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Fisiologia do crescimento e anemia

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Julia S. Crescencio/P3/TUT 03 UC 7 
CRESCIMENTO 
Fisiologia do Crescimento 
Hormônio do Crescimento/ Somatotrofina 
● Produzido pelas células somatotróficas da adeno-hipófise 
● Cerca de 50% está ligado com alta afinidade a uma 
proteína, reduzindo a depuração renal do hormônio e prolongando 
sua meia-vida plasmática 
● Age na cartilagem, no osso, no metabolismo de 
carboidratos, proteínas e gorduras do músculo, tecido adiposo, 
etc. 
● Em homens, o GH é mais secretado à noite. Em 
mulheres, apresenta picos que se distribuem durante o dia. 
● O GHRH (hormônio liberador de GH), aliado ao efeito 
inibitório da SS (inibidora de somatotrofina), regulam os picos de 
GH. 
● Os níveis de GH aumentam na infância, atingem seu pico 
na adolescência e caem com o aumento da idade. 
● A sua secreção é regulada por feedback, com a 
participação do hipotálamo, adeno-hipófise e fígado. 
● O fígado secreta, estimulado pelo GH, IGF-1 (fator de 
crescimento semelhante à insulina-1). Esse hormônio estimula a 
liberação de SS e inibe o GHRH. 
● Noradrenalina (via estimulação ​α​-adrenérgica), dopamina, 
serotonina, acetilcolina, galanina e vasopressina estimulam a 
liberação de GH 
● A ativação β-adrenérgica inibe a secreção de GH 
 
Os hormônios estão intrinsecamente relacionados ao crescimento, especialmente o eixo 
somatotrófico, compreendido pelo GH e pelo IGF. Outros participantes são os hormônios tireoidianos, 
esteróides sexuais e insulina. 
Quatro períodos são críticos para o crescimento somático: 
● Período embrionário: maior taxa de crescimento 
● Primeiros anos: ocorre uma diminuição gradativa da velocidade de crescimento; o eixo 
somatotrófico passa a ser fundamental 
● Infância: pixo por volta dos 6/7 anos 
● Puberdade: influência dos esteróides sexuais e posterior fusão das cartilagens de 
crescimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Julia S. Crescencio/P3/TUT 03 UC 7 
CRESCIMENTO INTRA-UTERINO 
● Influencia de: saúde materna, tabagismo, hipóxia, inflamação, nutrição, hormônios maternos. 
 
Entre os hormônios placentários: estrógenos, progesteronas, uma variante do GH e lactogênio 
placentário. No entanto, a função endócrina durante a gravidez não é dada apenas pela placenta. O 
desenvolvimento da glândula tireóide está completo cerca de 5 semanas após a concepção, e a 
captação de iodo e síntese de T4 inicia na semana 11. 
 
Eixo Hormônio de Crescimento-IGF no Crescimento Intra-Uterino 
Somatomedinas = fatores de crescimento semelhantes à insulina 
● Propriedade mitogênica: proliferação e crescimento somático celular 
● Aumento do transporte de glicose e aminoácidos pela placenta 
 
Somatomedina A (IGF-2): período embrionário; menos dependente do GH; 
● Rim, fígado, supra-renal, músculo 
● Fator de crescimento presente em maiores concentrações no sangue 
 
Somatomedina C (IGF-1): período pós-natal; síntese mediada, principalmente, pelo GH. 
● Alta expressão no pulmão e intestino 
 
INSULINA FETAL 
A hiperinsulinemia promove o supercrescimento somático, e o déficit de insulina apresenta redução 
no crescimento. Suas ações são de modo direto via receptores de insulina e indireta via estimulação 
de receptores de IGF-1, devido a semelhança deste com os receptores de insulina. 
 
HORMÔNIOS TIREOIDIANOS  
A T4 (tiroxina) é o principal hormônio secretado pela tireóide, mas a T3 (triiodotironina) é a forma 
ativa. Suas ações podem ser efeitos metabólicos diretos ou resultantes de sua indução em outros 
genes que regulam o crescimento. Os hormônios tireoidianos do feto são necessários para o 
desenvolvimento intra-uterino normal do SNC e esqueleto. 
 
Julia S. Crescencio/P3/TUT 03 UC 7 
GLICOCORTICÓIDES 
São essenciais para o desenvolvimento e maturação dos órgãos. Porém, concentrações 
excessivamente elevadas de cortisol materno podem acarretar efeitos deletérios no crescimento fetal 
e vida pós-natal. Para evitar esses efeitos, uma enzima (11-β-HSD) atua como uma barreira 
placentária, controlando a passagem de cortisol da mãe para o feto. 
 
CRESCIMENTO PÓS-NATAL 
O crescimento longitudinal do osso é regulado por diversos fatores hormonais, como o eixo GH-IGF, 
insulina, hormônios tireoidianos e esteróides sexuais, assim como por fatores ambientais e 
nutricionais. 
● O crescimento somático linear ocorre pela ossificação endocondral: a estrutura cartilaginosa 
é substituída por um tecido mineralizado com maior resistência 
 
Eixo hormônio do crescimento IGF-1 
● Grande parte do IGF-1 circulante está combinada a uma molécula de alto peso molecular, o 
IGFBP-3. Quando esse complexo se dissocia, o IGF é removido da circulação e alcança os 
tecidos-alvo para interagir com receptores 
localizados na superfície celular. 
● O IGF-1 promove a estimulação da 
síntese protéica, a mitose da linhagem das 
células osteoblásticas, a síntese de 
colágeno tipo I e a taxa de deposição 
mineral nas fibras colágenas, além de 
diminuir a degradação do colágeno ósseo. 
O GH e o IGF-1 estimulam a proliferação 
de condrócitos na zona proliferativa da 
cartilagem epifisária 
 
 
 
 
 
 
 
HORMÔNIOS TIREOIDIANOS 
Além do papel fundamental no sistema nervoso (mielinização, crescimento das células, axônios e 
conexões dendríticas), eles também estimulam a síntese e secreção do GH na hipófise. 
● A T3 promove o crescimento da cartilagem epifisária in vitro, acentuando os efeitos do IGF-1. 
● Eles induzem a expressão de colágeno tipo II e X e a atividade da fosfatase alcalina, 
marcador de formação óssea 
● Estimulam a hipertrofia dos condrócitos facilitando a ação do GH 
● Aumentam a atividade os condroprecursores 
● Aumentam a mineralização do esqueleto 
● Em contraste com o hipotireoidismo individuos com hipertireoidismo apresentam processo de 
ossificação endocondral acelerado. 
 
INSULINA PÓS-NATAL 
● Estimula o influxo de glicose, efeitos importantes na síntese protéica e na estimulação da 
síntese de macromoléculas em tecidos como a cartilagem e osso. 
● A ativação de seu receptor pode promover crescimento 
Julia S. Crescencio/P3/TUT 03 UC 7 
● Ela pode diminuir os níveis de IGFBP-1 e estimular a produção de T3 e IGF-1, promovendo o 
crescimento. 
 
ESTERÓIDES SEXUAIS E CRESCIMENTO DURANTE A PUBERDADE 
● Estimulam o crescimento longitudinal, o fechamento da cartilagem epifisária e o 
amadurecimento do tecido não-reprodutivo 
● O pico de velocidade de crescimento das meninas é alcançado por volta dos 12 anos, com 
média de 9 cm por ano 
● Nos meninos o pico é por volta dos 14 anos, com média de 10,3 cm por ano. 
● Testosterona​: andrógeno que estimula o estirão do crescimento puberal. Responsável pelo 
término do crescimento linear, calcificando os centros de ossificação. Pode ser convertida em 
diidrotestosterona e, juntas, aceleram o crescimento e o ganho de peso, estimulando a 
síntese proteica muscular. 
● A presença do GH é essencial para o efeito promotor do crescimento pelos andrógenos e os 
andrógenos parecem estimular a secreção de GH 
● No entanto, a administração exógena ou uma produção endógena excessiva de andrógenos 
aumenta a taxa de crescimento e acelera a maturação da epífise, diminuindo a estatura final 
● Estradiol/Estrógeno ovariano​: facilita a mineralização da cartilagem de crescimento, pois, 
como os centros de ossificação são mais sensíveis ao estradiol do que a testosterona, eles 
fundem-se mais cedo. Os estrógenos aceleram a maturação do osso e aumentam a 
deposição de cálcio