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MANUAL DE REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA 2014 1

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100 Filosofia 
Classe 200 Religião 
Classe 300 Ciências Sociais 
Classe 400 Linguística 
Classe 500 Ciências Puras 
Classe 600 Ciências Aplicadas 
Classe 700 Belas Artes 
Classe 800 Literatura 
 
 
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Técnico em Biblioteca 
 Competência 01 
Classe 900 Geografia. Biografia. História 
 
Charles Ammi Cutter, mostrando-se insatisfeito com o sistema decimal de 
Dewey, desenvolve a chamada Expansive Classification, na qual, os assuntos 
são representados por letras. Ele foi pioneiro no uso de subdivisões comuns 
de forma e geográficas, ou seja, utilizando as letras que significavam formas e 
locais, em outros assuntos. Suas classes: 
 
A Obras Gerais 
B Filosofia 
BR Religião 
C Religiões judaica e Cristã 
D Histórias eclesiásticas 
E Biografia 
F História 
G Geografia e Viagens 
H Ciências Sociais 
I Sociologia 
J Governo e Política 
K Legislação. Direito 
L Ciências em Geral 
M História Natural em Geral. Geologia. Biologia 
N Botânica 
O-P Zoologia. Antropologia 
Q Medicina 
R Artes Úteis 
S Engenharia e Edificação 
T Manufaturas 
U Artes Defensivas e Preservativas 
V Artes Recreativas. Esportes. Teatro. Música 
W Belas Artes 
X Língua 
Y Literatura 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Representação Temática 
 Competência 01 
YF Ficção 
Z Arte do Livro 
 
Em 1905, é publicado o sistema de Classificação Decimal Universal (CDU), 
considerado o segundo, em maior importância dos sistemas bibliográficos, 
criado por Paul Otlet e Henri de La Fontaine. Baseado na Classificação de 
Dewey (CDD), diferenciando-se por não conter uma classe quatro, essa 
permanece vazia. Ela utiliza em sua notação sinais gráficos. Principais classes: 
 
0 Generalidades 
1 Filosofia 
2 Religião. Teologia 
3 Ciências Sociais 
5 Ciências Puras 
6 Ciências Aplicadas 
7 Belas artes. Divertimentos. Desportos 
8 Linguística e Literatura 
9 Geografia. Biografia. História 
 
Em 1933, Ranganathan publica o seu sistema da classificação, denominado de 
Classificação de Dois Pontos, destacando-se por ser “inteiramente sintético, 
em que os assuntos são apresentados em listas de facetas e, cabe ao 
classificador, construir os números de classificação, segundo uma fórmula 
apresentada no início da classe” (PIEDADE, 1977, p. 68). 
 
1.2 Classificação 
 
De acordo com Barbosa (1969), por muito tempo, os livros eram arrumados 
apenas com o sentido de sua preservação, já que não tinham a preocupação 
de serem consultados por um grande número de pessoas. Até então, as 
coleções eram agrupadas por sistemas filosóficos ou práticos. Apenas quando 
surgem as bibliotecas universitárias, no século XIX, é que, de fato, cresce a 
necessidade de uma arrumação sistemática nas estantes pela condição, agora, 
 
 
O advogado Paul 
Otlet e o professor 
e político Henri La 
Fontaine, esses 
belgas, 
aproximados pelo 
interesse 
bibliográfico que 
tinham em comum, 
compreendendo a 
necessidade de 
melhorar a 
organização para 
controlar a 
bibliografia foram 
responsáveis por 
organizar uma 
bibliografia 
universal, intitulada 
Repertoire 
Bibliographique 
Universel. 
(PIEDADE, 1977). 
 
 
 
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Técnico em Biblioteca 
 Competência 01 
do livre acesso aos livros. 
 
Esse rompimento de paradigma fez com que vários filósofos concebessem 
grandes agrupamentos, que sempre variavam de acordo com o conceito de 
cada filósofo. 
 
A definição de classificação é variada, (BARBOSA, 1969, p.13), em lógica, ela é 
“um processo mental pelo qual coisas, seres ou pensamento são reunidos, 
segundo as semelhanças ou diferenças que apresentam”. 
 
Classificar pode ser, ainda, de acordo com (PIEDADE, 1977, P. 8), “dividir em 
grupos ou classes, segundo as diferenças e semelhanças. É dispor os 
conceitos, segundo suas semelhanças e diferenças, em certo número de 
grupos metodicamente distribuídos”. Exemplo: os seres vivos compreendem 
um conjunto de espécimes vegetais e animais; os animais podem ser racionais 
e irracionais; os racionais podem ser homens e mulheres. Quando realizamos 
essa atividade, estamos classificando. Nota-se que partimos sempre de uma 
semelhança para encontrarmos uma diferença. 
 
Se analisarmos um conjunto de 100 livros (livros=semelhança) e separarmos 
pela cor, predominante na capa (cor=diferença) encontraremos algumas 
subdivisões, pois existirão aqueles de cor vermelha, verde, azul, etc. 
 
Outros conceitos de classificação são o de (SAYERS, apud PIEDADE, 1977, p. 8) 
“ato ou a arte de determinar o lugar no qual uma coisa (objeto, ideia, 
documento etc.) deve ser enquadrada, num sistema de classificação”. Já 
Merrill (1958, apud PIEDADE, 1977, p.9) define como “a arte de dar aos livros 
um lugar exato, num sistema de classificação, no qual, os vários ramos do 
saber ou a descrição da vida humana, em seus vários aspectos, estão 
agrupados, conforme suas semelhanças ou suas relações recíprocas”. Tanto 
Sayers como Merrill, definem bem o procedimento que deve ser realizado 
numa biblioteca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Representação Temática 
 Competência 01 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 7 – Shiyali Ramamrita Ranganathan 
Fonte: curtindosoleitura.blogspot.com.br/2010_09_01archive.html 
(2012) 
 
Para completar, Ranganathan (PIEDADE, 1977 p. 9) ressalta que “classificar 
consiste em traduzir o nome dos assuntos dos documentos da linguagem 
natural, para a linguagem artificial, utilizada pelos sistemas de classificação 
bibliográfica”. 
 
Para que, então, classificar? E o que devemos levar em consideração ao fazê-
la? Um bom sistema de classificação deve permitir (BARBOSA, 1969, p. 15): 
 
a) Localizá-los dentro da coleção; 
b) Retirá-los para consulta, com rapidez; 
c) Devolvê-los à coleção, sem dificuldade; 
d) Inserir novos livros aos já existentes, na coleção, sem que percam suas 
ordens lógicas; 
e) Inserir novos livros, de novos assuntos, sem quebrar a sequência do grupo. 
 
Os sistemas de classificação são definidos por (LANGRIDGE, apud PIEDADE, 
1977, p. 9), como “um mapa completo de qualquer área do conhecimento, 
mostrando todos os seus conceitos e suas relações”. Esses sistemas são 
formados por disciplinas e fenômenos, onde as disciplinas podem ser 
fundamentais (Religião, História, Ciências Sociais, etc.) ou subdisciplinas 
como, Economia, Sociologia, Música, entre outras. 
 
Ainda segundo (LANGRIDGE, apud PIEDADE, 1977, p. 9), fenômeno “é tudo 
 
 
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Técnico em Biblioteca 
 Competência 01 
que é percebido pelos sentidos ou pela consciência, tudo que se observa. 
Fenômenos são fatos de natureza moral, social ou física, isto é, coisas, ações, 
ideias, reações, agentes, etc., estudados pelas várias disciplinas”. Exemplo: 
homem, café, mar, erosão, etc. 
 
1.3 Tipos de Sistemas de Classificação 
 
Os sistemas de classificação podem ser repartidos de acordo com a 
característica predominante na sua divisão. Segundo a qualidade escolhida 
para a base de classificação, elas podem ser: “naturais”, quando é aplicada à 
característica natural ou inseparável do objeto classificado e, “artificiais”, 
quando são aplicadas características artificiais ou mutáveis (PIEDADE, 1977). 
 
De acordo com a finalidade a que se destinam, os sistemas de classificação 
podem ser: filosóficos, criados pelos filósofos para definir, esquematizar e 
hierarquizar o conhecimento, sempre visando a uma ordem das ciências ou 
coisas. Ex: Bacon e Comte; bibliográfico, quando destinados à organização de 
documentos nas estantes, em catálogos, bibliografias, etc. Ex: Dewey, Bliss 
(PIEDADE, 1977). 
 
De acordo com o campo do conhecimento, os sistemas podem ser de 
classificações “gerais”, quando ordenam todo o conhecimento humano como, 
por exemplo, Bacon, Dewey, Cutter, Ranganathan; e “especializados” quando 
tratam apenas de um

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