomacal com carvão ativado; para 
irritação cutâneo-mucosa, 
•Tratamento sintomático; 
•Se risco de colapso:
•Oxigenoterapia
•Vasoconstritores por via parenteral.
Herbicidas:
-Glifosatoe Paraquat
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Glifosato:
• Absorção oral – 36%, 
• eliminação – 99% em 7 dias. 
• Adulto com ingesta a partir de 0,5 ml/Kg da formulação 
comercial necessita avaliação e monitorização
hospitalar. 
• Dose de 25 ml tem causado lesões gastroesofágicas. 
Não tem ação inibitória de colinesterase.
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• Clínica:
• Cutâneo: lesões cutâneas por contato repetido ou 
prolongado, dermatite irritativa, pênfigo vulgar e 
alterações da cor da pele. 
• Ocular: causa irritação local, conjuntivite e edema 
periorbital, podendo levar a úlceras de córnea. 
• Inalação: Irritação das vias aéreas superiores. 
Glifosato:
• A INGESTA DE MAIS DE 85ML É CONSIDERADA 
GRAVE!
• Sintomas:
• Irritação do trato gastrointestinal: ardência em 
orofaringe, sialorréia, dor epigástrica, náusea, vômitos e 
diarreia são as manifestações mais frequentes.
• Dor importante, hematêmese, estridor e lesões extensas 
em orofaringe. 
• Sonolência, hipotensão (que pode surgir em até 12 
horas)
• Insuficiência respiratória, acidose metabólica e 
hiperpotassemia. A leucocitose é comum.
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•Tratamento:
•Assistência respiratória
•Estabelecer via venosa (risco de choque) 
•Lavagem gástrica indicada se dose maior que 0,5 
ml/Kg até 4 horas da ingesta
•Hipotensão: fluídos, Trendelemburg, vasopressores. 
Hemodiálise, se necessário. 
•Endoscopia avalia lesões gastro-esofágicas. 
Paraquat:
Herbicida dipiridílico não seletivo
• Controle de ervas daninhas e como desfolhante pré-
colheita. 
• Considerado um dos pesticidas mais tóxicos disponíveis
• Ingestão de 10 a 20 mL de produto a 20% (200 mg/mL) 
pode causar a morte.
• Efeito corrosivo e irritativo
• Contato
• Inalação
• Ingestão
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Corrosão da pele
Irritação da Via Aérea Superior
Bolhas e Úlceras
Epistaxe
FASE I: inflamação, edema e ulceração da mucosa da boca, faringe, esôfago, estômago e 
intestinos, vômitos incoercíveis, dor e ardência em orofaringe, em região retroesternal, 
epigástrica ou em todo o abdome, além de sialorréia, diarreia e hemorragia digestiva.
FASE III: tosse, dispneia e taquipnéia; a 
dispneia severa e a cianose.
FASE II: lesões hepáticas, renais, 
miocárdicas e dos músculos esqueléticos
Paraquat:
Tratamento:
• Não há tratamento específico para a intoxicação por 
paraquat. 
• Medidas terapêuticas gerais são indicadas para evitar a 
absorção do paraquat através to trato digestivo e 
aumentar sua excreção. 
• A lavagem gástrica com terra de Fuller ou carvão vegetal 
ativado geralmente é utilizada para evitar a absorção do 
paraquat. 
• O aumento da excreção do paraquat por meio de 
hemoperfusão é frequentemente indicado como o 
próximo passo adequado.
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Situação-problema
Homem de 45 anos, apresenta queixa de dor de cabeça intensa, tontura, náusea e vômitos há
cerca de 01 semana. Refere que trabalha na agricultura há mais de 20 anos, fazendo uso
regular de agrotóxico. Seus sintomas pode ter relação com o trabalho?
Caso- clínico
• Paciente 40 anos, sexo masculino, agente de combate a endemias, trabalha com o carro
fumacê, fazendo aplicação de Malathion (organofosforado) há 03 meses. No exame
periódico queixou cefaleia, náuseas e diarreia. Apresentou alteração no exame de
dosagem da colinesterase.
• Conduta?

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