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Diferenciação Sexual

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FISIOPATOLOGIA DA REPRODUÇÃODIFERENCIAÇÃO SEXUAL
Desenvolvimento sexual – processos que ocorrem para que haja diferenciação de um indivíduo do sexo feminino/masculino. Para que essa transformação ocorra, há participação de alguns genes, fatores transcriptacionais, hormônios e receptores hormonais, que desencadearão todos os eventos estudados nesta aula.
Determinação sexual x Diferenciação sexual – são diferentes, determinação se refere exclusivamente à constituição cromossômica sexual do zigoto, resumindo, refere-se a se cromossomicamente o indivíduo é do sexo masculino ou feminino. Já diferenciação é o processo de desenvolvimento das diferenças entre machos e fêmeas a partir do zigoto indiferenciado, e para que esse processo ocorra há participação de cromossomos sexuais, genes, gônadas, genitália externa, hormônios e comportamento. A determinação está dentro do processo de diferenciação.
Subdivisão da diferenciação sexual:
· Primária: Relacionado à gônadas, hormônios e genitália interna.
· Secundária: Relacionado à genitália externa e parte comportamental.
· Diferenciação sexual 
Atualmente sabe-se que a diferenciação é um pouco mais complexa do que se pensava antigamente e que tem mais etapas do que se pensava. Etapas:
· Sexo cromossomal é definido no momento da fecundação.
· Sexo gonadal, quando a gonada começa se diferenciar em testículo ou ovário, ocorre por volta de 35 dias no macho e mais ou menos 45 dias na fêmea em bovinos. Migração e colonização das células germinativas primordiais da gônada indiferenciada. Nesta fase se terá um embrião ainda, pequeno/no início do desenvolvimento.
· Sexo hormonal
· Sexo cerebral
· Sexo fenotípico 
· Expressão do comportamento sexual
Em resumo, a diferenciação começa na fecundação e só termina quando o animal entrar em puberdade, antes da puberdade ainda não se tem a diferenciação completa.
Diferenciação sexual do trato genital no macho – Depende de três hormônios: 
· Hormônio anti-mulleriano (HAM);
· Andrógenos
- Testosterona (desenvolvimento do D. Wolff – genitália interna)
- Dihidrotestosterona (genitália externa – pênis, bolsa escrotal)
· INSL3 (Fator de insulina tipo 3) 
- Está presente no Cromossomo 19
- Atua nas Células Leydig
- Estimula a descida testicular
Sexo Cromossomal
Tem início e término na fecundação.
Nos mamíferos (mas não em todos os vertebrados) é definido por um único par de cromossomos sexuais.
Algumas espécies tem o sexo determinado pelo meio, como nos peixes, répteis e “parasitas” marinhos. Temperaturas mais altas ou mais baixas faz com que haja mais indivíduos machos ou fêmeas. Aumento da temperatura/aquecimento global – aumento da população fêmea (estudos brasileiros).
Em espécies de invertebrados, insetos e répteis a determinação do sexo se dá por múltiplos pares de genes.
Nas espécies de abelhas e aranhas a determinação é feita por haploidia, ou seja, se os óvulos não forem fecundados/fertilizados se terá um sexo, se for, haverá outro sexo. Macho haploides (óvulos não fertilizados), fêmeas diploides (óvulos fertilizados).
Em mamíferos se trabalha com a presença ou ausência dos cromossomos X e Y:
· Cromossomo Y:
Contêm um gene que é chamado de SRY, que coordena/estimula o desenvolvimento testicular. É pequeno. 
Desenvolvimento testicular: Cordão sexual primário (que se transformarão nos túbulos seminíferos); Diferenciação das células de sértoli; Produção do hormônio anti-mulleriano; Ausência do desenvolvimento do cordão sexual secundário. Em pássaros ocorre todo esses processos mas não se chama cromossomo Y, e sim Z.
Quando não se tem cromossomo Y, ou seja, indivíduo XX (feminino), ao invés de desenvolver o cordão sexual primário, há o desenvolvimento do cordão sexual secundário.
Além de ter o gene para desenvolvimento testicular, há outros genes, que estimulam espermatogênese, produção de andrógenos, crescimento dos ossos longos.
Migração das células germinativas primordiais: Saem do saco vitelínico e colonizam a gônada primordial. Culmina no início do desenvolvimento da gônada do animal.
Como a espermatogônia e a oogônia tem a mesma origem embrionária, respondem aos mesmos hormônios/estímulos. Só exercem função diferente por estar em sexos diferentes.
Sexo Gonadal
Formação/diferenciação da gônada.
Sexo Hormonal
Todos os eventos de sexo (gonadal, hormonal, etc), exceto o cromossonal, ocorrem não de maneira isolada, mas sim simultânea. As vezes ocorre sobreposição de uma fase com a outra. Esses eventos são segmentados por momentos para ficar melhor didaticamente.
Retomando para o sexo hormonal, ocorre: 
MACHO
Fator desenvolvimento testicular (gene SRY)
Desenvolvimento testicular 
Secreção do hormônio anti-mulleriano (AMH) células de sertoli
Diferenciação das células de Leydig Degeneração do ducto de Muller
 (AMH)
 Testosterona
Desenvolvimento do sistema reprodutor masculino
Em resumo, testosterona é responsável pelo desenvolvimento do sistema reprodutor masculino.
FÊMEA
Sem fator de desenvolvimento testicular
Desenvolvimento ovariano
 Sem testosterona Sem hormônio anti-mulleriano
 
 Regressão do ducto de Wolff Formação do oviduto, útero, 
 cérvix e vagina (parte) 
 Ducto de muller 
Não se tem o fator de desenvolvimento testicular (TDF), com isso se tem o desenvolvimento ovariano, através do desenvolvimento do cordão secundário. Não se tem diferenciação das células de Leydig (com isso não se tem testosterona) e nem de Sertoli (com isso não tem hormônio anti-mulleriano). Por fim ocorre a formação do oviduto, útero, cérvix e vagina (parte anterior). Ocorre também regressão do ducto de Wolff.
Sexo Cerebral
Como o sistema nervoso central irá coordenar ou fazer com que o indivíduo secrete os hormônios reprodutivos. O padrão de secreção hormonal no macho é diferente do da fêmea.
Desenvolvimento do cérebro masculino – A testosterona produzida pelos testículos consegue atravessar a barreira hematoencefálica, e dentro do SNC é convertida em estrógeno (E2), que inibe o desenvolvimento do centro cíclico. Ou seja, em machos não há padrão de secreção cíclico (secreta hoje, passa um tempo secreta depois, etc.), e sim padrão de secreção tônico.
Desenvolvimento do cérebro feminino – O estrógeno, que é produzido tanto pela placenta da mãe quanto pelo ovário (no início de seu desenvolvimento), não consegue atravessar a barreira hematoencefálica porque se liga a uma proteína chamada Alfa Feto Proteína, impedindo sua travessia. Não havendo estrógeno no SNC, se tem o desenvolvimento do centro tônico e centro cíclico dentro do hipotálamo. A fêmea tem estão dois padrões de secreção.
Sexo Fenotípico
Estimula o fenótipo.
MACHO
Fator desenvolvimento testicular (gene SRY)
Desenvolvimento testicular 
Secreção do hormônio anti-mulleriano (AMH) células de sertoli
Diferenciação das células de Leydig Degeneração do ducto de Muller
 (AMH)
 Di-hidrotestosterona (desenvolvimento do pênis, 
 Testosterona escroto e glândulas acessórias)
 Desenvolvimento sistema reprodutor masculino
A testosterona é convertida em Di-hidrotestosterona (análogo da testosterona, análogo é um hormônio com a mesma função só que mais potente, logo, é necessário menos quantidade de di-hidro para se ter o mesmo efeito da testosterona).
Di-hidrotestosterona (DTH): Alta afinidade dos receptores de andrógenos (se liga mais facilmente do que a testosterona); responsável pelas características sexuais secundárias.
A secreção de testosterona pelas células de Leydig na fase fetal vai até aproximadamente no final do primeiro terço,