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Cromossomos

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Sua significância clínica é para a progênie. O portador de cada tipo de
inversão apresenta o risco de produzir gametas anormais que podem levar a uma prole
desbalanceada, uma vez que, quando a inversão estiver presente, uma alça é formada no
momento em que os cromossomos se parearem na meiose I. Embora a recombinação esteja um
tanto suprimida no interior das alças de inversão, quando ocorrer, isso pode levar à produção
de gametas desbalanceados. Tanto gametas com complementos cromossômicos balanceados
(sejam normais ou possuidores de inversão) quanto gametas com complementos
desbalanceados são formados, dependendo da localização dos eventos de recombinação.
Portanto, o risco de um portador de uma inversão paracêntrica vir a ter um filho nascido vivo
com um cariótipo anormal é muito baixo.
Uma inversão pericêntrica, por outro lado, pode levar à produção de gametas
desbalanceados, tanto com duplicação quanto deficiência de segmentos de cromossomos.
Cada inversão pericêntrica, contudo, está associada a um risco em particular. Grandes
inversões pericêntricas mais provavelmente levarão a uma prole recombinante viável do que
as menores, uma vez que os segmentos desbalanceados na progênie recombinante são
menores na hipótese de grandes inversões.
Cromossomos
Cromossomos
Translocações Recíprocas: este tipo de rearranjo resulta da ruptura de cromossomos
não homólogos, com a permuta recíproca dos segmentos partidos. Geralmente só dois
cromossomos estão envolvidos e, uma vez que a troca é recíproca, o número total de
cromossomos permanece inalterado. Características: são comuns, são geralmente
inofensivas, são mais comuns em indivíduos mentalmente retardados internados e estão
associados a uma alto risco de gametas. Elas chamam a atenção ou durante o diagnóstico
pré-natal ou quando os genitores de uma criança anormal com uma translocação
desbalanceada são cariótipos. As translocações balanceadas são mais comumente
encontradas em casais que tiveram dois ou mais abortos espontâneos e em homens
inférteis do que na população em geral.
Translocações Robertsonianas: este tipo de rearranjo envolve dois cromossomos
acrocêntricos que se fundem próximo à região do centrômero com a perda dos braços
curtos. O cariótipo balanceado resultante só possui 45 cromossomos, incluindo o
cromossomo da translocação, que, de fato, é formado pelos braços longos dos dois
cromossomos. As translocações robertsonianas tanto podem ser monocêntricas como
pseudo cêntricas, dependendo da localização do ponto de ruptura em cada cromossomo
acrocêntrico. Conquanto um portador de uma translocação robertsoniana seja
fenotipicamente normal, há o risco de gametas desbalanceados e, consequentemente, de
uma prole desbalanceada. O risco de uma prole desbalanceada varia de acordo com a
translocação robertsoniana particular e com o sexo do genitor portador. Mulheres
portadoras possuem, em geral, um risco mais elevado de transmitirem a translocação
para uma criança afetada. A principal importância clínica desse tipo de translocação é de
que os portadores de uma translocação robertsoniana envolvendo o cromossomo 21 estão
em risco de produzirem uma criança com síndrome de Down por translocação.
→ Translocações: a translocação envolve a troca de segmentos de dois cromossomos,
geralmente não homólogos. Existem dois tipos principais: a recíproca e a robertsoniana.
→ Inserções: é um tipo não-recíproco de translocação que ocorre quando um segmento
removido de um cromossomo é inserido em um cromossomo diferente, tanto na sua orientação
usual quanto invertido. Uma vez que elas exigem três fraturas cromossômicas, as inserções
são relativamente raras. A segregação anormal em um portador de inserção pode produzir
uma prole com duplicação ou deleção do segmento inserido, assim como descendentes normais
e portadores balanceados.
Cromossomos
Identificação Cromossômica
Mosaicismo: É chamado de
mosaicismo quando uma pessoa
possui uma anomalia cromossômica,
esta anomalia geralmente está
presente em todas as suas células.
Algumas vezes, no entanto, dois ou
mais complementos cromossômicos
estão presentes em um indivíduo. 
Uma causa comum de mosaicismo é a não-disjunção nas divisões mitóticas pós-zigóticas
iniciais. Por exemplo, um zigoto com um cromossomo 21 adicional pode perder o cromossomo
extra em uma divisão mitótica e continuar a se desenvolver como um mosaico s efeitos do
mosaicismo sobre o desenvolvimento variam em função do momento do evento de não-
disjunção, da natureza da anomalia cromossômica, das proporções dos diferentes
complementos cromossômicos presentes e dos tecidos afetados.
→ Mosaicismo placentário confinado: Um tipo específico de mosaicismo cromossômico
ocorre quando o cariótipo da placenta é mosaico para uma anomalia, geralmente uma
trissomia, que não é aparente no feto. Mosaicismo placentário confinado, pode levar a um
feto ou um neonato fenotipicamente anormais, a despeito do cariótipo euplóide aparentemente
normal. Em um mecanismo, ambas as cópias do cromossomo relevante (p. ex. cromossomo 15)
no feto podem se originar do mesmo genitor. 
Incidência das anomalias cromossômicas: Os distúrbios numéricos mais importantes dos
cromossomos são três trissomias autossômicas (trissomia do 21, trissomia do 18 e
trissomia do 13) e quatro tipos de aneuploidia dos cromossomos sexuais: a síndrome de
Turner (geralmente 45,X), a síndrome de Klinefelter (47,XXY), 47,XYY e
47,XXX. A triploidia e a tetraploidia são responsáveis por uma pequena porcentagem
dos casos, particularmente nos abortos espontâneos.
A interpretação é de que um estado trissômico, geralmente incompatível com a sobrevivência,
pode ser “salvo” através da perda de uma das cópias do cromossomo envolvido na trissomia.
Por acaso, o cromossomo perdido pode ser a única cópia que se originou de um dos genitores,
levando a uma dissomia uniparental nas células remanescentes.
→ Nascidos vivos: Descobriu-se que a incidência global de anomalias cromossômicas em
neonatos era de cerca de um em cada 160 nascimentos (0,7%). A maior parte das anomalias
autossômicas pode ser diagnosticada quando do nascimento, mas as anomalias dos
cromossomos sexuais, com exceção da síndrome de Turner, não são clinicamente identificadas
até a puberdade.
→ Abortos espontâneos: A freqüência global de anomalias cromossômicas nos abortos
espontâneos é de, pelo menos, 40% a 50%, e os tipos de anomalias diferem em vários modos
daqueles observados em nascidos com vida. A anomalia isolada mais comum nos abortos é a
45,X (síndrome de Turner), que responde por quase 20% dos abortos espontâneos
cromossomicamente anormais, mas por menos de 1% dos nascidos vivos anormais. As outras
anomalias dos cromossomos sexuais, que são comuns entre os nascidos com vida, são raras
nos abortos. 
Cromossomos
Imprinting genômico: Para alguns
distúrbios, a expressão do fenótipo
da doença depende de o alelo
mutante ou o cromossomo anormal
ter sido herdado do pai ou da mãe,
no caso do imprinting ocorre
durante a gametogênese, antes da
fertilização, e marca alguns genes. 
Cromossomos
Efeitos no genitor de origem
As diferenças na expressão genética entre o alelo herdado da mãe e daquele herdado do pai
são o resultado do imprinting genômico. O imprinting é um processo normal provocado pelas
alterações na cromatina que ocorrem na linhagem germinativa de um dos genitores, mas não no
outro, em localizações características no genoma. Essas alterações incluem a modificação
covalente do dna, tal como a metilação da citosina para formar 5- metil-citosina, ou a
modificação ou substituição na cromatina de tipos históricos específicos, que pode influenciar a
expressão genética dentro de uma região cromossômica. O imprinting afeta a expressão de um
gene, mas não a sequência primária do DNA. É uma forma reversível de inativação genética,
mas não de mutação e, portanto, constitui um exemplo do que se denomina efeito epigenético. 
→ Após a concepção (o imprinting controla a expressão genética dentro da região
“imprintada” em alguns ou em todos os

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